Eu adoro o momento em que acontece: eu me torno um ser que “posta”. Então, todo dia eu escrevo um post – ás vezes mais de um – e começo a falar de maneira destranbelhada de todos assuntos. Sobra até tempo para atirar farpas para os machistas selvagens de plantão… e então de repente…
[SOM DE GRILOS]
Então para! E hoje, como eu não consigo pensar em nada significativamente cósmico para dizer, vamos abusar da audiência, com um post “Querido Diário”.
Para começar, minhas pernas doem. Experimente ficar mais de 10 horas na rua, de reunião em reunião com o seu método de transporte predileto (by foot) com essa chuvinha intermitente. Cheguei na reunião número 01 às 11:00 da manhã e… completamente molhada – porque guarda-chuva só serve para uma coisa: proteger uma área restrita do topo da sua cabeça… Se você for judeu, ou membro superior do vaticano, um Kipá impermeável teria o mesmo efeito.
Algumas horas na reunião, muita conversa e eu já estava seca… e pronta para ir até a segunda reunião do Dia. E lá vai molhar de novo… e enquanto me molho, fico devaneando e pensando:
- Quando as pessoas vão perceber roupa de frio não tem que ser verde oliva, bege, cinza ou preta? E especialmente, não todas essas cores misturadas. Aqui na foto é um Calvin Klein, tudo bem, não precisa exagerar… mas quantas vezes eu preciso repetir: cores quentes no frio, cores pastéis no calor… será que sou só eu que me sinto melhor com essas combinações?
E assim falou o ponto cor-de-rosa bebê que circulou por São Paulo hoje.
Por que o pessoal insiste em guarda-chuva de velório??? Gente, guarda-chuva preto é de velório… guarda-chuva “masculino” é azul-marinho (se você depende do guarda-chuva para definir sua masculinidade, claro, rsrs)… Já não basta estar frio, chovendo, o pessoal ainda tem que deixar a paisagem mais monotônica e fria.
Meu guarda-chuva é “vermelho maravilha” – exatamente como o lápis da Faber. Só não é laranja, porque no dia em que resolvi tomar vergonha na cara e comprar um guarda-chuva que custasse – e durasse – mais do que os de R$ 5,00, a Tok Stok só tinha verde limão… tudo bem… Estou dando apoio para as cores… mas ainda não trabalho na Benetton.
Da última vez que reclamei dos guarda-chuvas preto CMYK, minha irmã me vem com um “Os guarda-chuvas clássicos sempre foram pretos”… Até aí, os Fords clássicos tb… e já há algumas décadas a Ford aumentou as opções de cores.
A última reunião do dia foi com o Irandy, para saber tudo sobre como foi em Londres. E nessa, eu ganhei as lembranças de viagem mais bizarras-legais que alguém poderia ter trazido… diferentes dos chaveiros, canecas e bibêlos que todo mundo costuma trazer (amigos, eu também adoro ganhar esses), ganhei alguns CDs da BBC com efeitos especiais sonoros: um com sons da Era do Vapor, outro com sons de aparelhos de comunicação e outro com sons rurais da América do Sul… ainda estou muito boba, pq foi uma lembrança legal. É claro que ele não vai achar isso quando eu começar a fazer gracinha em flash e ppt com todos os sons que ele mandou, mas no momento ele também acha.
Já avisei também para ele tentar tirar essa conspiração da minha cabeça: AS GUIANAS E O SURINAME NÃO EXISTEM… Não importa que a primeira faixa dos “Sons rurais da América do Sul” diga que são sons da Guiana… ela não existe. Assim como Suriname… Se existir algo naquela terra, é a área 52… mais nada. Segundo a Wikipédia, as linguas mais faladas no Suriname são: Javanês, Holandês e Inglês… Você realmente acredita em um país que ninguém sabe de nada, do qual não vem notícia alguma, e que não participa de nenhuma liga continental (nem pra futebol) que fale Javanês? Podia muito bem colocar “Lilliput” no mapa que não faria nenhuma diferença… Em uma reportagem, vi que nos aeroportos da Nova Zelândia foram colocadas placas de “Bem-vindo a Terra Média”… mas pelo menos a Nova Zelândia eu acredito que exista.
Bem… mais extender a minha idéia sobre a “CONSPIRAÇÃO DAS GUIANAS”, é assunto para outro post… daqueles nos quais estou bem mais inspirada. Mas em breve a inspiração volta… estou “bombando” de trabalho como diria o viajante supra-citado, e nada melhor do que muito trabalho para expor as doideiras humanas que eu tão “singelamente” gosto de falar.