Arquivo para April, 2007
Será que o futuro nos reserva apenas posts reclamões?
Postado por Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ on April 29th, 2007
Essa é uma grande questão. Questão maior ainda para mim é porque as pessoas andam tão tristes, tão magoadas e tão insatisfeitas? Como pode todas as pessoas que eu conheço – e nas quais eu me incluo, em alguns aspectos – estarem tão desesparadas por amor, carinho, atenção, compreensão… Quando nenhuma delas dá o primeiro passo para fazer as coisas da maneira certa. Todos estão esperando que a compreensão, o afago, o carinho venha de algum lugar por aí… ninguém quer ser aquele a dar todos os anteriores… ninguém quer ser feito de bobo, de usado, de abusado… Estão todos de peito aberto, como livros abertos… só que guardados em algum quarto escuro, trancados a chave.
A que ponto chegamos quando as pessoas estão tão viciadas em um suposto bem estar, que são incapazes de suportar o mal estar necessário para passar pelos momentos em que se constróem a confiança, se vencem as mágoas e se estruturam novas formas de se lidar com os mesmos velhos relacionamentos.
Merda acontece. Ás vezes magoamos as pessoas quando não deveríamos, às vezes elas nos magoam quando não deveríam… e então o tempo passa e alguém tem que limpar a sujeira que foi feita. Será que eu vivo em um mundo tão pequeno que as pessoas não se preocupam mais???
We are all accidents… waiting to happen.
P.S.: Desculpem o post supostamente abstrato. Mas é que eu estou cansada. Cansada do mal estar que se estabelece em família onde as pessoas parecem bombas à procura de atrito para explodirem. Estou cansada do mal estar em amigos, estou cansada de esperar que alguém – estrangeiro ou não – esteja por perto para que eu me sinta completa. Seríam os seres humanos assim tão pequenos que não podem se dar ao luxo de serem “emocionalmente sádios”, a despeito das circunstâncias?? Todos querem ser amados… ok, eu consigo entender isso. Mas será que as pessoas não entendem que ser amado não é uma benção, um presente, uma graça?? Que não é suficiente dizer “Quero ser amado!!” e esperar que um anjo diga amém quando você lamenta pela milionésima vez! O amor é uma conquista, uma colheita… é claro que pode ser um estado natural – deveria pelo menos – mas parece que as pessoas ficam bem mais confortáveis em bater a cabeça na parede até perceber o óbvio: It hurts”!
A vida como ela não é, mas deveria ser…
Postado por Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ on April 29th, 2007
Se a vida fosse, simplesmente como deveria ser, sem dar bola para como ela é de fato… Para começar meu “namorado” não seria um futuro idiota, não estaria a quilometros de distância e distante há 05 meses. Ele estaria aqui comigo, e eu provavelmente não estaria aqui nesse computador escrevendo, mas sim aproveitando meu tempo de maneira muito melhor.
Se a vida fosse, simplesmente como deveria ser, sem dar bola para como ela é de fato… Eu, nesses meus 26 anos, já teria terminado a faculdade há 04 anos atrás. Teria feito um segundo grau normal de 03 anos, terminado o colégio aos 18, entrado na faculdade no ano seguinte e me formado aos 22. Teria passado um ano fazendo intercâmbio no exterior, voltado no ano seguinte e entrado em uma multinacional, e assim, aos 26, além de ter meu próprio carro, eu estaria dando entrada no meu próprio apartamento… pequeno para começar, dois quartos, decorado ao meu gosto, com móveis chegando aos poucos e namorado visitando constantemente – se não, já parte integrante do pacote.
Se a vida fosse, simplesmente como deveria ser, sem dar bola para como ela é de fato… Meu pai teria se sentido libertado ao ser demitido. Teria passado o tempo caminhando mais, pensando em mais coisas novas e deixado de lado o cigarro e a bebida. Teria se exercitado mais, emagrecido, começado um negócio de instalação de Home Theaters, e estaria animado. Não teria falecido nos meus braços pedindo por ar.
Se a vida fosse, simplesmente como deveria ser, sem dar bola para como ela é de fato… Minha vó teria se recuperado de se divorciar em plena década de 1970. Teria dado um jeito de esquecer meu avô, não deixar que esse sentimento a consumisse, e não acabaria com uma doença esclerótica, relembrando fantasmas deixados de lado e não resolvidos. Não teria morrido após o próprio filho, não teria ido ao enterro dele sem nem saber onde estava.
Se a vida fosse, simplesmente como deveria ser, sem dar bola para como ela é de fato… Em casa seríamos todos melhores, e não centrais de mágoas adormecidas esperando atrito para explodir. Conseguiríamos resolver o fato de que essa casa parece pequena, independente de quantas pessoas moram nela. Saberíamos dividir as coisas, e não precisar necessariamente ficar testando nossos limites a todo momento.
Se a vida fosse, simplesmente como deveria ser, sem dar bola para como ela é de fato… Talvez eu conseguisse olhar as coisas com esperança e satisfação, dizer que estamos caminhando, que as coisas estão crescendo e melhorando… e não que simplesmente eu passo o dia tentando imaginar quando irá chegar ao fim o limite de todas as coisas conhecidas, dadas como certas, dadas como estáveis. Quando será dito o último eu te amo? Quando será trocado o último beijo? Quando chegaremos ao último dia e trabalho quando você participa da destruição de uma entidade? Quando o que você costumava chamar de família parecem cada vez mais distantes e estranhos? Quando a mágoa matará o carinho até o ponto em que não há mais volta? Quando todos os amigos não significarão mais nada? Quando será que tudo que irá restar é o que não foi?
Fogo interior. Quando você não está queimando por dentro, está se apagando.
Mas a questão é: diante de tudo o que acontece, como saber se estamos jogando gasolina, ou se aos poucos estamos passando com aviões tanque pela floresta, apagando o fogo e deixando só as cinzas?
Postado por Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ on April 28th, 2007
Blue light falls
Upon your perfect skin
Falls and you draw back again
Falls and this is how I fell
And I cannot forget this
I cannot forget this
Come on home
So come on home
But don’t forget to leave









