Archive for December, 2007

UMA PALAVRINHA SOBRE METAS


O Novo Português
Upload feito originalmente por Rafael Fischmann

Algum sentido publicitário ainda persiste na minha pessoa: as metas para 2008 estão praticamente definidas, ainda variando entre 07 e 08… mas o difícil mesmo está sendo o título de cada uma! Dar uma chamada que seja interessante a mim mesma… Depois resumí-la visualmente para que eu possa trabalhá-la melhor, espalhando “lembretes visuais” para a casa…

Você deve achar que eu enlouqueci… mas na verdade, estou dando um gás pra ver se toda essas resoluções resistem ao final do Carnaval… depois fica sempre mais difícil.

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AVALIAÇÃO DE 2007


LUIZ ALBERTO PY…..ANO NOVO….
Upload feito originalmente por Mª Eugênia M. Guimarães

Aqui vai a finalização do compromisso de 2007: dar conta publicamente do que foram as metas de 2007 – o que virou, o que não virou, razões possíveis e o que muda em 2008. Divirtam-se – ou não.

Resultado do “Prix Eleven”.

01. Entrar em forma => 0%
Dado que eu terminei o ano com 07Kg a mais do que comecei, eu considero que essa meta ficou em 0%. Se eu considerar ainda que essa meta também aconteceu em 2006 e o resultado foi 05Kg a mais, descubro que além de duas derrotas seguidas, ainda acumulo 12Kg a mais. Apenas a uma semana eu comecei a controlara a minha ingestão de alimentos de maneira séria (não estou dizendo séria pq faz uma semana, mas pq eu sinto internamente a mesma resolução da época de vigilantes) – e claro, para melhorar, tem R$ 100,00 apostados com a minha mãe até 18/01.

  • O que atrapalhou?
    • Mania de utilizar a comida de “auto-indulgência durante os períodos de crise”.
    • Falta de horário e rotina de funcionamento do dia durante os períodos de crise: o jantar padrão de meses (pizza do habibs as 21:00 no escritório) não foi um bom companheiro.
    • 05 horas de sono e 12 horas diárias de trabalho: de manhã eu estava com muito sono para fazer esteira, e de noite muito cansada.
  • O que ajudou?
    • Para 2008 eu espero que ajude a consciência que comida não resolve problemas emocionais, e que eu quero de volta em saúde o que os últimos anos de trabalho tiraram. Basicamente, “if your work sucks, don’t take down on McDonalds”.

Se serve de consolo, nessa semana sob controle e com 30 minutos de esteira diária, acho que 02 desses quilos já se foi… essa é a beleza da obesidade: no começo você perde quilos como dinheiro em bingo.

02. Tornar as finanças saudáveis => 75%
Pelo que eu averiguei no blog e nos meus fluxos de caixa em Dezembro de 2006, eu totalizava R$ 13.000,00 em passivos. No final de 2007, a coisa está na casa (estou arredondando para cima) dos R$ 3.000,00. Ainda é bastante, considerando que agora eu não tenho mais renda garantida, e ainda não tenho muitos projetos em vista mas… é solucionável em 2008.

  • O que atrapalhou?
    • Cartões de crédito: eu não tenho ainda estabilidade para um cartão de crédito na carteira. Com as negociações de dívidas do ano, perdi meu Amex e meu Visa. Atualmente adquiri um Unicard Unibanco Mastercard com um limite pífio e já estragador (R$ 375,00) só pq é internacional. Assim posso voltar a pelo menos pagar o Skype in, e as assinaturas de serviços internacionais… mas é só.
    • Já mencionei auto-indulgência??? Eu acho que como eu estou um tanto mais consciente disso, ela tem atrapalhado bem menos… mas basicamente “if your work sucks, don’t take down on McDonalds, then stay out of clothes and buy everything on Renner”.
  • O que ajudou?
    • Falta de vida social. Trabalhando 12 horas por dia, com o namorado no Paraná e TCC para fazer… fui ao cinema 10 vezes até o final de Novembro… e 05 delas foram durante janeiro. Sem baladas, muito menos compras por impulso… mesmo assim ainda comprei o Notebook, a MiniDV, a Esteira e os Moleskines… nossa, 2007 foi mesmo grande.

03. Assumir uma atitude profissional => 50%
Na questão comprometimento e responsabilidade eu me dou pontos, foram 12 a 14 horas por dia muito suadas… só perco ponto pq essas 12 horas costumaram ser das 10:00 as 22:00, às vezes até as 24:00. Como em profissionalismo eu contava chegar no horário, sair no horário, assumir 100% as funções, etc., acabei me descontando ponto pq minha alma preferia estar fazendo qualquer outra coisa, e boa parte do stress foi por causa de lutas internas.

  • O que atrapalhou?
    • Aceitação: Bem que eu quis assumir a questão “eu não gosto desse trabalho, mas vou realizá-lo da melhor forma possível”, mas não consegui.
    • Não estar fazendo o que eu gosto, ou algo pelo qual eu realmente me sinta responsável… é muito difícil dar o “sangue de mãe” quando você não sente que o filho é seu.
  • O que ajudou?
    • A idéia que eu precisava de uma vez por outra descobrir se levava jeito para isso (gerência) ou não.
    • Não querer deixar meus “filhos” (equipe) a própria sorte.

Por mais que eu tenha cometido mancadas, meu chefe espanhol que me desculpe: 32 cursos foram entregues em 11 meses, ninguém na equipe se matou, e 03 pessoas que nunca pensaram em fazer faculdade já estão matrículadas! Manda a velhinha fazer melhor! Tudo isso sem o menor auxílio da Espanha… que não fosse consumir nossa verba… Poderoso Chefão my ass (história interna explica em algum futuro próximo).

04. Botar ordem na casa => 0%.
Embora eu tenha conseguido controlar o fluxo de coisas para dentro, ainda não consegui colocar um fluxo de coisas para fora. É difícil se livrar do seu entulho… ainda mais quando ele é a razão de você estar pagando tantas dívidas… Mas ainda acredito que vai em breve muita coisa. A sensação que excesso de entulho, de peso e dívidas estão interligados está forte demais em mim para deixar isso por muito mais tempo.

  • O que atrapalhou?
    • Que tal falta de rotina e apego?
  • O que ajudou?
    • Corte severo de gastos e compras.

05. Terminar a faculdade => 100%.
Aos trancos e barrancos, mas foi. Procuro não pensar muito, pois isso só não aconteceu há um ano atrás porque eu decidi priorizar o trabalho sobre a faculdade – no momento parece uma decisão idiota, nem um pouco valorizada e da qual me arrependo… mas pelo menos o tema do TCC desse ano me foi muito mais útil do que do ano passado. Além disso uma coisa ficou clara: favorecimentos de qualquer espécie devem ser financeiramente muito bem remunerados… pois aqueles baseados em promessas, bem… melhor investir no que é para você.

  • O que atrapalhou?
    • Jogar o trabalho na frente do TCC.
    • A vontade de resolver 04 anos de faculdade que não foram como você sonhou no TCC.
  • O que ajudou?
    • O total estado de descrença em relação a empres após a reunião de Julho – minha desistência emocional começou alí.

06. Desenvolver a Dekanun => 0%.
Estamos agora da mesma forma que estavamos há 12 meses atrás… apenas um ano de domínio e hospedagem mais pobres. Felizmente, não tem como continuar assim em 2008.

  • O que atrapalhou?
    • Meu trabalho diário, e a fé nele.
  • O que ajudou?
    • Meu trabalho diário, e a descrença nele.

07. Aprender a meditar => 0%.
Em relação ao planejamento de metas em 2007, pelo menos uma melhoria significativa ocorreu: diferenciação entre o que são metas, e o que é “criação de hábitos”. Formação de hábitos necessitam de 30 dias corridos e checagem periódica. Metas precisam de datas de começo, meio e fim… essa não teve nenhum dos dois… não foi a lugar nenhum.

  • O que atrapalhou?
    • Falta de claridade em relação aos 5W1H.
  • O que ajudou?
    • Nada… até as instruções de meditação saíram do MP3.

08. Aprender espanhol => 0%.
Para 2008, metas paga pau do tipo “quero mostrar pro meu chefe que eu
sou comprometida” estão descartadas… Eu até tenho vontade de aprender Espanho, depois do meu certificado de proficiência em Inglês, depois de Francês, depois de Alemão e depois de Japonês. Não vou deixar esse “have to” do mundo corporativo me incomodar em 2008.

  • O que atrapalhou?
    • Eu realmente não queria.
  • O que ajudou?
    • Desistir de ser paga pau, e investir tempo em outras coisas que me dão mais tesão.

09. Certificação Cambridge – CAE => 0%
Requisito básico para o mestrado como forma de pular a provinha da FFLCH… mas pra quem lutou muito pra ficar com a cabeça sobre a água em 2007 com o TCC, mestrado ficou na história… preocupação para 2009… bye, bye CAE – pratico inglês no Kenya.

  • O que atrapalhou?
    • Não querer gastar 70 libras.
    • Falta de tempo para estudar.
    • Desistir do mestrado, por hora.
  • O que ajudou?
    • Dar aula de inglês para as meninas… pelo menos eu lembrei o quanto eu amo a língua.

10. Cuidar melhor das pessoas queridas => 0%.
Esse blog é um apanhado dos momentos em que eu entro em crise por causa do namorado. Mas como eu não gosto de azarar meu relacionamento, ele não é um apanhado dos momentos em que eu estou feliz por causa dele… por isso eu me controlo nos momentos de alegria, caso contrário, esse blog seria rosa e coberto de corações. Só que o detalhe é: ele é a única pessoa bem cuidada da minha vida… ganha até de mim. Esse ano eu desapareci para os amigos, para a família… o que eu faço com ele, de mandar mensagem sem esperar resposta, enviar e-mail, dizer como me sinto, ligar regularmente… é uma vergonha, mas eu não faço por mais ninguém. Em alguns casos pq eu percebi que eu tenho amigos melhores pra lidar comigo quando eu estou na fossa, do que quando eu estou “produtiva”. E quando as pessoas chegam ao limite de te contar coisas como “iluminações”, coisas que você passou anos dizendo pra elas enquanto pensava que elas estava escutando… bem, aí nós chegamos ao limite.

  • O que atrapalhou?
    • “I know I’m selfish, I’m unkind”.
    • Mudança de prioridades.
    • Falta de paciência.
  • O que ajudou?
    • Algo ajudou?

11. Assumir a diretora de criação que há em mim => 20%.
Só levo 20% pela descobertas do ano: que eu não tenho problemas em gerenciar projetos e pessoas, eu tenho problemas em gerenciar projetos que não me dizem respeito e pessoas que eu não acredito na competência. Isso só me diz que eu não devo sair por aí entrando em processo seletivo de trainee… mas que se eu desejar começar um projeto que me dê tesão, eu movo céus e terras e sou capaz de encontrar uma equipe bacaninha com a qual eu consiga trabalhar – o que me sossegou um pouco… e realmente, eu jamais serei capaz de decidir entre Design e Redação. Posso correr o risco de ser medíocre em ambas? Claro… mas é quem eu sou, aceite. Só não levo mais pontos por ter saído da Arte São Paulo depois que o Barata saiu e ter ficado longe de uma folha de papel até Outubro… e por ter prolongado tanto o TCC, que tive que abandonar o NaNoWriMo antes de terminar meu livro.

  • O que atrapalhou?
    • Muito pensamento sobre a minha infelicidade.
    • Falta de organização para ter horas “vagas”.
  • O que ajudou?
    • Ter me jogado de cabeça no lado negro da força.

Resultado final: Dos 1100% possíveis, cheguei a: 245%… o que vale a 22% das metas. Em 2006, 20% das metas foram atingidas… o que dá uma melhora de 10% em relação ao ano anterior, e 2% em relação ao resultado geral esperado. É pouco: mas desde 2005 que eu venho fazendo acompanhamentos, os números tem sempre melhorado… e pessoalmente, a diminuição de metas que tem acontecido a cada ano tem me dado pontos mais significativos para trabalhar. Meu sonho é um ano com no máximo 03 metas para me concentrar… ainda não vai ser em 2008… mas com sorte acontece antes dos 30.
O próximo post vai falar sobre as mudanças fundamentais na parte gerencial das metas para aumentar os números em 2008… e depois disso, as metas de 2008.

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EU MATEI LAURA PALMER.


18_12_2007
Upload feito originalmente por Prix Dekanun

Os amigos que acompanham os meus textos online há mais tempo, estão familiarizados com o “Cinesofá“. Esse foi o blog que eu toquei entre 2005 e 2006 sobre cinema. Claro, esse blog é de uma época em que eu ostentava feliz a marca de 50 a 60 idas ao cinema no ano: toda semana era semana de cinema… então dos principais lançamentos, eu sempre sabia o que estava acontecendo.

Era uma época mais simples… haviam 05 telecines na minha TV a cabo, então pelo menos mais dois filmes eram somados a essa marca por final de semana…

Já 2007 foi um ano triste para a minha performance cinéfila: muitas SET’s chegaram e não foram lidas, muito IMDB não foi acessado, e eu muito pouco me diverti com os comentários cinematográficos sem nenhuma isenção do Omelete. Devo ter atingido no máximo 20 filmes esse ano… sendo que pelo menos 10 desses foram vistos no último mês de liberdade graças a várias promoções de cinema a R$ 3,00 na cidade!

Sempre gostei de comentar sobre filmes ruins: o roteiro pateta de “A Linha do Tempo“, o gay caricato de “Alexandre“, o beicinho canastrão do Brad Pitt em “Tróia“, a incapacidade do Gerard Butler em cantar como homem (e tirar o sotaque escocês) em “O Fantasma da Ópera” – sendo que eu acreditava que, Deus ainda me devia duas horas a mais de vida por conta das horas que eu perdi assistindo as Panteras, e mais duas por Dr. T e as Mulheres… E nem vou comentar que a maioria dos filmes citados como ruins nesse post tem o Gerard Butler e a Laura Dern.

Muito tédio, quase que mortal, invadiu meu coração em “As duas torres“, muita raiva tomava conta de mim enquanto eu citava para mim mesma as referências chupinhadas em “A Ilha“… mas nada, nada, poderia me preparar para o acontecimento do dia 18 de Dezembro de 2007:

O PIOR FILME DA MINHA VIDA – O COMPLETO “ANTI-MATRIX”.

Matrix foi o responsável por despertar a cinéfila dentro de mim… mais uma vez. Eu sempre adorei televisão e filmes (e não vou ficar dizendo que não vejo TV como 99% das pessoas que querem ficar bonitas no Orkut – com TV a cabo e um controle remoto que não insista em ficar nos canais abertos, vc sempre acha algo bom… GNT, People and Arts e History Channel tb são canais viu gente… e nem tem 06 comerciais de perfume por brake como a Sony)… mas entre os 12 e os 19, a coisa meio que perdeu a graça!

Quando eu era pequena, filmes como a trilogia “De volta para o Futuro“, “Indiana Jones“, “Highlander” – tem sempre um trash, deixaram claro que eu queria trabalhar com filmes… some-se a isso a uma criança que sempre quis ser desenhista da Disney e o pacote está completo. Sem vergonha alguma: Steven Spielberg, Robert Zemeckis (apesar de Beowulf) e Chris Columbus (por favor, o cara escreveu Goonies e Enigma da Pirâmide) tem mais influência na minha vida do que muita gente que eu conheço… mas voltando, o gosto pela coisa teve uma baixa durante toda a adolescência… Talvez pq meu pai sempre gostou muito de filmes, e adolescentes adoram odiar os que seus pais gostam muito, até perceber que já faz parte do que você é… e até sair Matrix.

Eu sai do cinema após Matrix com ânsia de vomito. A experiência foi tão intensa, a coisa foi tão chocante diante de tudo que eu esperava que… parecia que eu é que tinha saído da Matrix… durante os 15 minutos que se seguiram entre o Gemini e a primeira mordida do meu Big Mac pós filme, a única coisa que eu conseguia repetir era “esse filme é muito bom”minhas irmãs já estavam começando a ficar irritadas…

Mas as alterações em meu funcionamento fisiológico por conta de Matrix foram o que eu chamo de “alterações do Bem“…

Já nesse dia 18…

Assistir filmes com a Daniela é sempre uma aventura… Eu ainda fico surpresa em como a gente se dá bem: gostos diametralmente opostos. Mas eu já estava cansada de fazê-la sofrer… havíamos visto recentemente “Os Donos da Noite” – que nenhuma das duas gostaram – e Bee Movie (no qual ela se contorceu na cadeira quase tão contrariada quanto o Thiago em “A família do futuro). Para equilibrar as coisas, tive a infeliz idéia de deixá-la escolher o filme dessa vez… e o escolhido:

IMPÉRIO DOS SONHOS
, by David Lynch.

Veja bem, eu poderia imaginar onde estava me metendo… eu tenho lembranças embaraçadas de Twin Peaks (eu jã não era bem pequena, mas Quem matou Laura Palmer? é uma dúvida tão latente quanto “Quem matou Odete Roitman?“) – e eu sei que para quem não é um cult maldito (essa definição fica pra próxima, ou perguntem pra Yumi), Duna é o melhor filme de David Lynch (claro que pra isso vc precisa ser bem nerd mitológico tb)… e eu odeio Duna.

Eu sei que todos tem milhares de teorias para Veludo Azul e “Mulholland Drive” – não lembro o nome em português – mas nada poderia me preparar para o que eu iria ver… Eu esperava que a afirmação “David Lynch é um diretor hermético” fosse coisa de gente que se confunde em 21 gramas… ou fala “Não tô entendento” em Amnésia… ou que não vê sentindo em Matrix (pra Dani eu já cansei de tentar explicar)…

Mas não…

Depois de três horas de takes borrados, supercloses pertubadores, pessoas com cabeça de coelho, diálogos desconexos e nenhuma linha identificável de desenvolvimento
da história
, foi a primeira vez que durante um filme eu comecei a implorar para ver o letreiro… rezar para isso passou pela cabeça.

Epifânia semelhante a Matrix se seguiu… mas eu não parava de repetir, do Frei Caneca até a Ana Rosa “Esse é o pior filme que eu já vi na vida” – e só parei de repetir aí pq sem a Dani eu iria parecer mais louca falando isso para estranhos… Tive que comprar uma coca-cola para tentar diminuir a ânsia – sem sucesso… Em casa ainda tive que tomar um sal de fruta… mas o ódio foi tão grande, que já tinha afetado os nervos…

Para dar uma idéia do efeito do filme:
eu não acho que existam outros filmes ruins depois dele… dei um salvo conduto a todos os outros… de filmes da Xuxa e Trapalhões à todo o resto… todos são bons agora. Aqueles que eu já achava bons são fantásticos.

É claro que eu não preciso dizer que a Dani amou o filme. Simplesmente pq ela acha que um filme não precisa ter uma história linear… mas meu problema não é uma história linear… meu problema é story line… é impossível dar o mote desse filme em duas linhas. No IMDB você até acha um:

“An actress’s perception of reality becomes increasingly distorted as she finds herself falling for her co-star in a remake of an unfinished Polish production that was supposedly cursed.”

… mas se você for ao cinema sabendo disso, tem apenas 30 minutos de filme decodificado…

Eu vou parar por aqui por hoje…

Mas é possível desbobrar esse post em muitos mais (principalmente que depois das categorizações que esse blog passou, falar de cinema também é uma prerrogativa – sem precisar voltar ao compromisso do Cinesofá), por exemplo:

  • Pq pessoas que gostam desse tipo de “complexidade” em Dramas tem dificuldade de entender comédias “sarcásticas” e preferem “pastelões”?
  • Esse filme foi o exemplo perfeito do que eu costumo reclamar por aí sobre criatividade… ser genial em estruturas limitantes é incrível. Conhecer as estruturas, e quebrar todas elas é fantástico. Mas quando as pessoas abandonam a estrutura, o conhecimento dela, e começam a regurgitar o que passa na cabeça sem filtragem, e tentam passar por quem está “quebrando os limites”, isso sim é um pé no saco.


P.S.: Infelizmente, nenhum David Lynch foi maltratado durante a execução desse post. E o mundo está perto do fim: Isabela Boscovi e eu concordamos na opinião sobre um filme.

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Nós vamos em frente, sem parar jamais.


Listo para parar
Upload feito originalmente por Daquella manera

Os grandes blogs, por bom senso, encerraram suas postagens hoje para ter um tempo para as férias de final de ano, festas, reavaliações – tudo isso que nossa vida pessoal cobra, uma hora ou outra.

No entanto, como esse não é um grande blog, e muito menos eu possuo bom senso, esse blog seguirá em frente! Afinal de contas “final de ano” é apenas um período de tempo em que se trocam de agendas (e eu estou em crise pois ainda não montei minha árvore de Natal).

Eu ainda tenho alguns compromissos públicos por aqui:

1. Rever o que foi das metas de 2007.
2. Avaliar os erros e acertos do ano.
3. Lançar os compromissos para 2008.

Isso sim é meu ritual de final de ano para me preparar para o próximo. De resto os dias tem sido tentar adequar uma nova rotina a estar em casa… Por conta de tudo que aconteceu desde que eu deixei a Booknalinha, existem alguns posts aguardando:

  • A nova empresa que farei parte em 2008 (além da Dekanun).
  • O fato de que eu devo estar com alguma idéia “massa” para trabalho, ou devaniando legal: pois ninguém está entendendo e botando fé nos meus planos.
  • O fato dessa semana ter acontecido um fato histórico: eu ter assistido o pior filme da minha vida: O IMPÉRIO DOS SONHOS. Todos os outros ficaram no chinelo.

Enquanto isso eu vou tentando montar uma rotina de trabalho em casa: pensar-me como “consultora”, “freelancer” etc., como minha nova atividade, tem dessas: lidar com a questão de conseguir controlar a minha devaniadora interna.

Esse ano ainda acontecem “entregas” de trabalho:
- Site do Pátio Virtual.
- Site e Blog da Dekanun (lançamento dia 02 de Janeiro).

Como vocês podem ver, para mim, o final de 2007 ainda está muito longe.

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O preferido do lote é esse…


17_12_2007
Upload feito originalmente por Prix Dekanun

Principalmente pq foi realizado tanto num clima de:
“Quer saber, então FDS!!!”
rsrs.

É uma pena não ter conseguido dar a impressão de movimento que eu queria, com ambas as mãos passando por baixo do queixo no gesto complementar a frase acima…

Mas quem sabe na próxima.

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Alguns novos Sketchs.


25_11_2007
Upload feito originalmente por Prix Dekanun

Sketchs que estavam perdidos no meu caderno de primavera. Essa foi uma conseqüência do caos do TCC: queda de produtividade e qualidade depois do October Challenge ter restituído o hábito de desenhar…

Mas tudo bem…
Janeiro está quase aí.
E logo, logo é hora de um novo desafio.

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Scrubs – Overkill

Overkill Lyrics
» Men At Work

I can’t get to sleep
I think about the implications
Of diving in too deep
And possibly the complications

Especially at night
I worry over situations
I know will be alright
Perahaps its just my imagination

Day after day it reappears
Night after night my heartbeat, shows the fear
Ghosts appear and fade away

Alone between the sheets
Only brings exasperation
It’s time to walk the streets
Smell the desperation

At least there’s pretty lights
And though there’s little variation
It nullifies the night
From overkill

Day after day it reappears
Night after night my heartbeat, shows the fear
Ghosts appear and fade away

I can’t get to sleep
I think about the implications
Of diving in too deep
And possibly the complications

Especially at night
I worry over situations
I know will be alright
It’s just overkill

Day after day it reappears
Night after night my heartbeat, shows the fear
Ghosts appear and fade away

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Sofrimento Eterno de uma Mente Cheia de Lembranças


Conselho
Upload feito originalmente por Neemias

Essa semana está sendo muito difícil.
Estou tentando me controlar,
Pensar positivo,
Relevar,
Repetir para mim mesma que não há nada de errado.
Mas sinceramente???
Estou cansada de sofrer.

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A MALDIÇÃO DO “DIZER SIM” – Como saber se é a hora de dizer chega?

Existem algumas resoluções de vida que você toma, que não se encontram na sua lista de metas para o ano. São resoluções que surgem do dia a dia, um sentimento “percebido” sobre o que acontece ao seu redor, como você reage a isso, e como deveria ter reagido a isso.

Na virada de 2006 para 2007, talvez antes disso, a resolução subliminar tomada foi o “dizer sim”. Abrir os braços para o que venha – seja isso qualquer coisa, desde aquele compromisso que você não quer mesmo participar mas “tem de”, até aquela mudanças inesperada da vida que você não gosta mas “tem de” encarar.

Muito disso veio por causa do Idiota. Teria sido sensato acabar tudo quando ele foi pra PQP. Mas Prix Dekanun nunca foi uma pessoa sensata – o seu “codinome artístico” é prova cabal. Pra que colocar uma barragem entre nós dois, se pensar no que eu sentia iria acabar derrubando qualquer barragem e acabar com a minha paz pessoal no caminho? O mesmo princípio foi adotado em relação a Booknalinha. Gerenciar projetos, pessoas, sentimentos, vontades? Nunca foi a minha ambição principal – embora todas as minhas “ambições principais” envolvessem afinal esse tipo de “poder”, eu ainda tento me enganar que é possível eu viver num mundo completamente a parte, no qual tensões pessoais, profissionais, e financeiras não existem… Mas voltando ao “dizer sim”, eu disse sim a tudo o que veio… Por mais pedreira que fosse, por mais contrariada que eu estivesse, e por menos reconhecimento que estivesse previsto no bolo.

Mas subliminarmente, novamente, se desenvolve uma questão: Quando é a hora de dizer “CHEGA”? Existe uma hora em que os esforços, quaisquer que sejam eles, são invariavelmente improdutivos – ou essa é só a desculpa padrão daqueles que desistem a um passo atrás da conquista?

“Se você continuar fazendo o que sempre fez, vai continuar obtendo o que sempre obteve”
Abraham Lincoln (ou pode ser qualquer outro, já vi essa citação creditada a tanta gente).

O mau de analisar a si mesmo, é que é você quem está olhando. E todos os seus paradigmas, infelizmente, não vão tomar uma xícara de café na esquina quando você decide analisar sua vida. Seu humor, suas mais novas resoluções da semana, etc. dizem muito sobre como você vai pensar determinado assunto em determinado momento. Existem diversas formas em que a minha questão “Quando dizer chega?” pode ser encarada – e muitos contrapontos para cada uma delas. Por exemplo:

  • Você deve dizer chega quando a situação está lhe fazendo mais mal do que bem… por outro lado, como saber se não é só sua “zona de conforto” falando?
  • Você deve dizer chega quando todas as tentativas para o sucesso daquela iniciativa falharam… por outro lado, como saber se foram mesmo “diferentes tentativas” e não apenas “variações do mesmo tema” (nesse caso eu sempre lembro daquele episódio do Chaves do “Não temos biscoitos” – será que tentamos mesmo coisas diferentes, ou mantemos sempre o pedido dos biscoitos, que não estão disponíveis, e mudamos o que já estava adequado?).

São questionamentos difíceis de se responder de bate pronto. Mas acima de tudo, são questionamentos de uma pessoa sem entrega – você pode mesmo dizer “sem fé” no assunto. Talvez esse seja o ponto central da questão.

é a questão definitiva nesse caso. Não estou dizendo que os questionamentos se vão. Mas o ponto é: se você acredita no batido bordão “Tudo vai dar certo no final, e se não está certo, é porque ainda não chegou ao fim”, então nunca é hora de dizer chega.

Não sei se é possível trabalhar a fé! Mas ela é o ponto em que se diz chega! Se você não acredita que seus esforços vão te levar a algum lugar, se você não acredita que o que você pretendia vai acontecer – enfim, se você não acredita: então é a hora de dizer chega!

Pelo menos foi assim que se mostrou na Booknalinha.
Eu já não sei em relação ao todo resto.

E você? Acha que é possível trabalhar a fé no seu dia-a-dia, ou ela simplesmente existe ou não?

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INSEGURANÇA


Cadeado
Upload feito originalmente por fefotos

Gostaria de saber quanto tempo inútil perdemos “curtindo” nossas inseguranças.

Eu sei que perco muito do meu.

A maioria, pensando em coisas que eu não posso controlar.
Em outros momentos, pensando em coisas que por mais que eu pense com cuidado – muito pouco vai mudar caso meus piores temores se confirmem.

E o pior da insegurança, é que ela nem está relacionada a coisa em sim. Está relacionada a nós.

Muito está fora do nosso controle, não tem jeito.
E enquanto você tenta evitar que as formigas escapem…
Os elefantes passam atrás fazendo o maior estrago.

Não so fã dos post metafóricos mas…
Tem horas que as pequenas coisas dentro de nós merecem alguma “roupagem”.
Só pra não parecer tão ridículas como realmente são.

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