Archive for January, 2008
Microbike
Posted by Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ on 30/01/2008

Microbike
Upload feito originalmente por Mario Amaya
Ainda estou considerando se uma dessa facilitaria o processo de aprender a andar de bicicleta, ou simplesmente dificultaria as coisas… considerando, a altura da queda seria bem menor…
Em compensação, pender com um dessa daria além de um tombo ralador de joelho sensacional, a sensação de ser um sapo esquartejado…
Só sei que a cada reunião que eu vou lá no SECOVI, passo em frente a uma loja de Bikes lá na Luis Góes que tem uma bike rosa de alumínio (desconte o rosa) que eu estou apaixonada… mas olho para ela sempre e digo: querida, não saberia o que fazer com vc…
E ficamos ambas tristes.
CONVERSA DE MSN
Posted by Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ on 30/01/2008
Agente X: Maria Silva tirou folga?
Prix: Que Maria?
Agente X: A Maria revisora…
Prix: Putz, tirou… ou não… pode ser tudo proposital, rsrs. Estou ficando mais burra a cada dia que passa e erros ortográficos que poderiam ser facilmente evitados estão passando… é meu jeito de dizer, “tome Federal e seus quatro anos de português e Redação, tome USP e seu curso de comunicação… ainda vou escrever como meus colegas de primário!”, HAHAHA.
Agente X: Então é tudo proposital???
Prix: Só o “melância”, pq também sou um caroço… o resto é tudo descuido…
Agente X: hehehe
Prix: Mas se um dia eu virar poser, posso dizer que faz tudo parte do movimento “Dogma 95″ – uma postagem sem edição, sem leitura e correção… exatamente como vem da alma!
Agente X: E alma está analfabeta?
Prix: hehe, uma alma neologista… mas se você ficar mais feliz, posso colocar um “j” aí no meio.
USE PROTETOR SOLAR… mas compre um guarda-chuva colorido pelo bem da paisagem.
Posted by Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ on 30/01/2008
Eu adoro o momento em que acontece: eu me torno um ser que “posta”. Então, todo dia eu escrevo um post – ás vezes mais de um – e começo a falar de maneira destranbelhada de todos assuntos. Sobra até tempo para atirar farpas para os machistas selvagens de plantão… e então de repente…
[SOM DE GRILOS]
Então para! E hoje, como eu não consigo pensar em nada significativamente cósmico para dizer, vamos abusar da audiência, com um post “Querido Diário”.
Para começar, minhas pernas doem. Experimente ficar mais de 10 horas na rua, de reunião em reunião com o seu método de transporte predileto (by foot) com essa chuvinha intermitente. Cheguei na reunião número 01 às 11:00 da manhã e… completamente molhada – porque guarda-chuva só serve para uma coisa: proteger uma área restrita do topo da sua cabeça… Se você for judeu, ou membro superior do vaticano, um Kipá impermeável teria o mesmo efeito.
Algumas horas na reunião, muita conversa e eu já estava seca… e pronta para ir até a segunda reunião do Dia. E lá vai molhar de novo… e enquanto me molho, fico devaneando e pensando:
- Quando as pessoas vão perceber roupa de frio não tem que ser verde oliva, bege, cinza ou preta? E especialmente, não todas essas cores misturadas. Aqui na foto é um Calvin Klein, tudo bem, não precisa exagerar… mas quantas vezes eu preciso repetir: cores quentes no frio, cores pastéis no calor… será que sou só eu que me sinto melhor com essas combinações?
E assim falou o ponto cor-de-rosa bebê que circulou por São Paulo hoje.
Por que o pessoal insiste em guarda-chuva de velório??? Gente, guarda-chuva preto é de velório… guarda-chuva “masculino” é azul-marinho (se você depende do guarda-chuva para definir sua masculinidade, claro, rsrs)… Já não basta estar frio, chovendo, o pessoal ainda tem que deixar a paisagem mais monotônica e fria.
Meu guarda-chuva é “vermelho maravilha” – exatamente como o lápis da Faber. Só não é laranja, porque no dia em que resolvi tomar vergonha na cara e comprar um guarda-chuva que custasse – e durasse – mais do que os de R$ 5,00, a Tok Stok só tinha verde limão… tudo bem… Estou dando apoio para as cores… mas ainda não trabalho na Benetton.
Da última vez que reclamei dos guarda-chuvas preto CMYK, minha irmã me vem com um “Os guarda-chuvas clássicos sempre foram pretos”… Até aí, os Fords clássicos tb… e já há algumas décadas a Ford aumentou as opções de cores.
A última reunião do dia foi com o Irandy, para saber tudo sobre como foi em Londres. E nessa, eu ganhei as lembranças de viagem mais bizarras-legais que alguém poderia ter trazido… diferentes dos chaveiros, canecas e bibêlos que todo mundo costuma trazer (amigos, eu também adoro ganhar esses), ganhei alguns CDs da BBC com efeitos especiais sonoros: um com sons da Era do Vapor, outro com sons de aparelhos de comunicação e outro com sons rurais da América do Sul… ainda estou muito boba, pq foi uma lembrança legal. É claro que ele não vai achar isso quando eu começar a fazer gracinha em flash e ppt com todos os sons que ele mandou, mas no momento ele também acha.
Já avisei também para ele tentar tirar essa conspiração da minha cabeça: AS GUIANAS E O SURINAME NÃO EXISTEM… Não importa que a primeira faixa dos “Sons rurais da América do Sul” diga que são sons da Guiana… ela não existe. Assim como Suriname… Se existir algo naquela terra, é a área 52… mais nada. Segundo a Wikipédia, as linguas mais faladas no Suriname são: Javanês, Holandês e Inglês… Você realmente acredita em um país que ninguém sabe de nada, do qual não vem notícia alguma, e que não participa de nenhuma liga continental (nem pra futebol) que fale Javanês? Podia muito bem colocar “Lilliput” no mapa que não faria nenhuma diferença… Em uma reportagem, vi que nos aeroportos da Nova Zelândia foram colocadas placas de “Bem-vindo a Terra Média”… mas pelo menos a Nova Zelândia eu acredito que exista.
Bem… mais extender a minha idéia sobre a “CONSPIRAÇÃO DAS GUIANAS”, é assunto para outro post… daqueles nos quais estou bem mais inspirada. Mas em breve a inspiração volta… estou “bombando” de trabalho como diria o viajante supra-citado, e nada melhor do que muito trabalho para expor as doideiras humanas que eu tão “singelamente” gosto de falar.
ESSE MUNDO MELÂNCIA…
Posted by Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ on 28/01/2008

jeito Brasileiro de vender melancia !!!!!
Upload feito originalmente por fotos forever
Hoje, faço minhas as palavras de uma amiga:
“EITA MUNDO MELÂNCIA QUE TEM TANTOS CAROÇOS NELE”
É dona Lais, ás vezes só isso resume bem a situação.
(Essa era uma postagem digna do Twitter em seu tamanho, mas dada a relevância nos últimos dias – em especial hoje – merece registro no Blog mesmo).
ÍCONES GRÁTIS… uma boa referência.
Posted by Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ on 28/01/2008

Hoje o Blog “Outlaw Design” publicou uma boa série de referências para ícones grátis; o link segue abaixo:
http://outlawdesignblog.com/2008/34-resources-for-free-icons/
Desenvolver uma solução customizada para seu cliente e para o seu projeto é o mais perfeito. Infelizmente no dia a dia existe muito pouco espaço e tempo para perfeição, e esse tipo de referência serve pelo menos para uma coisa: para o seu trabalho final não ficar parecendo um Frankstein de Clipart.
Tudo bem se os Designers torcerem o nariz, rsrs. Espero que os leigos aproveitem.
QUERIDO COMENTÁRISTA ANÔNIMO.
Posted by Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ on 28/01/2008
01. Seu comentário sobre a crítica de cinema foi cretino: em pleno século XXI, creditar uma opinião feminina, de uma jornalista, contratada para emitir opinião como “ausência de namorado ou marido”, é inaceitável. Quer discordar, tem todo direito, mas utilize argumentos pertinentes.
02. Papai noel não existe. Coelhinho da Páscoa também não. Fada do dente menos. Desculpe acabar com todas as suas crenças, mas só pq o filme coloca um “baseado” em uma história real, não significa realidade exata. E é por isso que eles chamam de ADAPTAÇÃO.
E a partir de agora, comentários só para quem quiser colocar a sua continha do Google. Quer ser anônimo, vai ser na vida.
CONFLITO INTERNO/ETERNO.
Posted by Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ on 28/01/2008

The Tree With Inner Conflict
Upload feito originalmente por lickyoats
Domingo. Dez da noite. Para a maioria das pessoas, hora de começar a pensar em ir dormir. Para mim, hora de começar o trabalho. Nada de estranho aconteceu que eu só pudesse ter começado a essa hora – eu poderia ter começado qualquer hora, mas resolvi fazê-lo só agora. Procrastinação em ação novamente? Talvez. Motivo possível real: estou lutando contra o que eu sinto como óbvio.
Você já viu filmes muito mais glamourosos sobre o assunto: a pessoa quer seguir o caminho “A”, mas o caminho “A” não dá futuro – pelo menos é o que dizem. Dizem também “como você vai ganhar a vida e pagar suas contas com o caminho A?” Então a pessoa, embutida de todo o bom senso possível, segue o caminho “B” – não é o caminho do seu coração, mas paga as contas, dá status e transforma a pessoa em algo completamente diferente do que ela costumava ser. Mas isso acontece nos filmes que você viu.
A realidade não é glamourosa. Não no meu filme. No meu filme, você segue o caminho “B” e… Bem, você não segue, simplesmente se arrasta. Vai indo, porque executá-lo é relativamente fácil – não requer tanta prática nem muito da sua habilidade… E você vai levando até que o momento em que fazer o que realmente quer seja uma escolha de “bom senso”. Se você fosse um cachorro o bom senso seria a sua cauda: por mais que você corra atrás dele, nunca vai alcançá-lo. E se conseguir, vai perceber que vai acabar se machucando mais ainda – seria melhor não encontrá-lo.
Eu estou assim, por que estou encarando o computador sem conseguir começar nada. Tenho uma hipótese que a minha consciência trabalha comigo no mesmo esquema de parceria que o personagem do Dennis Quaid em “Viagem Insólita” – foi implantada dentro de mim, e a menos que eu faça o que ela quer, não vai me dar sossego. No momento ela fica me cutucando com um “sério, você vai sentar agora e fazer um plano de comunicação… mais um curso de auto-ajuda empresarial – você realmente não acredita nisso…”
Minha consciência também me lembra que a DEKANUN sempre foi pensada para ser uma escola. Que eu queria produzir os cursos… e cursos de arte, design, texto… não cursos “comportamentais”. Ela me lembra que eu tenho paixão pelo produto, e não pela produção – que eu tenho uma paixão “autoral” e essa história de “Ghost Writer” acaba me torcendo por dentro.
Como golpe de misericórdia, ela sempre me lembra que eu escolhi sempre o caminho pelo “Bom senso” – só que na minha história sem Glamour, isso nunca deu o dinheiro e status que deveriam vir de contraponto. Simplesmente porque quando você faz as coisas sem paixão, é só mais uma concha vazia, num mar de conchas vazias…
Já tentei explicar pra ela que algumas coisas “precisam ser feitas”, mas ela não compreende. Chega a ser difícil mexer os braços quando ela me trata assim. “Eu preciso pagar as contas!” argumento. Ela diz que é “conversa”. Diz que é o medo de ter que enfrentar um sério caminho duro por um período, que é efeito do erro de julgamento com a palavra artista – que sempre me suscita pessoas com conversas “extra-significativas”, vestidas como indies e torrando a grana da mesada eterna em alguma mesa do Starbucks. Dou um ponto pra ela, a palavra “artista” suscita mesmo arrepios na minha espinha… me lembra de músicos de final de semana, pessoas que “querem se expressar” e fazem teatro amador ou entram em corais, sem contar nos artistas cósmicos – os que juram que são almas evoluídas, vindas de outro planeta para espalhar a luz e misturam pinturas, com textos motivacionais religiosos numa cura por luz e perfurmes… é realmente, a palavra artista (junto com a palavra criatividade) revira-se sempre dentro de mim.
É claro que acho todas as alternativas anteriores válidas, se a pessoa está feliz. Mas é que eu sei que seria muito pouco para mim. E também estou muito distante “da vontade de expressar a inadequação do ser humano diante do avanço tecnológico e da digitalização das relações” – esse tipo de preocupação não é pra mim. Quando me refiro a arte, me refiro muito mais ao que considero “Arte Comercial” – e autoral. Acabo me referindo a filmes, livros, desenhos animados, roupas customizadas esse tipo de coisa.
O que a consciência (e anteriormente o José, rsrs) me cobra é uma decisão. Assumir o caminho “B” e deixar de lado todas essas coisas, é impossível. Eu sempre voltaria para uma casa repleta de livros de desenho, filmes, cadernos, material de pintura e filmadoras para me lembrar que alguma coisa ficou de fora – e me livrar de todas essas coisas, eu sei, seria como me livrar de mim. Tentar me convencer que eu posso trabalhar em ganhar dinheiro e fazer o que gosto nas horas vagas é uma escolha de muito bom senso – algo que minha mãe e meus amigos obviamente me aconselhariam -mas para mim isso é o que vem sendo tentado desde o dia que recebi meu primeiro contra-cheque, o que já vai mais de uma década, e sem bons resultados até o momento. Resta o terceiro caminho, jamais seguido: bater o pé, e não aceitar mais nada que não me dê tesão – o que por hora parece descartado… existem algumas dívidas cobrando atenção pelo período de autoindulgência por excesso de insatisfação.
E é por isso que agora consigo trabalhar… já as 23:00. No momento só consigo convencer a minha consciência que faço isso pra comprar o meu tiquete de libertação do passado… mas se não fizer algo sério a respeito dessa decisão, em breve… ela vai me destruir.
SE O STEVE JOBS NÃO NOS QUER, a Amazon quer!
Posted by Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ on 27/01/2008
A Amazon anunciou planos de vender seus arquivos MP3 em nível mundial a partir desse ano.
==> Slashdot (mais detalhes)
Isso vai colocá-la em uma vantagem absurda em relação a Apple e a loja do I-tunes, que restringe a venda de arquivos MP3 (e agora filmes) a alguns poucos países. Na minha onda de pagar pelo serviço, talento e trabalho dos outros; basta a Amazon liberar a venda, eu já tenho na minha lista de futuras compras da Amazon, alguns álbuns para baixar.
E enquanto isso, eu também mantenho a minha simpatia pela Amazon, e antipatia pela Apple. Muita babação de ovo por uma empresa que nem o seu dinheiro quer.
OBJETIVOS E METAS: você não precisa do entusiasmo digno de Prozac para atingí-los.
Posted by Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ on 27/01/2008
O pior sobre metas para o ano é: se você quer atingi-los, você deve trabalhar para isso. Boa parte da minha boa vontade em trabalhar para que as coisas acontecessem foi destruída pelas séries abaixo. Quando você passa muito tempo assistindo esse tipo de coisa antes dos 05 anos de idade, fica com a impressão que tudo se resolve com um balançar de cabeça ou nariz… não quer fazer muito mais do que isso.

Há 04 semanas estou acompanhando semanalmente aqueles objetivos levantados para 2008. Tem toda uma lista de sub-tarefas que precisam ser feitas para dar cada um deles como completo – e claro, obter alguma melhora na vida no processo.
Já estou em 7% do total. Dizer isso é possível pois, quando alguém muito Nerd traça seus objetivos, além de determinar sub-tarefas relacionadas a cada um, ainda determina o peso de cada uma no pacote total (e enche uma planilha do Excel com fórmulas que lhe dão o acompanhamento geral). É, esse é o problema: boa parte da diversão terminou com o fim da planilha.
É aqui que muitos livros sobre motivação e objetivos falham. E se você os levar muito a sério, começa a pensar que existe um problema com você, mas não tem: motivação serve apenas para traçar objetivos dignos de serem alcançados.
O que ninguém fala nesses livros – e sim é verdade para mim, para a maioria que eu conheço (estou excetuando aquelas pessoas bizarras que parecem sempre felizes e motivadas e que você jura estarem sob o efeito de estimulantes) é que o entusiasmo destruidor sempre se vai ao longo do processo… E tudo bem. Contanto que você consiga assumir que as coisas tem que ser feitas, você estando feliz ou não, motivado ou não – como quando você ia para a escola de manhã cedo, num dia frio e tinha a sensação de estar realmente acordado só depois das 09:00 da manhã… Se você exigisse que toda criança fosse para escola motivada apenas pelos benefícios da educação ao longo da sua vida, a situação do ensino estaria MUITO pior.
Existe um estórinha, muito contada em treinamentos motivacionais… abaixo segue uma das versões:
Os três pedreirosCerto dia, passava um homem pela frente de um grande canteiro de obras cheio de andaimes, ferragens e madeiras. Ficou surpreso com o tamanho da obra e curioso para saber o que estaria sendo construído ali. Notou que logo próximo da calçada havia um operário trabalhando. Calmamente, com sua enxada, ele misturava areia e cimento.
O homem, então, perguntou: “- O que você está fazendo?” E este, distraído, respondeu: “- Estou preparando argamassa.”
Passado algum tempo, o mesmo homem, estando novamente por aquele lugar, encontrou um outro operário também misturando areia e cimento. Tornou a fazer a mesma pergunta para ver se, desta vez, descobria que obra era aquela; e a resposta foi: “- Eu estou levantando uma parede.”
Num outro dia o homem, de volta ao mesmo local encontrou um terceiro operário que, como os outros, misturava areia e cimento. E como das outras vezes, também perguntou: “- O que você está fazendo?”; o operário, então, parou, olhou para o homem e, com muito orgulho respondeu: “- Eu estou construindo uma Catedral.”
Eu não sei se você levanta de manhã achando que está “construindo uma catedral” na sua vida. Eu sei que eu não tenho esse sentimento. Essa estórinha na verdade sempre me chateou um bocado – achando que deveria ter algum problema comigo, por sempre achar que estou “misturando a argamassa”. Hoje em dia, estou muito mais em paz com isso…
Saber que “estou misturando a argamassa”, me deixa muito mais consciente sobre a minha vida – e o que devo fazer para melhorá-la. Nos poucos momentos em que convivi com essa idéia de “estar construindo uma catedral”, eu me enganei achando que fazer um layout de background para um curso de auto-ajuda corporativa (no meio do e-learning eles preferem “treinamentos comportamentais”) era uma utilização tão boa do que eu gostaria de fazer, quanto estar desenhando uma ilustração minha. Ou que estar retirando qualquer vício de linguagem de um autor prolixo de um curso de direito, é tão bom quanto estar escrevendo aqui.
Tenho medo de quem pensa em catedrais. Encaro com uma forma de auto-ilusão. Imagino que um dia a pessoa vai acordar daquele sonho, e se sentir traída – e vai acabar envolvendo uma metralhadora no processo. É por isso que não me incomoda mais que a motivação para os meus objetivos já tenha ido longe…
Enquanto eu souber que preciso…
… preparar a argamassa,
… assentar os tijolos,
… passar uma mão de chapisco,
… etc.,
Tudo estará muito bem.


