Archive for May, 2008

09 SEMANAS…


Nove semanas aguardando o bichinho da foto… Gostando ou não de Stephen King, esse não é o seu tipo comum de livro: é um livro de memórias sobre a sua profissão que acaba cruzando com um pouco de instrução sobre o que é escrever.

Para mim é muito “peculiar” que eu nunca consiga esse tipo de livro por aqui. Quando estava na Cultura Inglesa, costumava pegar emprestado a coleção da Writers Digest sobre ficção. Livros sobre construção de tramas, personagens, cenas etc. Tente achar algo do gênero em português, e você vai ver o que eu chamo de “peculiar”.

Toda vez que procuro algo nacional do gênero, tudo o que encontro se divide em dois assuntos: redação publicitária e redação escolar e para concursos. É pouco. Sinto falta dos manuais, dos “How To” books… Você pode argumentar que esse tipo de literatura costuma fornecer fórmulas e que essas fórmulas são muito limitantes. Tudo bem, acho que é uma forma de encarar as coisas. No entanto eu acredito que para se quebrar fórmulas com qualidade, é preciso conhecê-las… Nunca entendi direito essa mania nacional de achar que tudo tem que ser pura inspiração. Podem ampliar por 10 o Prouni – se você não relaciona trabalho e estudo à coisa, corre o risco de apenas ficar repetindo o que eu vejo à exaustão: gente que acha que vai freqüentar a faculdade por 04 anos, e vai sair de lá alguma coisa pronta, como se a osmose resolvesse tudo.

Sinto saudade das minhas “pastas de redação”. Na escola em que estudei o primário (Municipal mesmo) tínhamos um livro base de redação da primeira a quarta série. Era uma pasta, acho que dá Scipione ou da Melhoramentos, que vinha com 20 lições de redação para serem passadas quinzenalmente… um dos cadernos padrão, era o caderno de redação.

Quando olho pra trás para essas coisas, percebo que eu realmente fui um tanto privilegiada nesse aspecto: tive redação praticamente em todos os anos, do primário ao último ano de faculdade, aula de “sala de leitura”, costume de escrever diariamente desde a segunda série… 09 em cada 10 pessoas que eu conheço quase morrem toda vez que lhes pedem pra escrever um parágrafo. Pra mim é muito simples. Não estou dizendo que virei Camões, não é isso… Apenas que, escrever para mim é como falar, respirar, beber água, tomar banho: uma coisa muito cotidiana. Invisto para que seja melhor com o tempo – mas se não for mais, já me satisfaz.

No Comments

Diagrama.


diagram
Upload feito originalmente por r8r

Se eu substituir o “The Cat” por “Music”, já tenho o meu cartão perfeito para o dia dos namorados.

A página do artista vale a visita… embora meio obcecado com nús femininos (olha só quem fala, e o dele é mais justificado pq ele é um menino, e aprecia a coisa mais do que eu, rsrs) tem vários trabalhos muito legais.

(Mas o mais legal mesmo é ver um cara fazendo desenhos femininos legais que não tem cara que fugiram da Dunna ou da Heavy Metal)

No Comments

Livraria Cultura


Maurício Pereira – Pra Marte – Livraria Cultura
Upload feito originalmente por manufatto2002

Lembra aquele livro que eu comprei em 27/03, que ia demorar no máximo 05 semanas para chegar???

Então… foi faturado e enviado pra minha casa hoje… ou seja, só demorou 09 semanas…

Mas a culpa não é da Livraria Cultura… é apenas uma dica: nunca compre livros internacionais de empresas nacionais quando o pessoal que faz a liberação alfandegária estiver em greve.

A única pergunta que resta é:
Sobre o que era o livro mesmo??? rsrs.

No Comments

A ascensão dos nerds na América moderna

23/05/2008
subtitulo = ”; if (subtitulo.length > 2) { document.write (‘‘+subtitulo+’
‘) };
David Brooks

Em 1950, o Dr. Seuss publicou um livro chamado “If I Ran the Zoo” (Se eu dirigisse o zoológico), que continha este trecho: “Eu navegaria para Ka-Troo, e traria um It-Kutch, um Preep, e um Proo, e também um Nerkle, um Nerd e um Seersucker!” Segundo o psicólogo David Anderegg, este deve ser o primeiro uso impresso da palavra “nerd” no inglês moderno.

No ano seguinte, a “Newsweek” noticiou que “nerd” estava sendo usado em Detroit como substituto para “quadrado”. Mas, como Anderegg escreve em seu livro, “Nerds”, o termo só floresceria na consciência popular após Fonz usá-lo no seriado “Happy Days”, em meados dos anos 70. E assim começou o que se poderia chamar de ascensão do nerdismo na América moderna.

Inicialmente, um nerd era um geek (ou pessoa muito hábil ou viciada em computadores ou tecnologia) com notas melhores. A palavra descrevia um pária colegial ou universitário que era perseguido pelos atletas, veteranos, membros de fraternidades e irmandades. Os nerds tinham seus próprios heróis (Stan Lee, o roteirista de histórias em quadrinhos), suas vocações próprias (Dungeons & Dragons), sua própria religião (fornecida por George Lucas e “Star Wars”) e seus próprios conhecimentos (suporte técnico). Mas mesmo enquanto “A Vingança dos Nerds” despontava nas telas de cinema do país, uma versão diferente de reino nerd se infiltrava na cultura popular. Elvis Costello e David Byrne do Talking Heads popularizaram um estilo geek cool que levou a Moby, Weezer, Vampire Weekend e até mesmo ao auto-intitulado rock “nerdcore” e os geeksta rappers.

Os historiadores do futuro do predomínio nerd provavelmente notarão que a fase de conquista de poder teve início nos anos 80, com a ascensão da Microsoft e da economia digital. Os nerds começaram a ganhar grandes somas de dinheiro e adquiriram credibilidade econômica, a base para o prestígio social. A revolução da informação produziu um desfile de magnatas nerds altamente confiantes -Bill Gates e Paul Allen, Larry Page e Sergey Brin e assim por diante.

Entre os adultos, as palavras “geek” e “nerd” trocaram de posição de status. Um nerd ainda era socialmente manchado, mas o reino geek adquiriu sua própria contracultura bacana. Um geek possuía uma certa paixão por conhecimento especializado, mas também um alto grau de consciência cultural e segurança que um nerd carecia.

Os geeks não apenas se rebelavam contra os atletas, mas se distinguiam dos párias alienados e autocomiserados que choravam com reconhecimento ao lerem “O Apanhador no Campo de Centeio”. Se Holden Caulfield era o solitário sensível de uma era de opressão aos nerds, então Harry Potter foi o líder mágico na era da conquista do poder dos geeks.

Mas a maior mudança não foi o Vale do Silício em si. Em vez disso, a nova tecnologia criou uma série de playgrounds mentais onde os novos geeks podiam exibir seu capital cultural. O atleta pode brilhar no campo de futebol, mas os geeks podem exibir sua sensibilidade suave e emoções bem moduladas em suas páginas do Facebook, blogs, mensagens de texto e Twitter feeds. Agora há exércitos de designers, pesquisadores, especialistas em mídia e outros produtores culturais com talento para autodepreciação bem-humorada, referências sociais obscuras e análises de fim de noite.

Eles podem visitar sites ecléticos como Kottke.org e Cool Hunting, experimentar com fontes, admirar Stewart Brand e Lawrence Lessig e ingressar em redes sociais com nomes irônicos. Eles criaram uma nova definição do que significa ser cool, uma definição que deixa de fora os talentos dos atletas, dos tipos MBA e os menos escolarizados. Em “The Laws of Cool”, Alan Liu escreve: “Cool é um feeling por informação”. Quando alguém tem a habilidade, você sabe.

Tina Fey, que já foi capa da revista “Geek Monthly”, despontou como símbolo de um geek que cresce e se transforma em um cisne. Agora há um estilo de moda cool geek, que pode ser encontrado em sites de compras por toda a Internet (pense em tênis japoneses e camisetas cheias de texto). A Schwinn agora faz uma bicicleta com aspecto retrô Sid/Nancy, que é doce e desajeitada apesar de seu nome evocar falsa raiva. Atualmente há milhões de pessoas de alta escolaridade guiadas por modos geek e regras de status.

A notícia de que ser geek é bacana aparentemente não chegou aos colégios ou ao Partido Republicano. George Bush exerce um papel interessante na história da ascensão nerd. Com seu professo desdém por coisas intelectuais, ele energizou e alienou toda a legião geek, e com isso grande parte dos americanos com nível superior com menos de 30 anos. Agora militantes, os geeks estão mais coerentes e ativos do que no passado.

Barack Obama se tornou o Príncipe Caspian das hordas de iPhone. Eles o homenageiam com vídeos e cartazes que combinam domínio estético com despudorada adulação de herói. As pessoas nos anos 50 costumava debater seriamente o papel do intelectual na política moderna, mas a figura de autoridade de Lionel Trilling foi removida pela classe de massa dos produtores culturais escritores de blogs.

Então, em um período relativamente curto de tempo, a estrutura social virou de cabeça para baixo. Pois como está escrito, os últimos serão os primeiros e os geeks herdarão a terra.

Tradução: George El Khouri Andolfato

No Comments

Thinking


Thinking – 22/05/2008
Upload feito originalmente por Prix Dekanun

Ainda não sai da minha fase “deliberativa”… Mas também, não tenho pressa. Estou tomando muito cuidado dessa vez para não deixar o trabalho me sugar numa espécie de rotina que acabe, novamente, diminuindo a minha capacidade de executá-lo.

Ficar rabiscando está muito relacionado a isso: nenhum antídoto melhor do que gastar tempo com algo que não lhe trás nenhum resultado palpável automaticamente.

No entanto, há que se pensar: pra onde ir com isso?
Mantenho como uma técnica ante-estresse, ou começo a agir com algum objetivo em mente???
Por hora, acho que já tenho objetivos suficientes para fazer algo a respeito… então vou levando.

No Comments

Estupidez Crônica


Estupidez Crônica
Upload feito originalmente por Douglas Kozonoe

Caso verídico, acontecido nessa terça-feira, para reforçar a necessidade de uma desfragmentação de disco mental:

01 – Agente “X” (também conhecida como autora desse blog) precisa finalizar 120 questões sobre “Manutenção”. Em seu Pendrive ela tem todo o material do cliente para tal façanha.

02 – No entanto, agente “X” está numa de espelhar o seu servidor de casa com o servidor da OSA (Organizações Sala Amarela – essa coisa que envolve Pátio Virtual e Kaptiva). Então, agente X dá um Ctrl + X na pasta do cliente do pendrive para o servidor do escritório, prepara PDF’s bem concisos pra imprimir em casa e finalizar as questões, sai até mais cedo para isso pq imagina que vá com uma coisa dessas até as 02 da manhã…

Só que…
Agente X esquece de voltar com a pasta do cliente para o seu Pendrive… então se encontra agora, mais cedo, em casa e sem arquivo algum…

Acho que algum anjo passou e disse “Você não queria deixar de trabalhar em casa? Toma então cabeçudinha!!!”

No Comments

S.O.S??? Não: go and save yourself!!!


Save Our Souls
Upload feito originalmente por Alexander Becker

Fenômeno estranho meu Google Reader, Twitter e demais meios de recebimento de informação online:

TEM UMA QUANTIDADE ENORME DE GENTE TENTANDO SALVAR MINHA ALMA!

Não necessariamente a MINHA, indivíduo… a minha alma como parte dessa sociedade na qual vivemos. Está todo mundo interessado em:

… quebrar os paradigmas,
… abrir os olhos,
… fazer com que os outros vejam o que está acontecendo.

Revolução?
Ponho a mão no fogo que não.
Quando muita gente repete o mesmo, ou é bobagem coletiva ou é reunião da Herbalife (o que acaba dando no mesmo).

Nas primeiras, a gente balança a cabeça e diz “Tudo bem, vamos ver o que se aproveita disso”. Mas quando todo mundo começa a parecer os pregadores do centro velho num sábado de manhã… bem… aí dá vontade de gritar:

GO AND SAVE YOURSELF…
(Pé no saco essa história de quem investe tanto em tirar o cisco dos olhos dos outros… vá viver a vida e prove no exemplo).

No Comments

Mais um golpe no Overworking desnecessário.


89/365
Upload feito originalmente por hijukal

A cada vez que eu publico essa resolução por aqui, mais ela caminha na direção de se tornar realidade: NADA DE TRABALHAR EM CASA.

Existe uma linha muito tênue entre projetos pessoais e projetos profissionais… E tenho cruzado essa linha demais. O problema não é estar envolvida 100% no trabalho – fazia tempo que eu não trabalhava em tantas coisas que eu gosto ao mesmo tempo. O problema é a queda da produtividade.

Quando eu trabalhava “para alguém” passar as 08 horas diárias dedicadas ao trabalho dão uma sensação de que alguém estava me roubando… Então eu fazia o máximo para encaixar todo o meu trabalho em 08 horas diárias. Agora essa sensação de “roubo” ficou com cara de investimento… Então eu tomo café da manhã e então checo meus e-mails… vou para o trabalho, faço coisas, volto pra casa, faço mais coisas… a linha de “bater o cartão pelo dia” não está mais clara… e você pensa que eu estou produzindo mais? Pelo contrário! Bem menos… Como eu sei que todo dia é dia, toda hora é hora, demoro muitas vezes o dobro para terminar um serviço comum.

Mas chega. Nesse final de semana, tirando o meu desgaste com a Maxihost, eu tive um final de semana de verdade: sem trabalhos, msn’s etc. E foi muito bom… pretendo repetir a dose.

Mas ao que se refere aos dias úteis, estou fazendo uma ação violenta: transferi todas os meus materiais e anotações de trabalho para o escritório. Nenhum caderno, dado ou informações de cliente em casa.

Só para ter certeza que, deixando o escritório ao final do dia, estou realmente deixando o escritório.

No Comments

Quem vai comigo!!!???


Indiana_Jones_poster
Upload feito originalmente por mediaatmidnight

CONVITE:
Shopping Metrô Santa Cruz, 21:10 – dia 21/05 (Quarta-feira).

Eu vou nem que seja sózinha.
Quem quiser me acompanhar, ainda melhor.
Comprarei os ingressos nessa segunda-feira.

Mas não perco por nada.

No Comments

Vamos passear no próximo domingo???

Vejam o vídeo e me digam: quem vai comigo no próximo domingo?
(Antes que eu esqueça, os vídeos da Globo não funcionam no Firefox… não sei pq, será que tem alguém que ficaria baixando reportagens e programas? Unh… não sei não… deve ser igual aquela lenda de gente que copia DVD, rsrs).

No Comments