(Vou fazer uma camiseta com o título desse post só justificar o meu suposto lado “antisocial” entre os amigos…)
O YouTube costumava ser um lugar tão legal… Não que não seja mais, ainda é: em que lugar você pode aprender gratuitamente a pintar no photoshop, fazer origamis, assistir palestras da Carnegie Mellon e ver aquele episódio que perdeu de alguma série?
Mas em todo caso, estou me irritando com os recentes “Embedding disabled by request” – estão encontrando todos os vídeoclips musicais, de filmes e séries e desabilitando a incorporação por causa dos direitos autorais… Acharia menos canalha (estou com uma escolha forte de palavras ultimamente) se os detentores dos direitos autorais mandassem retirar o vídeo, pois, desabilitar a incorporação não impede que eu entre em um site como o “Media Converter” e baixe o vídeo para mim – então, evitar a distribuição gratuita do vídeo não é a preocupação principal.
Ao não tirar o vídeo que fere direitos autorais, eles simplesmente dizem: “Olhe, eu não me importo que você faça essa divulgação para mim… Na verdade, quanto mais gente fizer o upload do mesmo vídeo, e quanto mais incorporações eu desabilitar, melhor a divulgação da minha banda – agora se você pensa que eu vou deixar que você enriqueça o SEU conteúdo com a MINHA propriedade, está enganado”.
Não sou contra direitos autorais. Mas acho que deveria háver um limite, e uma nova fórmula no que se refere a “produção artística e cultural”. Uma coisa é você se apropriar da composição de um artista, fazer uma versão, lançar um CD e fazer carreira… Por exemplo, quando vejo tanta gente atribuindo músicas como “Mutante” à Daniela Mercury ou “Panis et Circense” à Marisa Monte, eu realmente acho que os direitos dos autores deve ser preservado com unhas e dentes quando versões são feitas. Outra coisa, e outra coisa absolutamente diferente a meu ver, é me dizer que eu não tenho direito de me apropriar de uma música ou uma canção que fez parte da minha vida, normalmente em momentos importantes, para simplesmente animar minhas fotos, tocar no meu casamento, usar em festas de escola… Tanto dinheiro é gasto para que você conheça, se enamore e abrace uma música, um filme, uma série de TV e na hora que você faz isso você não pode usá-la?
Instituições como o ECAD então, multando formaturas, casamentos e quermesses me soam como o que há de mais ridículo possível nesse mundo – logo atrás da mensagem de proibição de todos os usos incorretos que um DVD pode ter que não se caracteriza como “uso doméstico”.
Não sei se isso vai mudar tão cedo. Espero que mude. Acho que é o que resta de uma visão muito “indústrial da vida”. Você tem UMA idéia genial, e espera que ela se pague na forma de produto pelo resto da existência… a grande imagem da banda que vai lançar um hit que venderá milhões e todos os componentes da banda vão ficar milhonários sem realizar um único show.
Por mais que eu tente, não consigo descolar minha opinião sobre o assunto sobre a minha própria visão da vida. Músicos deveriam ser músicos por gostar de tocar, a divulgação de suas músicas deveria ser uma maneira de fazer com que eles fizessem mais showns, tocassem mais… não se preocupassem com quem vai ter ou não sua música gravada em estúdio sem comprar um CD.
Essa maximização máxima do lucro totalmente desnecessária me enoja.
E só de birra, usando um truque descoberto por lá para colocar um vídeo desabilitado assim mesmo.
Embedding courtesy of Dintillion