Archive for June, 2008

Blefarite dos Infernos!

Você sabe o que é Blefarite?
Até uns meses atrás eu não sabia… agora sei. É uma inflamação que dá nas pálpebras, parece um tersol, mas na verdade é apenas o entupimento das glândulas de lubrificação dos olhos… Ela pode aparecer por:

1) Você estar acima do peso, colesterol e triglicérides alto (Ok);
2) Ter a tendência de não piscar freqüentemente sobre atenção (Ok);
3) Ficar tempo demais no computador sem piscar (Ok);
4) Dormir por um tempo inferior ao recomendável, dificultando a liberação da lubrificação ocular – aparentemente é romântico, mas não é saudável acordar sem os olhos cheio de remela… (Ok).

Bem… eu já estou de paciência esgotada com essa moça-doença! Pra deixar sobre controle, preciso lavar os olhos 04 a 05 vezes ao dia, fazer compressas de água boricada morna pelo menos uma vez ao dia, pingar colírio de hora em hora se ficar muito computador (ou seja, sempre)… Esqueça uma dessas por um ou dois dias, e lá está o pseudo-tersol no olho só pra irritar.

Isso, mais o vizinho que morreu de ataque cardíaco com a minha idade, mais os altos níveis de colesterol e triglicérides, mais o peso, mais o excesso de sono e falta de fôlego deveriam ser motivos mais do que suficientes pra eu começar a cuidar melhor da minha saúde.

O porquê não é, só Deus sabe – ou nem ele.

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NADA MAIS FAZ SENTIDO…

No começo, eu achei que fosse coisa de segunda-feira. Um mau-humor violento tomou conta de mim – o pior tipo de mau-humor: um que você não sabe de onde veio, pra onde vai, mas tem plena consciência de que está alí numa presença quase física por todo o seu corpo. Nada satisfaz, nada dá vontade, absolutamente tudo irrita… Você adoraria chutar algo ou alguma coisa, se fizesse idéia do que!

Num segundo momento eu considerei a possibilidade de uma TPM misteriosa, fora de época e meio perdida: normalmente ela só representa de 04 a 06 horas de fúria imensa em um dia específico, e então se vai… E por isso mesmo a hipótese foi descartada – embora o mau-humor seja forte, não se traduziu em fúria em relação à qualquer outra pessoa que não eu. Em especial, porquê a consciência do próprio emputecimento me fez ser gentil com os demais pra não descontar a coisa errada, com a pessoa mais errada ainda.

Mas hoje a coisa já me preocupa. Segundo dia e esse sentimento ainda está aqui… realmente atrapalhando. Considerei por um momento se não estava mascarando alguma coisa pessoal básica, como relacionamentos, dinheiro ou saúde… não, não e não novamente.

A hipótese mais provavel – e a mais ridícula – é que esse é o resultado de uma verdadeira guerra interna entre a pessoa que estipula as metas e a pessoa que deliberadamente não cumpre as metas. Uma fala pra passar a roupa, a outra não passa. Uma fala pra acordar as 6:00 e fazer uma hora de esteira, a outra acorda as 08:00 e come um pão com amendocrem… Começo a acreditar que uma “serial procrastinator” como eu começa a desenvolver um sentimento bem forte de dupla personalidade.

Acho que provoquei um “overload” de necessidade de tomada de decisão no sistema com a história de pensar sobre fazer ENEN, fazer uma segunda graduação ou fazer pós… Desde aquele dia parece que eu cheguei ao limite da dissonância cognitiva. Ao encontrar uma pós na PUC com exatamente o que eu esperava de uma segunda graduação (exceto pelo preço) a coisa piorou e eu não consigo mais decidir ou fazer nada…

Penso nos filmes que não estou assistindo, nos livros que não estou lendo, nas folhas que não estou desenhando, nos presentes que não estou preparando, na identidade visual da empresa que não fechei, nos documentos de venda que ainda precisamos, no trabalho para entregar para clientes… o consumo do processador está 100% nas tarefas pendentes e não sobra nada pra execução das mesmas.

Se for possível, quero cortar um Ctrl + Alt + Del na minha mente e clicar em “Finalizar processos” pra ver se eu volto ao normal. Na lingua dos seres humanos normais, a hora que eu finalizar e publicar esse post, vou encerrar o pensamento por hoje… Vou pra casa, vou pedir comida, arrumar o guarda-roupa, fazer o trabalho pros clientes durante a madrugada (para estar esgotada demais pra pensar amanhã de manhã) e ir fazendo o que puder até cair de sono, de vez.

Mais um dia com esse “ódio interior” eu não aguento.

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Sem Pátria


Meninos Sem Pátria
Upload feito originalmente por Loja. Triana

Ficou recentemente comprovado que:

1) Estou muito velha para fazer compania para a Marcela em baladas…
2) Estou muito nova para fazer compania para demais amigos federandos em qualquer tipo de programas…

Definitivamente, estou sem Pátria.

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Nós temos uma vizinha na Booknalinha, com algumas características peculiares: uma senhora de quarenta e poucos anos, alto astral e otimista, que acredita que:

  • Existem hoje em dia casos semelhantes a “Heroes” em todos os cantos. Como uma menina no Rio de Janeiro que vê com visão de Raio X; ou
  • Que a Glória Maria ficou tanto tempo na Globo, com tantos privilégios, por ter presenciado o encobertamento do assassinato de Tancredo Neves; ou
  • Que as ondas que varreram a costa asiática tinham o formato de um dragão, como ela nos mostrou numa foto de satélite. E isso se explica pela teoria da Geometria Sagrada.

Superstições? Conspirações? Esoterismo puro e simples?

Na verdade não vêm ao caso. Faz parte da constituição da mente humana acreditar em algo mais do que simplesmente seus olhos podem ver. Algumas pessoas fazem uma escolha mais “tradicional”, optam por uma religião e são chamadas de religiosas, pessoas de fé. Outras têm uma opção mais inusitadas e são chamadas de esotéricas, new age… Ou até malucas, bruxas etc. – com a vantagem que hoje em dia em alguns lugares você faz até pose de “cool” sem correr risco de acabar numa fogueira.

O problema é que, seja tradicional ou inusitada a visão da pessoa, toda vez que você age, com um mínimo de descrença na bendita crença da pessoa, escuta o mesmo:

- MAS VOCÊ É MUITO SÃO TOMÉ MESMO!!!

Como se fosse uma falha de carácter inominável ser como São Tomé – mas não é! (rima não intencional).

Todo mundo esquece um ponto fundamental na história de São Tomé.
Se você não está familiarizado com a história, Tomé era um dos discípulos de Jesus. Após a sua crucificação e ressurreição, quando as 03 mulheres foram contar para os apóstolos que o túmulo de Jesus estava vazio e que elas o tinham visto, ele não acreditou… Disse que precisaria tocar em suas chagas para acreditar nisso (ou seja, “só acreditaria vendo”).

A diferença era: Tomé era seguidor de Jesus: em teoria devia acreditar que havia algo de especial nele. Viu o car transformar aguá em vinho, curar cegos, multiplicar peixes e pãos e… pqp, ainda não acreditava. Se eu fosse Jesus, ao aparecer para ele ainda teria perguntado:

- “PQP! Por acaso ainda quer que eu vôe, faça sucos com todas as frutas sem tirar a casca, corte canos de aço como se fossem tomates e acrescente um filtro da Philips no pacote?”.

Sempre usam o pobre do “São Tomé” como referência de quem “só acredita vendo”, mas o problema dele era outro: ele não acreditava nem vendo.

Eu por outro lado, acredito em tudo. Assim como dúvido de tudo. Para ser mais específica, eu acredito na possibilidade de tudo ser possível – mas sim, preciso ver com meus próprios olhos, formar ma minha própria “fé”.

Se você me disser que entre a noite e a manhã de um dia você vira ogro, ou que voa toda vez que come couve-flor, eu vou acreditar – pelo menos acreditar que para você issso é verdade (afinal, com louco a gente não discute). Só não espere que eu abrace isso sem provas… e muito menos passar isso adiante, partindo do princípio que existem fontes confiáveis.

Tenho medo de todas as pessoas que acreditam nas coisas simplesmente porque “alguém confiável” lhes disse, e arrumam suas crenças ao redor disso. Muita desgraça e matança já existiram – e ainda existem no mundo por causa disso.

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DEUS, DAÍ-ME NOÇÃO!

… e a habilidade de perceber,
aquilo que poderia ser e não foi…
Simplesmente pq eu poderia ter percebido, e não percebi…

E depois me desculpe pela mentira deslavada!

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Perdas


Light One Small Candle
Upload feito originalmente por Mashael Al-Shuwayer

Nessa noite recebi a notícia do falecimento do pai da Mayra.

Não importa o quanto eu pense à respeito, não importa já ter passado por isso: nessas horas não existe nada que você possa dizer, absolutamente nada.

Acho que a única coisa realmente efetiva, é estar presente.

No meu caso, no quesito estar presente, ninguém esteve tão presente como a Dona Yumi. E por isso eu vou ser sempre eternamente grata a ela – mesmo que eu não diga isso com a freqüência devida (assim como não estive presente como deveria nesses meses difíceis pra May).

Rotinas, compromissos, responsabilidades… Tudo isso transforma você numa desculpa esfarrapada de ser humano.

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Nada há ver com amor…

Dizem que hoje é dia dos namorados (na verdade a Fabi disse, eu já tinha esquecido – a semana passou tão corrida por causa do trabalho que há 05 minutos eu quase entrei em choque de já ser quinta-feira)… Mas esse ano, cansada de ter que lembrar um indivíduo que o dia 12/06 é o meu 14/02, deixei quieto… Na verdade, deixei quieto de lembrar qualquer coisa para o indivíduo.

E vamos em frente que atrás vem gente e a catraca gira.


Completamente não relacionado, uma música do Chico Buarque que não sai da cabeça. A expectativa é que colocando ela por aqui, ela dê área da cabeça – principalmente porque toda vez que uma música empaca na cabeça, eu começo a desenvolver toda uma história que poderia ser livro, depois adaptada pro cinema, na qual a música ficasse perfeita como trilha sonora… é, até procrastinação de nerd é bem elaborada…

Vida
Chico Buarque

Vida, minha vida
Olha o que é que eu fiz
Deixei a fatia
Mais doce da vida
Na mesa dos homens
De vida vazia
Mas, vida, ali
Quem sabe, eu fui feliz

Vida, minha vida
Olha o que é que eu fiz
Verti minha vida
Nos cantos, na pia
Na casa dos homens
De vida vadia
Mas, vida, ali
Quem sabe, eu fui feliz

Luz, quero luz,
Sei que além das cortinas
São palcos azuis
E infinitas cortinas
Com palcos atrás
Arranca, vida
Estufa, veia
E pulsa, pulsa, pulsa,
Pulsa, pulsa mais
Mais, quero mais
Nem que todos os barcos
Recolham ao cais
Que os faróis da costeira
Me lancem sinais
Arranca, vida
Estufa, vela
Me leva, leva longe
Longe, leva mais

Vida, minha vida
Olha o que é que eu fiz
Toquei na ferida
Nos nervos, nos fios
Nos olhos dos homens
De olhos sombrios
Mas, vida, ali
Eu sei que fui feliz

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ENEM? ETAPA? FUVEST? AGAIN?

Eu estou florida* e mal paga!
Passei as últimas 96 horas transformando 03 Bíblias de Gestão da Produção em um conteúdo original para uma apostila de Gestão da Produção de 100 páginas… não estou conseguindo pensar, respirar (aparentemente só comer) algo diferente de Estoque, Recursos, Top-Down e Bottom-up…

É por essas e outras que não existem atualizações…

Se você quer uma atualização, vai essa:

  • Tenho até sexta-feira para decidir se me inscrevo no ENEN… É isso mesmo, estou pensando em prestar FUVEST novamente. O que? Você não está entendendo nada? Então vamos do começo.
  1. Estou pensando em fazer uma segunda graduação… Mas ainda estou pensando. Um lado me diz que eu deveria investir mais em uma pós, subir um degrau ao invés de deixar o degrau mais largo. O outro diz pra eu deixar de besteira, que pós graduação é coisa de assalariado. Mesmo que a Kaptiva não vire nada até o final do ano (o que eu acho difícil já que existe trabalho até Setembro), é bem provável que eu contínue no mundo “empreendedor”, e embora uma pós seja interessante para posar melhor de consultora, o portfólio de trabalhos costuma fazer essa ponte de maneira mais “tangível”.
  2. Outro fator de uma segunda graduação é: eu aguento? Os trabalhos e as horas a menos de sono eu sei que aguento. A questão seria melhor formulada se fosse: “Eu aguento pessoas de 17 anos pululantes?”. Essa eu já não sei. Pensei (e ainda penso) em prestar prova de bolsa do ETAPA pra fazer o semi de agosto… Mas não sei se me enfio naquele meio novamente… Não aos praticamente 28 anos. Mesmo assim, esse será o público da faculdade e a questão do “tenho ânimo pra isso” ainda não foi respondida.
  3. Curso e Faculdade? Jornalismo e USP. Considerei seriamente fazer Cásper Líbero… infelizmente, eu sinto muito pra quem não fez mas: a única Universidade da cidade de São Paulo é a USP (talvez a PUC também). Não tenho planos de fazer o curso nos 05 anos certinhos, com matérias todos os dias da semana. Quero fazer duas ou três por semestre até terminar o curso – quero voltar pra faculdade para estudar algo diferente, com uma maturidade que eu não tinha na primeira vez… E nas demais faculdades, parece que o pacote é: aguente sem reclamar muito por quatro anos e ao final receba um belo diploma. Talvez seja o efeito de muitos filmes americanos, mas ainda acho que uma faculdade em que você não tem a liberdade (e a opção) de fazer uma série de optativas diferentes e enriquecer seu curso não é faculdade… quando muito é um curso técnico.

Por hora é isso… existe muito mais coisa a dizer… principalmente o porquê de escolher o curso. Quando eu digo que pretendo fazer jornalismo pq existe muito mais liberdade criativa do que publicidade, não estou só brincando de deixar amigos jornalistas putos (embora esse seja um bônus considerável).

Meu trabalho atual é pegar um monte de informações dispersas e transformar numa “história” que faça sentido. Algunas aspectos de jornalismo também… livros-reportagem ainda me facinam… Vamos ver o que fazer!

* Florida, nesse caso é um eufemismo gigantesco.

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Little Piece of Hell.

Sabe qual é o inferno para alguém metida a escritora?

Quando você sabe o que dizer,
Tem todos os pontos,
E falha miseravelmente em conectá-los com sentido lógico.

Faz mais de um ano que eu tenho um post/artigo pendurado na ponta da língua conectando 03 filmes (08 Mille, O Sol de Cada Manhã e Celebridades), 02 livros (Um beijo na realidade e Comece onde você está), 02 virtudes procuradas (Aceitação e Disciplina) e uma questão viceral que me consome (essa procratinação patológica) e o texto não sai… começa, se perde e morre.

E é uma luta.
Por que para mim, escrever é compreender melhor…
E eu sei que no momento em que eu formular direito e articuladamente a questão, esse problema viceral estará bem próximo da extinção.

Mas mesmo assim, ainda falta pra esse porquera nascer.
Droga!

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Dodói – Resfriado.


o coração do Porto está doente
Upload feito originalmente por TeoDias

Estou resfriada em casa e trabalhando pq as coisas estão “caprichadas” ultimamente. Mas no momento, só uma inveja básica de quem tem alguém por perto pra ficar paparicando nesses momentos… De que adianta fazer manhã quando você está sózinha???

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