Existe algo de interessante em estar sentada no alto da minha cama – no alto por se tratar do segundo andar de um beliche – com meu notebook no colo, digitando isso. É algo relacionado a estar maravilhada com os avanços da tecnologia. Embora eu tenha rompantes regulares do tipo “meu Deus, eu já tenho 26 anos” como se isso representasse que estou com o pé na cova, em momentos como esses eu devo admitir que 26 anos não é praticamente nada – e é isso mesmo que torna tudo interessante.

Nasci em um mundo onde os computadores eram um artigo de luxo, existentes em órgãos governamentais, exércitos, naves espaciais, etc. Essa história de “computador pessoal” ainda não existia. Imaginar então que um dia eu estaria sentada no alto da minha cama com um computador no colo, digitando como uma maníaca então menos!

Ainda tento acreditar que eu sou uma garota analógica, daquelas que precisam sentar na frente de um caderno, escrever por horas e então sentar na frente do computador e passar todo aquele trabalho altamente esquematizado a limpo… doce ilusão. Não sei quando nesses quase 07 anos de trabalho (difícil botar banca de garota classe média baixa com essa ínfima quantidade de anos trabalhados) aconteceu uma mutação que eu insistia ignorar: eu me tornei uma garota digital.

Já sinto um certo desconforto e perda de tempo ao ficar de frente para um caderno, escrever por horas a fio e então digitar: sem contar o desconforto do meu “calo de escritora” que tem se tornado mais sensível a cada dia. Sem contar que eu não consigo mais escrever na velocidade que eu penso. Não que seja uma velocidade absurda, mas é uma velocidade somente compatível com a minha digitação de 10 dedos – qualquer hora eu converso sobre a minha profunda irritação com digitadores de indicador e seus dedos voando em todas as direções sobre o teclado – um com curso de digitação eletrônico custa R$ 12,00 na Kalunga for Good sakes.

O Fato é que ontem eu me sentei como o meu diário no colo, a lapiseira de grafite mais macio que tenho e… a experiência não foi nem um pouco confortadora… não consigo mais revelar meus pobres na velocidade de minha escrita sem a segurança de uma senha de proteção de arquivo – coisa que eu insiro, depois esqueço e então perco o arquivo (segurança poética para a maioria das coisas que eu escrevo que não deveriam sair dali mesmo.

A única coisa que perturba a minha relação com esse notebook é esse maldito cabo de energia, que veio com mal contato e que eu já abri umas três vezes pra refazer a parte elétrica (aparentemente ter feito edificações ajuda algumas vezes). Infelizmente, o cabo original está no limite do fio e nenhum reparo adicional é possível… o próximo passo é trocá-lo… mesmo no caso ele custando R$ 250,00 – em promoção no Submarino.

Acabei decidindo que vou consertar o meu outro Compaq (sim, o Notebook tb é Compaq e eu já decidi que o próximo computador – que hoje está na casa dos R$ 6000,00) também será (HP na verdade, já que ela comprou a Compaq). Sim, até publicitários – se não até mais que os outros – também tem febre de marca… não conseguiria comprar um Dell mesmo que quisesse… não tem o “feeling” bizarro que um Compaq me dá. Mas voltando ao conserto do computador: estou com saudade da minha máquina envenenada… envenenada pelas 03 baias de CD (um DVD-Rom, um CD-RW e um DVD-RW), meu scanner, minha tablet, minha impressora, meu palm, minha máquina fotográfica, filmadora etc. Claro que eu poderia conectar absolutamente tudo isso no Note, mas venhamos e convenhamos: iria parecer um recém nascido na incubadora com todos esses fios.

E voltando ao detalhe da “Garota Digital”, eu consigo ler no computador… o que é o avanço definitivo que divide águas entre simpatizantes e pessoas do meio… não tenho esse estresse… eu posso ler um livro inteiro por aqui sem me estressar nem um pouco… na verdade depois dos meus treinamentos “Lynda.com” eu cheguei a conclusão de o fato de aulas estilo “telecurso” não terem dado um boom na década de 1980 e estarem voltando com força total para a internet agora é o fato de que elas precisam de um forma de restringir a atenção das pessoas, e a forma perfeita é cada um fazendo o seu curso no seu computador.

Você também chega à conclusão que é uma geek quando dentro da sua lista de desejos de compras as coisas que mais aparecem são: cartões de memória, modens wireless e cabos iLink… e você mal pode esperar para melhorar de grana, porque quer assinar a INFO.

Tudo isso, escrito assim nesse estilo Holden Caulfield (vão ler o Apanhador no Campo de Centeio por favor!!!) pode ser o resultado simples de várias coisas: eu estar constantemente animada como o meu lado “empreendedor”, o resultado de eu estar finalizando assistir a segunda temporada de Gilmore Girls – assim, sentada no meu notebook na minha cama tb – e o excesso de consumo de Café, Ginseng e Mate.

  1. #1 by on 21/05/2007 - 7:23 PM

    GEEK!!!! xP

(will not be published)