Versão longa, com motivos e porquês!
(Sai desse corpo que não te pertence Stephen Covey!!!)
Bobagem ou não, eu ainda acredito na auto-ajuda (veja ao redor para quem você pode pedir ajuda e entenderá o que eu quero dizer) – ela é a melhor ajuda, se não for a única, que você pode conseguir.
Para 2007, eu estou usando livro texto para minhas metas. E o livro texto é “Os sete hábitos das
pessoas altamente eficazes” de Stephen Covey… se é para usar auto-ajuda, vamos aos clássicos! (Deve ser daí que saiu a minha veia protestante).
Veja bem… toda vez que eu faço minhas metas para um ano, estou oscilando entre o resultado que eu quero obter (“terminar a faculdade”, por exemplo) e os métodos que eu utilizarei para conseguir alguma coisa (“Conhecer novos lugares”, por exemplo). Eu acredito que sejam metas válidas… mas o motivo pelo qual vários dos meus projetos, decisões, vontades e sonhos naufragam não é porque eu não me torno bacharel ou porque eu fico sempre no mesmo cantinho de lugares – esses são sintomas. Os verdadeiros motivos, os que causam mais danos são:
01 – A procrastinação.
02 – A impaciência.
03 – A indisciplina.
A procrastinação faz que eu faça um TCC de 06 meses em 15 dias. Junte a indisciplina e você terá o porquê eu não gasto minhas 04 horas com o TCC por final de semana. Junte a impaciência, e você terá porque eu gasto R$ 150,00 na Kalunga com tinta e papel, antes mesmo de ter finalizado o texto e confirmado com o orientador se ele aceitaria o trabalho.
Aplique essa tríade para tudo. No meu caso se aplica. O trabalho, a roupa passada, o cartão de Natal que sempre fica para o último minuto, até que não é feito e me deixa frustrada, com baixa auto-estima e cria um círculo vicioso de “Ah, eu já sabia que não ia conseguir mesmo”. O DVD, o livro, o caderno que TEM que ser comprado agora a despeito da verba. O regime, a meditação, o desenho… que começa como prática diária e depois se interrompe em menos que 04 dias.
Eu posso escolher a meta que for… o resultado pode melhorar um pouco ao longo dos anos… mas se você procurar onde estão as falhas, pode ter certeza que irão esbarrar nesses três aspectos.
É por isso que esse ano eu vou continuar traçando metas… mas dentro de uma ambição maior… a PPD:
01 – Proatividade.
02 – Paciência.
03 – Disciplina.
Sei que eu usei a palavra maldita (proatividade), sei que isso está parecendo mote de RH, código de Samurai ou lema positivista… mas isso não anula o fato de que, para mim, nesse momento é apropriado.
Proatividade porque eu não consigo fugir de mim mesma. E eu realmente acredito que a vida que temos é de nossa INTEIRA responsabilidade. INTEIRA mesmo… nada de “eu tive um estudo fraco”, “meu pai não deixou eu fazer”, “meus horários eram incompatíveis”, “eu moro longe” ou o que for. A vida é feita de escolhas… você faz escolhas e paga por elas… então, ou se conforma que suas escolhas foram ruins (e para de encher a paciência dos outros lamentando) ou faz novas escolhas… e se prepara para o que vier. Mas é tudo resultado das suas escolhas… se eu não tenho dinheiro, é porque eu escolhi gastar mais do que devia, não porquê eu ganho pouco. E se eu realmente ganho pouco, é porquê eu não decidi procurar um emprego que pagasse mais, e aceitei o atual. De qualquer forma, sobre qualquer aspecto, a escolha é sua. Vamos tirar a proatividade daquele conceito chato de dinâmica de grupo em que proativa é a pessoa que sai cutucando os outros para andar. Proativa, para mim pelo menos, é a pessoa que não espera ser cutucada para andar… e andar na direção que ela quer.
Paciência porque as coisas não acontecem do dia para a noite. Não se zera um saldo negativo equivalente a 06 meses de trabalho com o salário de um mês. Também não se emagrece o que se engordou em 02 anos em um mês simplesmente porque decidimos emagrecer. As coisas levam tempo, as plantações tem safras, os animais tem gestações e os projetos são 85% de execução. Paciência porque não é toda hora que se pode dizer “Perdido? Perdido e meio!!!” e mandar todas as resoluções às favas. Também não confundir paciência aqui com tolerância… não é a paciência de quem agüenta aquela pessoa que dispara 300 “tipo assim” por frase… não é tolerância… está mais para fé… saber que os resultados vêm, no tempo correto, no tempo oportuno… seria mais uma esperança que caminha, relacionada a esforços… não ficar esperando sentada apenas. É trabalhar, sabendo dar tempo ao tempo.
Disciplina porque toda caminhada começa com o primeiro passo… mas precisa ter mais passos para ser classificada como caminhada. Esse é um parágrafo que eu poderia resolver todo com citações. A primeira é que “a prática leva a perfeição”, a segunda é que “todas as boas oportunidades aparecem com macacão de operário” – mas a mais verdadeira é “Todo mundo vê as pingas que eu bebo, mas ninguém vê os tombos que eu levo”. Disciplina está aí. Aceitar que existe muito trabalho chato necessário para os bons resultados… “There’s no such thing as a free lunch”… bons resultados só vem com uma prática constante de atividades nem sempre tão satisfatórias quanto o resultado final (esse parágrafo não se aplica de maneira nenhuma se você for dar conotações sexuais a ele). Basicamente, disciplina aqui – para mim – se refere ao fato de se conformar que você vai ter que carregar muita pedra – de maneira constante – até ver seu castelo pronto… e isso não significa que seu castelo vai ser lindo… só significa que vai estar pronto.
Por isso quando você ver a lista de metas para 2007, em tópicos como a de 2006, não se assuste se ela parecer mais bizarra. Na verdade, em 2007, elas serão importantes… mas mais importante será avaliar a eficiência da Política PPD (proatividade, paciência e disciplina)…
Muito “Ordem e Progresso” para você??? Não se preocupe… uma das minhas maiores motivações na vida é provar que as coisas não estão necessariamente erradas… é você que não soube fazer direito, rsrs.
Piadas e provocações a parte, eu ainda acho que fazer uma análise do ano que se foi, e pensar positivamente sobre o ano que está por vir é uma prática recomendável. De vez em quando, a sensação de que “tudo é possível”, e de que “tudo não está tão mal assim” é muito boa.


