O FINAL DE SEMANA QUE NÃO FOI COMPARTILHADO…

Às vezes esqueço que esse é um blog pessoal – e que por isso mesmo, além das viagens que só eu entendo, também tenho direito a posts “querido diário” de vez em quando… Não vamos exagerar não é mesmo?

… coisas que aconteceram desde que eu deixei o escritório no sábado à noite, após cair no conto da reunião… a missão.

1º Ponto – Praça da Árvore num sábado á noite.
Uma das coisas que eu tento entender desde a primeira vez que fui trabalhar na Praça da Árvore há 03 anos atrás é: por que diabos aquele é um lugar tão “efervescente” nas sextas e sábados à noite. Lembre-se que o termo “efervescente” não é tão bom – normalmente está relacionado a algum dessarranjo estomacal. Nada como enfrentar um super pagodão/forrózão pra chegar até o ponto de ônibus.

2º Ponto – São Paulo pode ser a cidade que não dorme… Mas eu tenho sono.
15 minutos no ponto de ônibus, passando frio, pra pegar um ônibus (Perdizes) direto para a Paulista. Se na sexta-feira indo ao cinema eu já hávia ficado assustada com a quantidade de pessoas carregando malas no metrô, imagine pegar um ônibus, num sábado à noite no qual estava o motorista, o cobrador e… eu. Começo a considerar se toda a população que não estava efervescendo na Praça da Árvore foi abduzida. E nessa de considerar, embalada pelo aconchego do ônibus e seu balanço começo a pescar. Não fossem algumas lombadas na Paulista, teria acordado na Consolação, fácil, fácil.

3º Ponto – Eu vou na Fnac por causa dos livros.
Acredito muito mais no Chupa-cabra e no Maluf do que em “paquera de livraria”. Como eu fui na livraria realmente por causa de livros, não achei que a minha descrença seria problema… Exceto pelo fato que faltando meia hora para o fechamento da Livraria, num sábado à noite, os homens do recinto também parecem estar desesperados para fechar… mas fechar negócio. Descontando as cantadas geniais (do tipo “Então você também gosta de arte???” enquanto você está com um livro sobre Impressionismo na mão, no setor de Arte – a qual eu morri de vontade de responder “Não, estou aqui só pelas figuras”) a melhor da noite foi mesmo o rapaz se irritando com a namorada “Não, eu não quero ir pro Motel agora, que pressa!!!”.

4º Ponto – O Kassab terá mais votos dos Skatistas que o Turco Loco.
Antigamente, calçada na Paulista era só um local pra destruir saltos altos… Tempos mais simples… Agora calçada na Paulista é um lugar pra você correr pela sua vida, tentando não ser atropelada por um skate. A despeito de todas as reportagens realizadas sobre os transtornos causados pelas obras na Paulista, eu posso lhe garantir: os Skatistas e os reparadores de fachadas de prédios estão contentíssimos com o resultado da calçada.

5º Ponto – Faça a felicidade de um caixa da Livraria Cultura: compre algo super barato faltando 05 minutos para o expediente dele acabar, e ainda descubra que você tem R$ 10,00 de desconto no seu cartão fidelidade.
A Livraria Cultura em carne e osso me reconquistou ao abrir a loja de Arte em frente a MegaStore – me poupando dos interessados em “fechar negócio” nas livrarias… só não estou 100% feliz, porque eles insistem em deixar os Quadrinhos junto aos infanto juvenis – Não se engane… apesar dos comentários realizados sobre Arte nesse post, você só me encontra nesse setor por conta dos livros sobre Design, Desenho e Cinema estarem muito próximos. Nesse caso, encontrei um Sketchbook da Watson-Guptill maravilhoso e muito barato… E você sabe né, quando você tem 04 Moleskines sketchbook estocados, tudo o que você precisa mais é… mais um sketchbook! Passei por todos os leitores de preço da loja pra ter certeza que a leitura estava correta. Ao passar no caixa pude notar a felicidade dele com essa venda de última hora, e com super desconto.

06º Ponto – Cidade que não dorme uma Pinóia!!!
Sai da Livraria Cultura pronta para uma última refeição… mas só eu estava pronta. É incrível como essa história de “Cidade que não dorme” pode ser desmentida facilmente, em plena Avenida Paulista. O Súbito estava ponto as cadeiras para cima. O quiosque do Viena encerrando o caixa. A Esfiha Paulista pegando pedidos só para viagem. O Center 3 levantando os tapumes… Dez horas da noite e minhas opções estavam reduzidas à Bella Paulista (que é 24 horas) e o McDonalds (que fecha meia noite). Como eu ainda precisava pegar metrô pra casa, escolhi o Mc – Na Bella iria gastar todo o tempo disponível só esperando um lugar no Balcão.

07º Ponto – “I kind of find I like a life this lonely”
Enquanto eu comia meu Big Mac, tentando entender porque na Paulista num sábado à noite todo mundo parece ter saído de um vídeo-clip do “Libertines”, comecei a considerar se preciso fazer algo à respeito de estar tão bem por conta própria. Naquele momento sossegado, assistindo todo mundo em duplas, trios, grupos – exceto por mim – e percebendo que não precisava do namorado alí (embora ele por perto não fosse mau) e que não precisava de mais ninguém alí (embora se alguém estivesse eu não acharia mau) eu comecei a considerar se não tenho que cuidar dessa minha sensação de “completude” – Interessante, no mínimo, alguém pensar que tem um problema quando se sente perfeitamente bem… Mas foi apenas a incapacidade de responder à simples questão: “Se eu não sentir falta de ninguém, como posso deixar alguém se aproximar?”. Não me entenda mal: não é animosidade em relação aos amigos, muito menos desprezo – se alguém estivesse junto bem… Mas sem ninguém por perto, eu estava bem também. Embora seja uma sensação gostosa essa “completude”, penso nas consequências a longo prazo.

… Sendo 07 conta de mentiroso ou não, paro por aqui. Sempre abusando no final de um domingo pra acordar exausta na segunda.

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