Próxima Vida: MÉDICA

ENLOUQUECENDO - 21/10/2007
Não importa se estou numa fase mais pra “Designer” ou mais pra “Redatora”. Independente da área, estou num miolo desgraçado de atuação profissional, onde todo mundo acha que pode meter o bedelho.

Nesse século XXI criatividade virou um conceito como livre-arbítrio: todo mundo acha que tem. E foda-se se você estudou os últimos 10 anos voltados para estética e estrutura, as tiazinhas de RH estão aí pra mostrar que “meias tabaco” ainda tem mercado, e que depois de 15 minutos com uma consultor da FAAP (Faculdade para Artistas Abstratos Paitrocinados) que lhe entregou uma folhinha com “10 dicas de como fazer uma linda apresentação”, elas estão aptas a lhe contestar em tudo o que você fizer e utilizar todo seu conhecimento em “sobe caixinha”, “desce caixinha”, até você criar um trabalho final que não teria coragem de mostrar ao seu melhor amigo.

A desgraça do miolo da criação é o tempo. Você contrata um médico para cuidar de você, pq não tem conhecimentos médicos. Você contrata um advogado, por que não tem conhecimento sobre leis. Você contrata um engenheiro, pq não tem conhecimento suficiente em cálculos estruturais etc.

Mas você contrata um “criativo” apenas quando não tem tempo pra fazer “por você mesmo”.
Ao invés de contratar um cérebro, contrata um par de mãos extras, pra mexer as coisas do jeito que você quer. É por isso que toda vez que eu vejo um trabalho mal feito, eu nunca penso em “nossa, quem teve coragem de fazer isso” e sim “Quem foi o bosta do cliente que aprovou isso?”.

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