Archive for March, 2009

Trabalho

HPIM0848

Com relação a trabalho eu acho simplesmente que às vezes uma melhor alternativa seria ficar em casa fazendo caixas… nem que fosse pra vender eventualmente quase nunca.

Que em boa parte das vezes o resumo da ópera é só o seguinte:
PQP! O problema está sempre a onde você não vê! Se vc decide ver uma coisa, reclama de outra. Se vc vê outra, reclama da uma!

E eu que pensava que estava claro que 02 pessoas, somando 76 horas de trabalho semanais NÃO TEM SUPERPODERES…

Doce ilusão.

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FUCK.

As pessoas provocam o lado escuro da minha alma!
Nota mental: parar de insisitir nessa história de “convívio”, “interação” e “atividades sociais”.
Tenho dito.

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Early Adopter.

Esse é o termo para pessoas que adotam as novidades tecnológicas em seus períodos iniciais. Pessoas que compraram mp3 players quando as pessoas se perguntavam “o que é mp3?” e coisas do gênero, e que geralmente gastam uma boa grana com algo que não vale tanto assim 06 meses depois.

Meu pai era um “Early Adopter”, ele nasceu em um ambiente “Early Adopter”. Meu avô consertava eletrônicos, montou a primeira televisão preto e branco da família em 1958 – a primeira da rua como dizia minha vó.

Eu nasci nesse mesmo ambiente, já nasci com televisão em cores, em um berço alocado ao lado de um Polivox com rádio, “tape deck” e “toca-disco”, muito antes do termo “3 em 1″. Com 03 anos de idade já tinha herdado minha vitrolinha de compactos, e sabia muito bem como se segura um disco – e que as mesmas recomendações valem para CDs e DVDs, mesmo que a maioria não tenha aprendido isso até hoje como comprovam DVDs de locadoras e CDs emprestados.

Desde pequena eu sei que VHS não se deixa ao lado de caixa acústica (tem imã caramba!!!) e em cima de televisão – e muito menos empilhado deitado. Nosso primeiro VHS foi o filme “selado” do ET, mesmo que o video-cassete com cabeças “auto-limpantes” e a televisão que o suportavam tenham chegado somente 02 anos depois – consórcios em 24 vezes, sabe como é…

  • Em 1990 eu já tinha CD Player…
  • Em 1995 computador…
  • Em 1997 eu já tinha Laser Disc…
  • Em 1999 DVD Player…
  • Em 2001 TV Widescreen e sistema de Home Theather…

E eu me acostumei com essa história de estarmos sempre enforcados de dinheiro, mas sempre com as “modernidades” em ordem (família Treker é assim… se saísse o primeiro teletransporte, a gente também teria, mesmo que na outra ponta a perna saísse no lugar no braço, a cabeça na bunda e assim por diante).

Depois que meu pai faleceu, não somos mais uma família Early Adopter.
Todos os eletrônicos continuam os mesmos…
Os telefones sem fio dão pau de 05 em 05 minutos mas ninguém se emputeceu o suficiente ainda para trocar…
E mesmo assim, meu pai continuaria um “Early Adopter”, pq ele faleceu em 2005, enquanto pretendia começar a trocar todos os DVD’s por discos Blue-Ray… o que pra maioria das pessoas começa a aparecer como “a última novidade”.

Eu não sou uma “Early Adopter” tecnológica.
Meu pai teria um “iPhone” sem dúvida… eu tenho um Motorola recém comprado, o qual pretendo utilizar pelo mesmo tempo do Nokia anterior (uns 05 anos está bom).

Não porque eu não tenha o comprometimento de me afogar em contas para comprar as coisas… Eu tenho, Livraria Cultura e Casa do Artista que o digam… mas eu sinceramente gostava de ter a figura do meu pai como o “Geek Tecnológico da Casa”… era como ser James Bond e só ouvir alguém altamente apaixonada pelas suas bugigangas explicar todas as funcionalidades do equipamento.

Ás vezes acho que não assumir esse papel, é faltar com respeito ao meu pai.
Ás vezes acho que assumir esse papel também é.
E na maioria das vezes, como agora, eu acho mesmo é que sinto muito a sua falta.

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DAS COISAS QUE EU NÃO ENTENDO…

FOTOS ESTILO POODLE.

Você já viu dessas. O MSN e o Orkut estão cheios dessas… fotos em que a pessoa tenta mostrar que pode fazer parte de uma adaptação para o cinema dos quadrinhos dos pescoçudos, ignorando todo o trabalho que sua coluna vertebral coloca em manter a cabeça de pé.

E o culpado nem é o peso da cabeça, já que aparentemente quanto mais cabeça oca é a pessoa, mais dificuldade ela tem de manter a dita ereta!

Ainda estou formulando teorias que possam explicar o fenômeno, entre elas:

  • A pessoa apresenta uma bochecha gigante em apenas um dos lados do rosto. Em uma tentativa de minimizar o possível defeito, ela esmaga a gigantona bochecha no ombro na esperança que ninguém perceba.
  • Acostumada a ser uma pessoa “Sheila, aí amiga!!” que fala ao telefone, lixa as unhas e afaga o gato com o pé ao mesmo tempo, a pessoa só se sente confortável com a sensação que o telefone continua lá, de maneira “sechi” pra caramba apoiado no ombro.
  • A pessoa sofre de “ombrus karentis“… E precisa afagar o dito cujo diversas vezes ao dia, evitando a prescrição de anti-depressivos para o pobre.

Como você pode ver, ainda existe um bom trabalho de investigação para ser feito a respeito das pessoas que inexplicavelmente acham bonito sair nas fotos com a cabeça de Poodle. Fortes indícios sugerem que o fenômeno está relacionado com a capacidade quase inexplicável de se comunicar através de gifs animados piscantes (vulgos emoticons) ao invés de letras organizadas em vocábulos comuns.

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UMA ZEBRA QUE SE AFOGA.

Acabei de fazer o meu ritual de um bom domingo: preparar a agenda da semana. O ritual consiste basicamente de gastar duas horas puxando tempo aqui, esticando tempo alí, me comprometendo com esse e outro compromisso pra no final… Fazer tudo completamente diferente…

Estou cansando disso. Essa suposta classificação de improviso que eu dou à incapacidade de seguir meus planos me custa muito em auto-estima… Odeio essa sensação de sempre estar correndo atrás das coisas, driblando uma coisa para fazer aqui e lá, esperando que no final tudo dê certo. Na maioria das vezes dá, e isso me deixa sempre mais preguiçosa.

Poderia culpar a boa e velha amiga procrastinação. Mas não é. Acho que vou me apropriar do termo “auto-sabotagem” que a minha amiga Marcela gosta mais, em uma versão mais perversa. Já faz um bom tempo que estou assim, e sei que existe algo errado. Os acontecimentos recentes de final de ano que já não podem mais ser citados aqui com tanta liberdade explicam muito. Eu fui e não voltei. Sinceramente, eu já não estava aqui há um bom tempo, mas as coisas só se amplificaram agora.

Se eu não tivesse uma família, amigos, um negócio e pessoas que contam com a minha colaboração, é bem provável que eu estivesse fazendo o arriscado caminho de cura e auto-descobrimento tradicional que envolve a possibilidade real de se perder no caminho, flertando com tudo viciante e compulsivo que normalmente envolvem as pessoas nesses momentos – essa vontade de “se perder para ver se me encontro” sempre está latente. Como tenho todos apoios pessoais, eu fico restrita as maneiras brandas de auto-destruição, como quem corta os pulsos com uma agulha de costura.

E nessa as pessoas próximas é que sofrem… os prazos se alargam, os trabalhos não são feitos, os compromissos são desmarcados e remarcados. Assim como se fosse um vício, acho que eu espero atingir o fundo do poço do que é possível ferrar com a própria vida, pra ver se chego naquele momento mágico em que não existe mais o que você possa descer e ganha certa propulsão pra subir… Mesmo sabendo que a propulsão não vai aparecer, o princípe no cavalo branco também não, e é melhor levantar de mansinho, dar passo após passo porque a subida vai ser a pé e o trajeto é demorado.

Sei que vou me arrepender de escrever tudo isso… principalmente pq sei que alguns amigos que lêem por aqui não resistirão a conversa de “ursinho carinhoso” falando o quanto o mundo é belo, e a felicidade até que existe quando você tem um amigo. E vou ter que escutar silenciosa, sabendo que deve ser assim mesmo pra quem vê a vida em 256 cores em 800 x 600 pixels, que aceita as coisas como ela são, nunca se pergunta se existe mais na vida, e se encaixa na descrição a seguir:

“… Vou ser exatamente como você: emprego, família, a porra da televisão grande, a máquina de lavar, o carro, o CD e o abridor de latas elétrico, boa saúde, roupas confortáveis, bagagem, ternos de três peças, Faça você Mesmo, programas de jogos de auditório, comida de lanchonete, filhos, passeios no parque, das nove às cinco, bom no golfe, lavar o carro, escolha de suéteres, Natal em família, pensão indexada, isenção de impostos, limpeza dos esgotos, seguindo em frente, olhando pra frente, até o dia da sua morte.” (Renton in “Trainspotting”, roteiro de John Hodge)

Cada vez fica mais desconfortável essa sensação de zebra. Que nesse mundo corporativo no qual trabalho, eu sou um cavalo branco de listras pretas, que não consegue ver sentido nesse funcionamento burocratizado, pessoas tapadas, engrenagens criadas apenas para manter a si mesmas… E no mundo que eu orbito de vez em quando, de aspirações “artísticas”, eu sou esse cavalo preto, de listras brancas que não se conforma com tanta falta de organização, profissionalismo, vontade de se organizar de maneira produtiva e disciplinada.

Onde quer que eu esteja, eu não estou no local e tempo correto. E eu não amo mais nada o suficiente pra pelo menos correr para onde meu coração se encontra.

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… vc anda passiva agressiva e seus amigos não lhe compreendem mais?

Vc percebe que a sua passivo-agressividade, aparentemente dirigida e clara, não está funcionando quando quem te magoa pergunta pq você está magoada…

Mas o juramento da passivo-agressividade é claro nesse item… nunca responder com um:
“É CULPA SUA CARAMBA!!!”
… por mais que você morra de vontade de dizer isso.

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Princípe no cavalo branco.


0104, upload feito originalmente por Prix Dekanun.

Onde está esse cara?

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Madrugada.

Eu queria escrever um texto que explicasse como eu me sinto… que explicasse tudo o que estou fazendo e tudo aquilo que não estou fazendo – e porquê… mas está difícil. Ultimamente está difícil colocar qualquer coisa no papel e na sua versão digital… Palavras, rabiscos, ideias…. Qualquer coisa. Certo mesmo só que eu deveria ter feito mais durante o dia, e estar dormindo agora.

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Many Shades of Black

Estudos 1999

Sabe aquelas músicas que se instalam na cabeça e não saem de lá?
Estou me debatendo com uma delas!

Everybody sees
And everyone agrees
That you and I are wrong
And it’s been that way too long


… e para quem visitar o blog, segue a música diretamente do Blip.fm (via rss ou e-mail vc não irá receber… sorry…)

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