The Devil I know.

Eu prefiro lidar com o demônio conhecido…
Pode ser até algo relacionado à “acomodação”, mas eu gosto de saber com o que estou lidando, e não mudar os problemas de prateleira simplesmente…

“Amanhã numa cidade diferente,
Não haverá diferença no ar,
As noites passarão do mesmo jeito,
As estrelas estarão no mesmo lugar…”
(EH)

Revoluções nunca revolucionam as coisas,
Mudanças nunca encerram os problemas,
Ascensões e quedas só trocam os “poderosos”.

É incrível como as coisas que trazem mudanças significativas – na vida pessoal, profissional e na sociedade – surgem sempre de maneira sorrateira, e se instalam sem que ninguém preste atenção. Como num passe de mágica, enquanto as atenções estão focadas num ponto, alguém muda o cenário inteiro, sem que ninguém perceba.

… nops, eu não bebi – ainda.
Só tenho me divertido nos bastidores – da cara dos outros e também às minhas próprias custas. Não acredito na quantidade de concepções ingênuas que utilizamos para nos orientar… E simplesmente que a gente deixe o tempo passar tão simplesmente e impunimente, com base nessas concepções ingênuas…

Um dia os demônios são os pais…
Outro dia são os chefes…
Outro dia são as contas…
Em mais outros, encontraremos outros problemas.

Se de fato, existe sempre a resposta mais simples é a verdadeira, então, o denominador comum não é ter demônios novos pra combater. O único denominador comum é o dono dos demônios… Sempre.

Se eu puder blasfemar às avessas, vou inventar um mandamento ao contrário:
“Não criará outros demônios além de ti”
Esse sim eu posso lidar.
Esse eu definitivamente conheço.

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