01 – Conseguir um bom emprego.
Taí uma meta que não andou. Eu não fiz nenhum dos esforços que tinha em mente para mudar de situação. E o principal motivo para isso é que eu reclamo, reclamo, mas… Tenho consciência que meu trabalho não é ruim, e que muito do que eu reclamo está em minhas mãos mudar (só precisa de um pouco de força de vontade, trabalho e esforço… e isso sim está faltando) – maldito ponto de vista Protestante que se infiltrou de alguma forma na minha cabeça. Mas como diz o ditado: “O conforto é o sepulcro da alma”. Eu estou anestesiada no trabalho: bom ambiente com os colegas, serviço mediamente interessante, aumento de 66% num ano, chegando todo dia entre 10 e 11 horas… Venhamos e convenhamos, não são muitos lugares que oferecem esse tipo de mordomia… Mas é aí que mora o perigo. A booknalinha sempre foi um lugar confortabilíssimo… “E como é que eu vou crescer sem ter com quem me rebelar…” Tenho consciência que a minha veia “HQ” procura sempre por arquinimigos para crescer… E alí não há… Estou parada há muito tempo na mesma situação e isso não faz ninguém crescer! Eu preciso de desafios… e o desafio de 2007 é me colocar neles, já que esperar simplesmente que eles apareçam não é algo muito sensato. Porcentagem dada: 0/100.
02 – Conseguir o CAE.
Pode parecer bobo querer uma certificação Cambridge. Em aspectos básicos, é mesmo bobo! O importante é saber falar inglês e não ter um documento dizendo que você sabe, isso é a verdade! Em termos. Quando você trabalha em uma empresa de educação e treinamento, lidando direto com autores, você vê que em boa parte das situações, a situação se inverte: é mais importante aquilo que você possa provar que saiba, do que aquilo que você realmente sabe. Esse é o caminho das verbas na maioria das vezes. Mas eu tenho paixão por línguas – em especial o inglês. E não teria conhecido meu namorado se não fosse ele – o que dá um carinho extra todo especial. Mas quando você trabalha com pessoas que fazem “daunlouds” começa, erroneamente, acostumar com o seu estado atual… E a língua deteriora… Então continuo perseguindo meu certificado. Veja bem, atualmente eu tenho plena consciência que títulos não significam absolutamente nada… Mas quanto menos alguém sabe, mais eles significam… e o mundo está cada vez mais cheio de pessoas que não sabem nada. Porcentagem dada: 0/100.
03 – Arrumar minha bagunça.
Eu me esforcei… Juro que me esforcei. Mas entre o final do ano passado e esse, devo dizer que a coisa está na mesma (pelo menos o computador voltou para o quarto, e consegui comprar uma mesa e uma cadeira do meu tamanho, não do tamanho da mesa hobitt que usava antes). Mas estou otimista… Consegui encurralar toda a minha bagunça em 50% do meu quarto (parece um depósito), consegui identificar as maiores fontes de bagunça, despachei 30% das roupas e estou organizando uma “Garage Sale” on-line (o André está fazendo o sistema para mim, no mesmo esquema do Chá-Bar dele). Ainda tenho esperança que até o meio de 2007, isso vai estar, senão resolvido, pelo menos em uma condição aceitável. Porcentagem dada: 20/100.
04 – Ficar em forma.
Relato Bridget Jones: estou 05Kg mais gorda agora do que em dezembro de 2005. Rolaram apostas em casa (perdi R$ 50,00), voltei 02 vezes para os Vigilantes no ano (e durou uma semana). Paguei 09 meses de academia (não fiz nem por 09 dias)… Devo dizer que isso, esse ano, não rolou! E tirando a perda de roupas, e as horas de comprar roupas, e os sonos e desânimos quase incontroláveis, eu devo dizer que mesmo assim… Eu me senti muito melhor comigo mesma esse ano do que em qualquer outro (aposto que isso também tem a ver com aquele lindo queniano). Mas também sei que isso tende a melhorar: obesos mórbidos cada vez me horrorizam mais nas ruas, o sono está me tirando do sério e a simples idéia de uma roupa linda em uma ocasião especial em julho me motivam. O fato que eu percebo também que muitas das minhas reclamações estão interligadas (acumulo de coisas, procrastinação, indisciplina), também motiva a agir… Junto com a meia dúzia de calças que aguardam a perda de poucos quilos. Porcentagem dada: 0/100.
05 – Terminar a faculdade.
Depois de muito procrastinar, analisar e fazer meu TCC eu cheguei a uma conclusão: ele poderia ser resolvido, satisfatoriamente com 100 horas de trabalho (o que daria algo em torno de 04 horas de trabalho por final de semana, durante um semestre). Mas como eu percebi isso a uns 15 dias da entrega final… Digamos que eu me sobrecarreguei. Só lamento o estresse com o orientador… Eu realmente estraguei uma relação que vai me custar uns pontos (uns pontos de mestrado eu diria, já que ele coordena o mestrado na ECA), mas eu não acredito em nada irremediável. Agora é escolher outro orientador, outro tema (eu não agüento mais ver adolescentes na minha frente) e tocar para frente. Gostei do meu esforço em relação a isso esse ano… mas não vou me creditar nada, porquê além de bola na trave não valer gol, deixou muitos aspectos negativos da minha personalidade evidentes (o que é bom para correções, mas muito mal no desenvolvimento). Porcentagem dada: 0/100.
06 – Abrir oficialmente a Dekanun.
Eu tinha um sonho… Nesse sonho eu emitia notas fiscais, tinha uma confirmação de renda real, e poderia executar um trabalho legal logo desde o início… Muita leitura do site do SEBRAE depois, revistas PEGN e a total inabilidade de separar meu trabalho regular das minhas horas vagas durante o ano fizeram eu ter uma certeza: é hora de abrir a Dekanun… Mas não oficialmente. Porcentagem dada: 0/100.
07 – Assumir o controle sobre os meus relacionamentos.
Vou me dar ponto aqui. Eu assumi o controle dos meus relacionamentos, o quanto foi possível. Cansei de ficar sozinha (mesmo estando distante agora, devo dizer que não é o mesmo sentimento de estar sozinha, nem de perto) e fiz de tudo o que foi possível (algumas coisas nem recomendáveis) para remediar o fato. Fico contente que a providência, o destino, ou a mais completa máquina de improbabilidade tenha sido mais esperta do que eu e colocado o namorado na história… No momento certo… Pessoalmente, ás vezes eu reclamo que se as coisas tivessem sido melhores, eu poderia ter conhecido ele há 02 anos atrás quando começamos a conversar… Mas na verdade eu sei que há 02 anos atrás eu não teria tido coragem de pular! Esse ano eu pulei. E felizmente a rede estava lá para aparar! Podia ter feito besteira nos Bares da vida (caso webcam), ou nos orkuts da vida (c
aso casado), mas acabei chegando por último e… Vocês completam o ditado. Perco ponto por ter sido várias vezes relapsa com os amigos… Mas não vou fazer considerações à respeito. Porcentagem dada: 80/100.
08 – Planejar minha carreira.
Nada. Comecei 2006 com algumas dúvidas, terminei com várias… eu ainda considero fazer uma segunda faculdade (Artes Plásticas, Design ou Jornalismo), considero fazer uma pós (Educação, Design ou Administração na FGV) ou considero comprar saias e morar num país mais terceiro mundo que o meu, próximo ao meu próprio poço, na casa que eu já projetei e anda em construção… Tudo é muito incerto, menos uma coisa: basta passar pela cidade jardim e ver as escadas de incêndio da DPZ ou encontrar ou ouvir falar de qualquer colega de faculdade para entrar numa crise profissional que tira a publicitária adormecida de dentro de mim… Isso faz que boa parte do trajeto de ônibus e metrô seja gasta pensando em uma maneira original de oferecer pasta dental, em mídia impressa, em página dupla… Mas apaga diante de qualquer plano de comunicação ou ligação para a CILASCA. No fundo eu sei, que o principal motivo de o TCC não ter saído é minha relutância em voltar a freqüentar a ECA… E minha principal relutância em voltar a freqüentar a ECA é enfrentar de cara o naufrágio do meu maior sonho. E quando você quer manter a sua situação de vida “anestesiada” sobre controle, nada pior que os sentimentos de “ei, eu posso fazer isso!” que surgem assim que se cruza a ponte cidade jardim. Porcentagem dada: 0/100.
09 – Produzir e criar regularmente.
Essa meta não é tão inexata quanto parece. Eu só queria evitar o “Desenhar 20 folhas A3, desenhar 40 folhas A4, escrever 03 histórias, fazer 10 layouts de site” ou esse tipo de especificação que tira do foco o que você está realmente querendo fazer: exercitar suas formas de expressão – até o ponto de poder ganhar uns trocos com isso (não só exercitar seu egocentrismo, como acontece nesse blog). Até que o ano não foi mal. A Produção na Arte São Paulo foi boa (a partir do momento que eu resolvi ligar o FDS para o programa dela e passei a freqüentar as aulas regularmente, no horário). Graças ao KK, foram feitas várias adições ao Portfólio, o logo da Dekanun ganhou sua forma “quase final” e eu aprendi uns truques novos. Mas não é o suficiente. A idéia dessa meta era “EU” criar alguma coisa, baseada na minha própria vontade e projetos… E isso continuou engavetado… Continuo com 04 histórias se delineando cada vez mais na cabeça – mas ainda na cabeça – não finalizei o storyboard do desenho, não coloquei os sketchbooks customizados à venda e não produzo ilustrações para vender na Paulista aos domingos… “despite all my rage, I’m still just a rat in the cage”. Porcentagem dada: 10/100.
10 – Conhecer novos lugares.
a. Morrisson Rock Bar.
b. O café tailândes em que tudo vai “Noni” na Paulista (não lembro o nome).
c. Subway (não é o lugar propriamente dito, mas o “super” de carne e queijo é um achado… o único lanche a ameaçar o big mac no meu reinado comilão).
d. Sorveteria Alaska (maldita Yumi, rsrs).
e. Páteo da Luz.
f. Alguns dois lugares que aparecem como despesa “São Paulo II” no cartão de crédito (eu não esperava conhecer um desse esse ano, imagine dois, então leva ponto duplo).
Tudo bem, quando eu criei essa meta, a idéia era conhecer mais museus, exposições, cinemas, points diferentes e… Sair do eixo “Shopping D, Santa Cruz, Shopping Light e Conjunto Nacional…” Tudo bem, minha freqüência diminuiu em todos esses lugares… Mas eu tenho que admitir no final: eu sou uma pessoa caseira… E entre arriscar conhecer um barzinho fuleiro com música ao vivo ruim e gastar R$ 50,00 e ficar em casa de semi-pelada, assistindo TV e comendo chocolate… Bem, eu fico com a segunda. Porcentagem dada: 30/100.
11 – Terminar Design Gráfico.
Eu sei que eu fiz DG. Eu sei que eu fui ao KK por 01 ano e meio. Eu sei que eu conheci o Lucas, me apaixonei, sofri horrores. Eu sei que eu conheci gente fantástica, tive arranca com professores, virei noite fazendo trabalhos – e fiz trabalhos para caramba. Eu sei que meu pai me deixou na porta da escola várias vezes. Que eu voltei de Jardim Brasil várias noites. Que tem forró agitado ao lado do ponto de ônibus na Miller na sexta à noite. Sei que eu dei um beijo no Gui. Sei que tive umas quedinhas pelo Thiago. Que tirei foto de mandioca gigante em construção. Que viciei em Misto quente sem recheio da cantina. Que me irritei com as particularidades do pessoal de nutrição e enfermagem. Que assisti palestra com o Fernando Gonzales. Agora se você me perguntar como foi o KK… Bem… Esse um ano e meio, parece que foi em outra vida… E que não foi comigo. Fico feliz que tenha terminado… Mas parece que eu não passei por ele… Ele passou por mim. Porcentagem dada: 100/100.
12 – Trabalhar na minha independência financeira.
“Meu sobrepeso e minhas dívidas, sentadas debaixo de uma árvore, estão beijando, estão se amando, primeiro vem o namoro, depois o casamento…” e a musiquinha poderia continuar… O fato é… Ao final de 2005 eu tinha passivos (ou dívidas) na casa dos R$ 6.500,00. Hoje eu tenho passivos na casa dos R$ 13.000,00 (não se assuste, é isso mesmo… eu nem me assusto mais). Se eu fosse tão boa para poupar dinheiro quanto sou para gastar… Eu seria Bill Gates! Mas estou otimista (ou maluca, os sintomas costumam ser os mesmos). Pelo menos eu já percebi uma coisa: O que faz eu engordar, acumular bagunça e gastar mais do que devo é o mesmo gatilho… a sensação que eu posso ficar sem aquilo. Tenho tido alguma sorte em segurar esse gatilho no último mês… Ou pelo menos, identificar quando ele está em ação. Fazendo várias projeções financeiras, há possibilidade de realmente reverter esse quadro (e ainda pagar minhas passagens para o Kenya à vista no final do ano). Basta controlar o gatilho. Ou seja, mais uma vez: proatividade, paciência e disciplina. Uma hora tudo chega ao fim… Mesmo os comportamentos irresponsáveis. Porcentagem dada: 0/100.
Resultado final: 20% das metas propostas para 2006 foram atingidas! Parece pouco? Não para mim. Lembre-se que em 2005, o ano em que eu estava eufórica até sofrer a maior perda d
a minha vida, eu cumpri 0,3% das minhas metas… O que significa agora uma melhoria de exatos 6.660% (número intrigante, não?) em relação a 2005. Mas ainda é pouco, é preciso melhorar (é meu Lula interior falando).
E antes que a Yumi tenha dúvidas… É lógico que eu ainda acredito nas resoluções de ano novo!
Eu também, querida!!