Arquivo para November, 2008
… PRA RECOMEÇAR!
Postado por Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ on November 19th, 2008
I can see change from my house, upload feito originalmente por chasingdaisy.
A questão central sempre foi: quão pessoal pode ser um blog pessoal? Cada vez mais, tenho chegado a conclusão que pouco. Faria sentido ser pessoal no nível diário se a função fosse atualizar a família e os amigos de como vai a minha vida… E assim não dá! A gente mal tem tempo de lidar com a própria vida, quanto mais acompanhar a dos outros, dentro do frame do que eles consideram interessante. E o que torna minha vida tão interessante a ponto de eu despender tempo para falar a respeito dela? Bem pouco. E isso gera aquelas armadilhas com conteúdos em código, só entendidos pelo autor. Esse blog cai nelas constantemente. Quando você vê por aqui uma citação, uma letra de música, pode ter certeza que no meu contexto ela faz sentido absoluto… mas eu me pergunto: e você com isso?
Nos últimos meses acompanhei os relatórios de acesso fornecidos pelo Feedburner. São cerca de 15 assinantes diários, e algo entre 35 e 50 visitas por dia. Mas são visitas novas em 90% dos casos, diria o Google Analytics. As pessoas que chegam por aqui só estão interessadas em 03 coisas:
1 – A minha ilustração do Kama Sutra.
2 – Saber como chegar em Alphaville de ônibus.
3 – Saber sobre Blefarite e Tersol.
Todas essas três, nas grafias mais interessantes possível (como camassutra, cama sutra, alfavile, alfavilhe etc.) Fico feliz em ajudar mas… Sexo, Trânsito e Saúde definitivamente não são o tema desse blog. O tema desse blog é a minha caixinha de sobrevivência, a Prix Life Box. E eu ainda me pergunto: e você com isso?
Só que nessas de contar o que acontece, como se percebe o que acontece, o que nos faz crescer e o que nos revolta, é fatal não poder ser 100% sincera. Uma hora você acha que vai magoar um, outra hora que vai ser muito forte com outro, em uma terceira que vai ser mal compreendido… E carambolas, isso não deve ser preocupação minha! Bem ou mal, você está aqui por que quer e tem todo direito de ficar feliz ou revoltado com o que vê, e isso ainda assim não seria problema meu – afinal de contas, não tenho contrato garantindo 24 horas de agrado aos meus leitores.
Então eu fiz uma divisão singela sobre as coisas:
Na Dekanun, ficam os textos técnicos, profissionalmente relevantes e a centralização da minha vida digital e referências profissionais. Basicamente, um Lattes para seres humanos (considerações sobre como os elogios do “Rei do elogio” é mais relevante que um currículo Lattes eu deixo para o futuro)
No Prix, Pipoca e Sofá retorna a cinéfila em ação no finado Cinesofá! Mas o acesso, assim como as novidades da Dekanun ficam reservadas para a segunda quinzena de Janeiro.
Flickr para pagar a promessa de publicar todo rabisco desenvolvido e diminuir o nível de vergonha.
E Twitter, porque todo mundo precisa de um lugar pra desabafar antes de explodir.
E pelo que parece eu não falei no Prix Life Box não é mesmo?
Bem, a partir de hoje, esse blog passa a ser FICCIONAL e ENSAÍSTICO. Literário seria forte demais (além de um tanto pretencioso). É claro que eu ainda vou falar da minha vida… Mas de uma maneira que eu espero ganhar algo no processo (melhorar a capacidade de contar histórias, por exemplo) sem perder outras coisas (como os amigos, por exemplo) e se possível, arrebanhando algum público condizente com o tema no caminho.
Vou fazer essa tentativa até 12 de Dezembro. Dessa data, até 12 de Janeiro, estarei completamente sem computador e/ou Internet… Será um ótimo período para avaliar se foi uma atitude acertada.
Se você for um dos 15 bravos que assinam esse blog, e quiser comentar algo, aproveite… Que daqui pra frente, não vamos ter diretas ou indiretas… só histórias.
NÃO NEGO O PASSADO, NÃO ME ASSUSTO COM O FUTURO… MAS PREFIRO O PRESENTE.
Postado por Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ on November 19th, 2008
Hoje meu primo fez a inevitável pergunta, que eu já aguardava há um tempo:
“Pri, você vai comprar o Chinese Democracy”.
Sorte que a pergunta foi por MSN. Que na hora eu não pude evitar aquele bufar de desprezo, que sai pela boca e nariz, quase sempre acompanhado de um “Nem!!!”. Meu primo tem 23 anos. Fanzoca de Guns ainda, mesmo não tendo idade pra ter sido fã de guns.
Nem eu tenho idade pra ser fã de Guns. Eu comecei a gostar de Guns ‘N’ Roses no segundo Rock in Rio (na época que, veja só você, ele acontecia mesmo na cidade maravilhosa – há controvérsias quanto ao “maravilhosa”). Esperei o Festival na TV para ver New Kids on the Block, e terminei apaixonada pelo loirão de calça de lycra branca. Eu tinha 11 anos.
Mas isso foi há muito tempo. Mesmo sendo apaixonada pelo Axl, mesmo considerando que gordo, descabelado e mal vestido ele ainda é uma das melhores combinações que um cromossomo Y e X podem fazer juntos, não dá pra ser fã de Guns ‘N’ Roses ainda, como se nada tivesse acontecido.
Guns pra mim é a última banda agregada na discografia do meu pai. Foi nele que meu pai parou de agregar novas bandas. Não posso culpá-lo. Tenho certeza de ser filhote da geração Grunge, pq meu pai, roqueiro de carteirinha, fã de Pink Floyd e Led Zeppelin, carinha que saia pintado de Alice Cooper na rua, jamais foi capaz de entender como eu pude gastar meus pedidos de Natal pra ganhar um “Nevermind” ou “In Utero” – era a minha geração, mas demais para a dele.
Hoje em dia, é inevitável perceber que o fim (ou suspensão) do Guns and Roses foi a morte definitiva de um estilo… o fim do Hard Core legítimo. Depois disso eu já passei pelo Grunge, pelo Brit Rock, pelo New Punk, pelo New Bowie (essa coisa que as pessoas insistem em dizer que é “indie”). Nem vou citar “Emocore” que isso não passou por mim, não é música, e se eu quiser andar de rímel borrado, vou comprar um vagabundo por aí e tomar chuva.
Além disso, Axl nos vocais é tão Guns quanto Dave Grohl nos vocais é Nirvana… simplesmente não é! Assim como é impossível “Velvet Revolver” ser Guns sem Axl… não acontecem. Não há nome que mantenha a sensação…
Estou acostumada a reclamar que Doors sem Jim Morisson não é Doors. Ou que Queen sem Fred Mercury não é Queen. Algumas pessoas até teorizam que essas bandas são os seus vocalistas. Não é isso. É que banda de rock não é time de futebol. Não adianta dizer que vai honrar a camisa e dar o melhor de si. É química. E a alteração dos elementos altera sim o resultado final.
Tive um professor na Carlos de Campos, o Neo, que explicou algo muito fundamental e foi mal compreendido em sala de aula. Resumidamente, ele disse que ficava com medo de pessoas novas escutando músicas velhas. Absorvendo coisas de um contexto passado, que não refletiam o mundo em que elas viviam… Especialmente porque essas pessoas não gostavam só de músicas velhas… elas tinham idéias velhas, conceitos ultrapassados, e muitas vezes quando tinham uma “idéia nova”, era só um velho clichê modificado, completamente fora de época.
Quando ele disse isso, caiu como uma bomba. Pra mim ele estava certo, assustadoramente certo. A mente foi direto na galeria do rock e sua estética coletiva de final da década de 70 e seus punk-rocker sistematizados querendo lutar contra o sistema, até as conversas políticas dos amigos “Buarqueanos” e suas visões de mundo em uma eterna guerra fria.
E quando você diz isso, sempre tem aquele amigo pra dizer “mas hoje em dia não se fazem mais músicas boas como antigamente”… é caro amigo, nesse caso só posso lhe dizer algo: você está velho. Não existem músicas como de antigamente porque não é mais antigamente… as coisas mudam, as referências mudam, valores, conceitos… hoje em dia, se o Axl aparecer na minha frente de shortinho de lycra, eu vou é dar risada a tarde inteira (David Lee Roth então poderia provocar morte por sobrecarga na musculatura interna de tanto rir).
Por mais que as coisas sejam cíclicas e você perceba uma certa onda de repetição (que geram as minhas brincadeiras como: The Killers é o The Cure da década de 2000, ou Franz Ferdinand é OingoBoingo 2.0), elas são semelhantes, não são iguais…
E eu tenho um medo danado de quem segura o passado com toda a força possível, querendo fazer algo bom durar para sempre. É um desrespeito ao ciclo da vida… acaba com aquela cara esticada e repuxada da Vera Fisher, ou aqueles velhos que dão nojo ao lado de garotas com idade pra ser neta deles. O resultado cheira naftalina, não tem jeito…
E tudo isso pra dizer que não, eu não vou comprar o Chinese Democracy.
Você percebe que está envelhecendo quando…
Postado por Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ on November 18th, 2008
- Você se lembra de quando a “89″ era “A rádio rock”.
- Ainda usa metáforas como “vira o disco” ou “caiu a ficha”.
- Toda vez que alguém fala em Maionese Hellmans, vc lembra da músiquinha “A verdadeira maionese”.
- O ursinho ainda era Puff e não tinha nada dessa viadagem de Pooh.
- Se refere a “Star Wars” como “Guerra nas Estrelas”.
- Se refere a “Star Trek” como “Jornada das Estrelas”.
- Lembra da Carolina Ferraz apresentando o Fantástico.
- Lembra da Sandra Annenberg em “O Primo Basílio”.
- Quer uma camiseta 14 do time de voley… pq era a camiseta da Ana Moser e do Tande.
13° Salário.
Postado por Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ on November 18th, 2008
Um dia esses administrativos com quem trabalho terão que me contar o que eles acham de tão difícil em calcular 13° que até eu faço isso em minutos.
Simples: salário médio anual (incluindo extras e férias), divide por 12 e multiplica pelos meses trabalhados. 60% antes de 15/12 e 40% até 15/01.
Ajuda?
Cúmulo do vício.
Postado por Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ on November 18th, 2008
Irritar-se por não ter onde twittar sobre o twitter estar fora do ar quando ele cai.










