Prima Donna

“Eu vejo o futuro repetir o passado, eu vejo um museu de grandes novidades”

Tudo bem, tenho consciência que boa parte da minha frustração atual está diretamente relacionada ao fato que eu sou uma “PRIMA DONNA” de primeira – e estou na minha atividade de segunda.

Quando se refere a fazer planos de comunicação, preparar o layout do curso, fazer o controle de qualidade, eu sinto vontade de dizer “Se curvem diante a mim idiota” – mas quando o assunto é gerenciar pessoas e necessidades conflitantes… eu tenho mesmo é vontade de pegar uma metralhadora, apontar e dizer “Are you feeling luck, punk!???

E a situação atual não melhora muito as coisas… O que me deixa mais surpresa é que o caxinhos dourados não percebe a cilada maléfica na qual nos colocaram, e está até feliz com a coisa – politicagens de grandes empresas que em ambientes pequenos se tornam até mais tristes se você tiver alguma percepção.

Mas no fundo eu entendo a suspensão de poderes master nos níveis superiores. Se até eu posso ver como a criança fica feliz quando papai e mamãe vem dizer que não tem bixo papão dentro do armário, imagine papai e mamãe.

Mas eu não gosto de andar para trás.

Se eu estou no meio do mar, numa tempestade, com um caiaque, eu não quero ir para o meio de um lago, com um pedalinho. Eu simplesmente quero uma lancha de corrida.

E também não gosto de ficar escrevendo “em código” só pq o Google é foda na hora de fazer buscas!

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Disparo contra o sol
Sou forte, sou por acaso
Minha metralhadora cheia de mágoas
Eu sou um cara
Cansado de correr
Na direção contrária
Sem pódio de chegada ou beijo de namorada
Eu sou mais um cara

Mas se você achar
Que eu tô derrotado
Saiba que ainda estão rolando os dados
Porque o tempo, o tempo não pára

Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta

A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára

Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára

Eu não tenho data pra comemorar
Às vezes os meus dias são de par em par
Procurando uma agulha num palheiro

Nas noites de frio é melhor nem nascer
Nas de calor, se escolhe: é matar ou morrer
E assim nos tornamos brasileiros
Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro
Transformam o país inteiro num puteiro
Pois assim se ganha mais dinheiro

A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára

Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára

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