PAPAI NOEL… NESTE NATAL, EU QUERO UM FOCO COMO LASER…


Edison
Upload feito originalmente por ƒreg

“Você pode ter qualquer coisa que quiser, mas não pode ter tudo o que quiser”
Peter McWilliams.

Tempo é uma matéria prima finita. No momento, é a matéria prima que falta: especialmente quando não se tem foco
- ou se tem dúvidas demais atrapalhando seu foco. Se eu tivesse certeza
absoluta de qual o caminho a ser seguido, isso não seria um problema.

Se eu simplesmente dissesse “cansei de tudo isso, todas essas funções ‘maquinadoras’, vou apenas desenhar e ilustrar”, seria mais fácil: eu
poderia me livrar de tudo aquilo que se acumula por aqui, e deixar só
aqueles que estão diretamente relacionados a questão do desenho e da
ilustração…

Sobreviveria assim? Ganharia a vida assim? Essas são outras questões com as quais eu teria que lidar: mas o problema estaria demarcado.

Ainda tenho problemas de foco e em demarcar o problema:
estou decidida a trabalhar por conta própria, mas o foco ainda está perdido…  Na Oscip eu ainda atuarei como coordenadora de projetos (sim, eu também penso “Como é que é? Não havia desistido disso”). Na Dekanun (que é a versão profissional dessa pessoa), além de dona, o campo de atuação é Design e Redação – pois ainda acho uma vantagem competitiva me virar bem nos dois…

Mas como se manter atualizada de maneira eficaz em:
- Redação.
- Arquitetura de Informação.
- Design Gráfico.
- Web Design.
- Design de Informação.


Que eu saiba, meu dia ainda tem 24 horas!
E eu não sou o ser humano mais perito em fazê-las render… Nesse momento minha mãe diria “Mas você entrou na USP em publicidade”,
como prova de que, dado que eu fiz escola pública a vida inteira, e
entrei na carreira mais concorrida de 2001, eu devo ter me esforçado
pra caramba…

Não foi nada assim
– e isso faz parte da “síndrome da farsante”: eu não me superei em nada pra isso… Fiz apenas o que maioria não consegue fazer muito bem: retive
mais informações ao longo do caminho, e informações suficientes para
que, não sabendo a resposta certa, pelo menos pudesse identificar as
erradas.

Quando você tem muitas escolhas possíveis, realmente é paralisante!
Faz parte das responsabilidades adultas ser capaz de identificar um
caminho a seguir, e se conformar que todo o resto deve receber um
não… E dói mais ainda saber que aos 27 anos, eu não consigo dizer “chega” para nenhum dos caminhos identificados – e muito menos aceitar um nível “médio” de desenvolvimento em todos os outros para tocá-los em paralelo.

E eu sou hedonista ao extremo para poder seguir apenas o que gosto… se eu fou seguir o que eu gosto, vou amontoar uma pilha de DVDs, fazer pipoca e correr para debaixo das cobertas…

Algumas coisas dizem que eu deveria mesmo começar a escrever…
talvez o fato de que independente do que eu falo que quero fazer, essa
é a única atividade que eu não consigo parar de realizar.

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