Archive for February, 2008

CURIOSIDADES: Put me out of my misery

Um dia, vou juntar todas as minhas amigas em uma mesa de bar, com muito chop, e vamos discutir sinceramente o porquê de sempre nos identificarmos mais com as situações dos personagens masculinos das séries…

A gente até conseguiria se identificar com “Sex and the City” – se não fosse uma maneira condescentente de tratar mulheres levemente tapadas… Agora só meu falta mais um comentarista chovinista pra me dizer que somos todas mal amadas.

Por hora, fica só o “Thanks” as pessoas que tornam possível no YouTube que a gente encontre SEMPRE o nosso pedaço de série ilustrativo.

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Desenhando…

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Referências.

Em alguns momentos, eu encontro textos na Internet que dá uma inveja de não ter escrito primeiro. Um desses casos é o perfil da autora desse blog. Assustadoramente demais.

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Como todas, ridículas…


carta de amor
Upload feito originalmente por prendedoores

Cartas de amor são ridículas… como já diria Fernando Pessoa em uma das figurinhas esquizofrênicas que apareciam em sua cabeça. Naquela época chamavam de Heterônimos… hoje em dia, os livros são apenas “psicografados” mesmo.

ANYWAY…

Críticas e levantamento de polêmicas infundadas à parte, voltemos as cartas de amor. Nos últimos dois anos tenho escrito um monte delas, para o mesmo destinatário: é bem mais fácil quando a audiência é receptiva.

Isso, além de ter causado uma montanha de cartas queimadas segundo a teoria do Aerosmith (referências e citações internas são mais recorrentes por aqui do que em um episódio de Gilmore Girls, então não me façam parar para explicar) gerou também a melhora em alguns graus da própria insegurança… Bem poucos graus é verdade… Mas mesmo assim, acho que não existe nada mais assustador que o nível de fragilidade e desprendimento de orgulho necessário para escrever uma carta dessas, de conteúdo sincero.

Mas dessa vez eu escrevi a última.

Nada de diferente aconteceu – e é por isso mesmo que essa foi a última. Expressar esse tipo de sentimento está muito mais ligado à música do que a literatura… é preciso de ar para propagar a música, ela existe fisicamente…

Mas antes que eu me junte ao coro metafísico nosense, a questão é: amor e música precisam ressoar.

Uma coisa, é música em um Ipod.
Outra coisa é uma guitarra ao vivo.
Uma coisa é sessão de bronzeamento,
Outra coisa é bronzeado de praia.
Uma coisa é adoçante,
Outra coisa é açúcar.
Uma coisa é foto de revista,
Outra coisa é foto caseira.
Um coisa é uma carta de amor,
Outra coisa é sobreviver a rotina do dia a dia.

Por melhor som que tenha seu Ipod, o som não eletriza sua pele ou arrepia seus pelos. Por mais seguro que seja uma sessão de bronzeamento, ela não acompanha coca-cola gelada de garrafinha, camarão e pular onda. Por mais saudável que seja adoçante, você nunca vai ver uma carrerinha de formigas tentando invadir o vidro dele. Por mais belas que sejam fotos de revistas, não são elas que você coloca em albuns em casa e pode passar a tarde conversando lembranças e sentimentos em família. E por mais belas que cartas de amor possam ser, elas nunca batem a sopa na cama em um resfriado simples, o programa fajuto na TV no colo de alguém, o presente odioso que você vai usar mesmo assim.

E eu estou cansada da versão artificial da coisa, a versão idealizada, a versão psicológica que nunca tem como se provar, re-provar e aprovar constanemente no dia a dia.

Então agora foi a última carta de amor.
O últimato – ou eu me mato.

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Oceanic Flight 815 Crash

Bem explicadinho.

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FAHRENHEIT 71: a temperatura em que os livros da Editora Globo pegam fogo.


451
Upload feito originalmente por miscpix

Tenho problemas com trabalhos mal feitos – especialmente na área editorial. Existe uma pequena coleção de Pocket Books importados, de capa dura, com a trilogia “His Dark Materials” (A Bússola de Ouro, A Faca Sútil e a Luneta Âmbar) por R$ 56,00 na Livraria Cultura. Enquanto isso, as edições nacionais dos três livros custam uma média de R$ 40,00 cada volume – ou seja, fora de questão no momento… No entanto, sem ressentimentos com a Editora Objetiva: é uma edição de qualidade, com papel bom, em um tamanho legal. Isso acontece por um simples motivo: A Objetiva sabe o que faz.

Já a Editora Globo…

Há alguns anos comprei “Admirável Mundo Novo” via internet no Submarino… Quando o livro chegou, uma surpresa: embora o tamanho e capa lembrasse uma das edições pockets da LP&M, a semelhança parava aí: o livro era em papel jornal, e ao colocar um marca página promocional dentro do livro, o pessoal do embrulho do Submarino ainda rasgou uma página. Embora não exista nada mais horrível que esses marca páginas promocionais (que normalmente você nem usa com vergonha do livro que o bendito faz propaganda) e nada mais inacreditável do que o Submarino lembrar de colocar um marca página quando você compra um livro, não podia culpar o empacotamento: a edição era realmente, com o perdão da palavra, muito vagabunda.

Preço não é a questão aqui. Até hoje, o livro mais caro que eu vi da LP&M foi por R$ 14,00. Dá última vez que contei, tinha 17 livros dessa coleção; a maioria dos livros “Shakespeare” tem tradução do Millôr Fernandes, ou seja, não é barato por que não prima por qualidade: é um produto de qualidade, por um bom preço e que melhor de tudo: você encontra em qualquer banca de jornal da Paulista, em qualquer entrada de Livraria, seja por alguma motivo específico, ou simplesmente por que você quer matar o tempo (seja sincero: Alice no País das Maravilhas por R$ 9,90 ou Caras por R$ 6,90??? Fantasia por fantasia, eu escolho a Alice sem precisar pensar muito).

A minha mais recente revolta com a Editora Globo foi causada pela minha mais nova aquisição: Fahrenheit 451; que infelizmente está sobre a guarda da Editora Globo. Ela tem duas edições para o Livro: uma edição normal por R$32,90 (por normal entenda padrão Sextante para o Guia do Mochileiro – ou seja, já superfaturada) e uma edição para as pessoas pobres (a comprada por mim, rsrs) identica ao modelo do “Admirável Mundo Novo” por R$ 11,00.

As duas são edições completas, ou seja, não são “recontadas” – uma bizarra mania brasileira de “tornar a história algo de mais fácil entendimento”. Nessa onda de deixar tudo de mais fácil entendimento, quando eu tinha uns 12 anos e ainda não sabia que praticamente não existem “histórias universais” publicadas por aqui no estilo do que americanos e ingleses costumam chamar por “Complete and Unabridged”, eu ficava tentando entender porque toda edição de Moby Dick que eu via em filmes era um tijolão, e a minha edição da abril parecia um livro da coleção vagalume… Doces épocas mais ingênuas.

A desculpa da editora Globo, segundo resultados da minha pesquisa, é que essa é uma edição escolar – faz parte da “Coleção Aventura de ler”… Parte da aventura deve ser chegar até o fim da história com o livro inteiro. Nada mais lindo que uma Editora, que supostamente deveria se preocupar com a venda de livros e formação de novos leitores, fazendo livro pra adolescentes em papel jornal… alguém do departamento de Marketing deve ainda ter dito “ahhh, faz qualquer coisa meia boca aí que o pessoal nem vai ler mesmo”. Se eu não fosse uma leitora formada, sem remédio para o fato, garanto que a edição da Editora Globo não colaboraria pra minha formação como leitora… Quando você é adolescente tem alguns critérios de decisão exclusivos e particulares… e um deles inclui que nada de valor pode ser publicado num papel furreca desse – sinceramente, a Editora Globo não conta com o charme da Penguin Books.

É claro que eu comprei essa edição por motivos exclusivamente financeiros, mas realmente acredito que poderia ter recebido algo melhor pelo valor. Só acho bom que o livro tenha custado pouco pois, eu já comecei e parei de ler tantas vezes Fahrenheit 451 por motivos bizarros, que fiquei com medo de comprar o livro de R$ 32,90 e sei lá.. Ele pegasse fogo, fosse roubado, perdesse as páginas, ou pior, fosse atacado por uma salada de beterrabas (o livro atacado pela salada de beterrabas foi de fato “O que é Industria Cultural”, e foi devidamente reembolsado pela Srta. Hirai, e reintegrado a biblioteca particular na última feira do livro).

Agora pra saber a quantos graus °C eu me refiro nesse título, só usando a velhinha: °C = (°F – 32) / 1.8. Basta dizer, que é a temperatura em que a acetona evapora – temperatura ambiente mesmo: deixou mal fechada, só encontra o frasquinho. No caso do livro, logo no ínicio vem o texto:

FAHRENHEIT 451 – A temperatura na qual o papel do livro pega fogo e queima…

Só que graças a Editora Globo, isso só vale na edição de R$ 32,90. Nessa edição de R$ 11,00 precisamos de muito menos temperatura… deve ser o aquecimento global.

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O JONNNY DEPP CANTA… e o pica-pau anda, e ele bica.

Toda essa comoção sobre Sweeney Todd, mais por que o Johnny Depp está cantando do que por o fatores normais (por exemplo, filme do Tim Burton) levanta uma dúvida na minha alma:

SÓ EU ASSISTI CRY BABY???

(O pica-pau está no título só por que ele anda e ele bica mesmo… e esse episódio surgiu na cabeça recentemente, junto com o “pipoca quentinha na manteiga”)

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MAIORITY REPORT: não basta saber que você não está fazendo nada, é preciso ter provas.

Não. O título não é mais um erro de ortografia. Um “Minority Report” é um relatório de causalidades irrelevantes. O meu “Maiority Report” é um relatório de onde vai a maioria do meu tempo. Diz a Gleici que isso é cúmulo da minha falta de disciplina… Mas na verdade, ele tem se mostrado muito útil:

SLIMTIMER
http://slimtimer.com/report

Essa é uma ferramenta online, muito útil para quem trabalha conectado à Internet. Você faz seu cadastro gratuito, cadastra suas principais tarefas (eu cadastro cada projeto no qual estou trabalhando) e toda vez que você começa a trabalhar em um deles, você clica sobre ele. Quando para, clica de novo. Dessa maneira o sistema vai registrando a quantidade de tempo que você esteve realizando suas tarefas, e você pode ter relatórios do tempo gasto em cada execução – útil pra saber se você está orçando o valor certo para cada projeto, ou mesmo pra saber como está sendo dívidido seu tempo.

Com esse segundo objetivo em mente, eu cadastrei uma tarefa que se chama:
PROCRASTINAÇÃO.

Toda vez que estou no computador, vagando na internet ou mexendo em pastas, com nada relacionado a qualquer um dos meu trabalhos, eu dou um tapa na procrastinação e deixo ela correndo. Hoje resolvi tirar um relatório geral: os resultados são assustadores (e continuarão sigilosos, de tão assustadores que são).

Gostaria de dizer que eles foram tão chocantes, que de hoje em diante eu nunca mais vou perder tempo assim – mas seria de dar pena de você e de mim se acreditássemos nisso. Com o resultado desse relatório, esse CHOQUE DE REALIDADE, eu espero no máximo alguma melhora. A melhora do momento seria começar a aprender a separar trabalho e todo o resto, pois eu vejo que mais uma vez eu vou entrando nessa mistura tóxica.

Quero aprender a ser a pessoa que joga a caneta às 18:00 sem peso na consciência, trabalhando em casa ou não. Trabalhando em casa a necessidade de autodisciplina é muito maior – a cada escapada, você sabe que seu computador estará alí… não tem o sentido de urgência de estar no trabalho e ter que dar um bom motivo pra ficar até mais tarde… Então você vai tocando as coisas no ritmo que lhe parece mais confortável – mas que não é nem de longe o ideal.

Saber que não importa se estou em casa ou não, existe um limite aceitável de horas a ser trabalhado, e um horário determinado para elas acontecerem: isso é o que eu mais quero agora. Caso contrário, em breve estarei enfrentando o mesmo estresse do ano passado – com uma desvantagem: como se pede demissão a si mesma?

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NOT EVEN ONCE


ONCE
Upload feito originalmente por The Mooncake Box

O pouco que resta do feriadão está acabando. Para a maioria é retorno ao trabalho. Para mim, é finalização de um monte de coisas – ainda atrasadas, e preparação para quinta e sexta, longe, trabalhando no cliente.

O que vou dizer agora, você já deve ter ouvido eu dizer outras vezes. Provavelmente, se divide algum nível de procrastinação comigo, já deve ter dito isso para você também, em especial em tempos de escola (em qualquer nível): EU NÃO ACREDITO EM FERIADOS NUNCA MAIS.

Parace absolutamente promissora essa história: alguns dias, com todo mundo fora do agito do dia a dia, para colocar as coisas em ordem… e então, não dá. É gostoso acreditar que você vai se comprometer com tudo aquilo e dar até a última gota da sua força de vontade (e claro, na sua imaginação, isso combina uma execução de “Eye of the Tiger” e alguns abdominais). Mas completando o meu pensamento de outro dia, este post do Scott H Young diz tudo: força de vontade não existe, o que existe é auto-disciplina, e ainda assim ela é um combustível – então se o seu tanque está na reserva, não adianta forçar… Você só vai causar frustração.

Por essas e outras que eu insisto que o otimismo é o calcanhar de Áquiles dos idiotas. E eu ainda me deixo corromper por esse otimismo idiota às vezes, acreditando que eu vou agir dessa maneira disciplinada em pleno feriadão, quando não faço isso no dia a dia, e ainda: sem pensar por um momento que enquanto eu trabalho está todo mundo se divertindo. A certeza disso acontece quando, praticamente às 15:00 de uma quarta-feira de cinzas, quando você recebe todos os e-mails que precisava como resposta… na segunda… e pior: os remetentes ainda acham que mesmo tempo atrasado a resposta em 48 horas, os prazos da entrega final são os mesmos… pq afinal de contas você trabalha com conteúdo invisível.

E quanto às canções de amor…
Nada como a trilha sonora de “Once” – viciei!
Se Encantada levar o Oscar por canção e trilha… vai ter morte, rsrs.

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COM ALGUNS DESVIOS, mas sem vergonha.

Algumas vezes acontece alguns desvios sentidos na minha orientação NERD. Todo mundo falando de LOST (4ª Temporada) e eu não sei nem do que se trata… Parei de acompanhar LOST na segunda temporada… parece que a minha mão tem dificuldades de acompanhar qualquer série fora do Eixo 47-49 (Warner e Sony). Atualmente estou acompanhando Heroes… mas para isso foi preciso colocar um lembrete no celular, para toda sexta-feira, às 21:00: “Colocar no 43: HEROES”.

A única série que estou viciada mesmo, e que fico contando os dias para passar na TV, é Ugly Betty. Sim, é isso mesmo… estou viciada em Ugly Betty.


Demorou pra isso acontecer é verdade. Só saber que era uma versão americana pra uma novela que já tinha até passado por aqui, me deixou com alguns pés atrás (imagine-me uma centopéia). Mas depois de algumas maratonas por falta de opção na TV, acabei gostando. Pode ser por que eu acho a série muito engraçada. Pode ser uma maldição por ter tirado tanto sarro do Carletti quando ele assistia a versão original… mas eu realmente gosto de Ugly Betty.


Posso creditar o interesse também ao fato de que pela primeira vez o “Christopher Gorham” faz parte de um elenco sem afundar a série (aqui em casa a gente já estava brincando a cada nova série com a presença dele que já não valia a pena assistir porque a série iria afundar antes do final da primeira temporada – exemplos para: “Out of Practice”, “Medical Investigation” e “Jake 2.0″).

Outro ponto é ficar falando como uma velhinha gagá a cada episódio, que mesmo mais velha, a Vanessa Williams ainda seria uma Tempestade melhor do que a Halle Berry e todas as suas perucas de nylon branco um dia serão.

Sinto que essa declaração vai me custar minha carteirinha NERD – não definitivamente, mas possivelmente uma suspensão. Mas vale a pena!

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