Essa é uma grande questão. Questão maior ainda para mim é porque as pessoas andam tão tristes, tão magoadas e tão insatisfeitas? Como pode todas as pessoas que eu conheço – e nas quais eu me incluo, em alguns aspectos – estarem tão desesparadas por amor, carinho, atenção, compreensão… Quando nenhuma delas dá o primeiro passo para fazer as coisas da maneira certa. Todos estão esperando que a compreensão, o afago, o carinho venha de algum lugar por aí… ninguém quer ser aquele a dar todos os anteriores… ninguém quer ser feito de bobo, de usado, de abusado… Estão todos de peito aberto, como livros abertos… só que guardados em algum quarto escuro, trancados a chave.
A que ponto chegamos quando as pessoas estão tão viciadas em um suposto bem estar, que são incapazes de suportar o mal estar necessário para passar pelos momentos em que se constróem a confiança, se vencem as mágoas e se estruturam novas formas de se lidar com os mesmos velhos relacionamentos.
Merda acontece. Ás vezes magoamos as pessoas quando não deveríamos, às vezes elas nos magoam quando não deveríam… e então o tempo passa e alguém tem que limpar a sujeira que foi feita. Será que eu vivo em um mundo tão pequeno que as pessoas não se preocupam mais???
We are all accidents… waiting to happen.
P.S.: Desculpem o post supostamente abstrato. Mas é que eu estou cansada. Cansada do mal estar que se estabelece em família onde as pessoas parecem bombas à procura de atrito para explodirem. Estou cansada do mal estar em amigos, estou cansada de esperar que alguém – estrangeiro ou não – esteja por perto para que eu me sinta completa. Seríam os seres humanos assim tão pequenos que não podem se dar ao luxo de serem “emocionalmente sádios”, a despeito das circunstâncias?? Todos querem ser amados… ok, eu consigo entender isso. Mas será que as pessoas não entendem que ser amado não é uma benção, um presente, uma graça?? Que não é suficiente dizer “Quero ser amado!!” e esperar que um anjo diga amém quando você lamenta pela milionésima vez! O amor é uma conquista, uma colheita… é claro que pode ser um estado natural – deveria pelo menos – mas parece que as pessoas ficam bem mais confortáveis em bater a cabeça na parede até perceber o óbvio: It hurts”!









