Não responda.
E em especial não responda com “Claro que o Wolverine, que o Super-homem é homem de aço, mas o Wolverine é todo de Adamantium” que essa eu já conheço.
Estava pra comentar a e escolha do maravilhoso (pra mim, claro) Taylor Kitsch para o papel de Gambit… especialmente pq achei legalzinho… mas não muito. Ainda acho que fizeram a escalação no mesmo berçário que escolheram o James Marsden para fazer o Cyclope… Estava pensando em discutir tb o sequestro dos homens principais de LOST para tapar esses buracos, já que um Jack-Cyclope e um Sawyer-Gambit me pareciam a solução perfeita, mas não vou.
Não vou, porque acabei de ver um post com esse tipo de comentário (escolhas que faríamos em situações em que ninguém nos perguntou e na qual absolutamente não contamos) e acabei dando aquela risada-bufada, como alguém que acha rídiculo teorizar a respeito…
Lembrei dos tempos de Escola de Arte Igayara… O esporte prediletos dos garotos no curso de Quadrinhos era imaginar resultados entre um possível embate de dois super-heróis.
Parece engraçadinho.
E é engraçadinho quando a coisa fica em sala de aula.
Mas tem gente com poderes (financeiros) que se deixa levar por essas histórias e cria coisas como “Jason x Fred Krueger”, “Alien x Predador” e afins… E merece prêmio apenas de “Destaque em Mediocridade”.
E o pior nem é esse caso. O pior pra mim é o sentimento de “falso importante” que esse pensamento causa. É gente refazendo o elenco de filmes, remontando bandas pra fazer sentido, re-escalando a seleção brasileira ou o time predileto – exatamente como faria “SE” estivesse lá… Mas não está.
Enquanto isso o tempo passa.
A vida passa.
As oportunidades passam.
E os próprios acontecimentos na própria vida que mereciam avaliação, passam desapercebido enquanto ela “sonha” em fazer melhor aquilo que não lhe cabe.
Nesses momentos eu sempre lembro do filme “8 Mile”, e de uma frase que só faz sentido se você viu o filme – e lembrar do gesto na cena:
“When do we stop to live up there, and start to live up here?”










