Archive for April, 2009

ULULANTE.

… postscript do post anterior:

Sim, e depois de todas os anos de consideração sobre “o que eu realmente gosto de fazer da vida”, vou continuar ignorando – pelo menos por enquanto – que mesmo quando vulcões estão em erupção, o inferno enfrenta uma onda de resfriamento geral e uma xícara gigante de café destrói meu estômago na tentativa de manter acordada, a ÚNICA coisa que eu nunca deixo de fazer é escrever.

Vou ignorar que esse é um comportamento padrão desde que… Eu aprendi a escrever. E que eu faço sinopses de coisas que gostaria de escrever desde os 10 anos de idade, e que seu eu fizer a minha lista das “10 maiores conquistas” quase todas elas estarão ligadas a isso.

Continuarei ignorando, pq se eu ligar os pontos, tudo faz sentido.
E quando você está tentando levar o sem sentido pra frente, isso atrapalha.
É como tentar se animar com um show de mágica, depois de assistir o “Mister M”.

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PASSED THE POINT OF DELERIUM

Existem momentos em que você adquire um bom senso fundamental, um momento de iluminação. Infelizmente, os meus costumam vir nas vésperas de uma madrugada com trabalhos atrasados e seminários para preparar sobre livros que não li.

O momento atual celebra um simples pensamento: WHAT HELL ARE YOU DOING?

Várias coisas contribuem para isso. Estar a 04 meses de completar 29 anos. Estar num quarto, perto da meia noite, com um roteiro para finalizar, um livro para ler, um seminário para preparar… Tudo antes das 06:30 da manhã… Cercada de uma montanha (não é figura de linguagem) de livros que eu não tenho tempo de ler, de filmes que eu não consigo ver e de materiais de pintura que eu não posso usar, com uma pilha de roupas que espera semanas para ser arrumada e uma organização digna de quem sofre de estágio máximo de cluttering.

E então constatar que eu pago um senhor curso de Pintura que eu não consigo freqüentar; uma senhora pós-graduação na qual eu não consigo me aprofundar; tudo isso para ser cobrada por projetos que eu não tenho tempo, fôlego ou capacidade de entregar, gastando desapercebidamente os melhores anos da minha vida para fazer amigos, curtir a vida, tentar formar uma família… E tudo isso pra no final do mês conseguir um salário que qualquer trainee com 10% da minha experiência teria receio em aceitar, acreditando que as coisas um dia vão melhorar (como eu não sei, já que estou me consumindo)…

Veja bem, eu gosto de trabalhar – eu disse gosto. A definição Workaholic não se aplica para mim, pois Workaholics amam trabalhar como loucos… Eu sou uma Guiltaholic, uma viciada em culpa que assume como responsabilidade pessoal muita coisa que… Simplesmente não estou afim de fazer – então eu me debato por horas não trabalhando, mas tentando vencer a última fibra do meu ser que diz “você não nasceu pra isso, e sabe disso” na esperança de finalizar alguma coisa. Eu nunca fui a pessoa que joga o lápis na mesa às 18:00 horas (principalmente porquê eu nunca fui a pessoa que chega às 09:00), mas costumava rolar uma variação de uma hora aí. Hoje em dia eu acordo às seis, tomo uma xícara de café, ligo o computador e… Já não sei de mim… pra chegar até às 02:00 da manhã, ainda sem saber de mim.

Minha saúde, meu peso, minha pouca beleza já foi pro saco.
Minha vida pessoal não existe.
Sonho pra mim é um final de semana que eu faça qualquer coisa sem sentir o coração apertado por algum trabalho atrasado, ou sem sonhar com a bronca de algum cliente.
Os amigos não ligam mais, porque sabem que eu não retorno.

Então eu penso em filmes como “O sol de cada manhã”, “8 Mille” e “Pecado Original”. Tento considerar se não sou a pessoa que simplesmente não assume que essa é sua vida, e procura um lugar mágico em que esse tão sonhado sentido, felicidade e potes de ouro no final do arco-íris existam… Gastando muita energia, cometendo muita auto-sabotagem, sem se dar conta de que… É isso! Não existe nada mais brilhante na cabine três, nem mais maravilhoso embaixo do chapéu amarelo. Mas então porquê o coração nunca se acalma, nunca sossega, e um milhão de vezes se recente com a certeza alheia?

Não estou desesperada, deprimida ou desiludidada. Eu simplesmente estou olhando pra vida como está (ou serão as coisas como são?) e pensando: “Não, não é assim que eu quero!”.

No fundo, sempre parece a vida sacaneando por eu ter deixado de lado tantas coisas que eu não sabia como transformar em forma de ganhar a vida, e simplesmente perceber “Bem, vc está fazendo coisas mais ‘sensatas’, mas continua não ganhando a vida”.

And then I ask myself:
If you’re going down anyway, why aren’t you going your way?

I’m having trouble trying to sleep
I’m counting sheep but running out
As time ticks by
And still I try
No rest for crosstops in my mind
On my own… here we go
My eyes feel like they’re gonna bleed
Dried up and bulging out my skull
My mouth is dry
My face is numb
Fucked up and spun out in my room
On my own… here we go
My mind is set on overdrive
The clock is laughing in my face
A crooked spine
My sense dulled
Passed the point of delerium
On my own… here we go
Green Day – Brain Stew.

Blip.fm.

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Have You Seen This Cat?


Have You Seen This Cat?, upload feito originalmente por Lizzy Stewart.

Fantástico! Vai dizer mais?

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A ÚNICA COISA QUE VOCÊ QUERIA SABER SOBRE A GRIPE SUÍNA, MAS TINHA MEDO DE PERGUNTAR.


Neto, upload feito originalmente por Ângela Cake Designer.

Querida Prix, namoro há anos um palmeirense. Tenho mais chances de contrair a gripe suína?
Prix: Felizmente não querida leitora. Namorar um palmeirense é um sintoma clínico de enfermidade mental, que nada tem há ver com a gripe suína. Além disso, a gripe suína é transmitida através de contato com animais e objetos contaminados, não se constituindo em uma DST.

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BOAS MANEIRAS NO FACEBOOK.


Um vídeo estilo década de 1950 ensinando as boas maneiras no Facebook.
Dica surrupiada de Giga Blog UOL.

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A ONDA – Die Welle

Remake alemão revitaliza obra fundamental para compreender a proliferação do nazismo entre pessoas como eu e você.

No episódio final de Arquivo X, existe uma frase de Fox Mulder que sempre ficou na minha cabeça, embora eu só tenha visto o episódio uma única vez:

“O diabo é só um cara com um plano, mas o mal nasce com a colaboração dos homens”.

Perdão se a citação não estiver exata e a memória tiver falhado. Em todo caso, a essência está aí.

Nas minhas lembranças, a versão original de “A Onda” está, juntamente com “A Ilha das Flores“, entre as obras apresentadas por professores no segundo grau que valeram todo o curso – sem exageros.

Desde então estou procurando sem sucesso uma cópia desse filme americano de 1981, feito para a TV – e aparentemente por aqui também só exibido na TV – ao que indicava a gravação do professor, ainda restrito a programação da madrugada da Globo, quando ainda havia espaço para diferentes formatos por lá. O mais próximo que consegui chegar, foi a essa versão digitalizada no final do texto, diretamente do You Tube – publicada por um usuário que tomou como meta pessoal expor a Cientologia como seita perigosa.

A história do antigo filme gira em torno de um professor de história (Bruce Davison, o Senador Kelly de X-men e X-men 2) que confrontado pelo questionamento dos alunos sobre como o povo alemão permitiu a ocorrência do nazismo, decide mostrar que não houve nada de inacreditável na conduta do povo alemão. Para isso, ele começa a aplicar nos alunos algumas técnicas de condicionamento facista, que desapercebidamente eles abraçam com todo fervor – num crescente de envolvimento que inclui até o professor, admirado com o poder recém adquirido e a violência com que os alunos começam a tratar os dissidentes.

Duas questões sempre estiveram envolvidas para mim na paixão por esse filme: a história da turma do meio, e nosso desespero assumido/negado, mas sempre existente de fazer parte.

A história da turma do meio é a história da massa aparentemente inocente. É a massa que normalmente não vira história, mas por sua passividade torna a história possível. Em filmes com a temática escolar por exemplo, você sempre tem o popular/provocador contra o impopular/vítima – e sempre esquece que essas figuras só são possíveis por conta da imensa massa que se não ajuda a provocar esse tipo de conduta, com certeza não faz nada para evitar a provocação – o filme ajuda a refletir o quanto “não se meter” ou pensar “não é comigo” ajuda normalmente o lado errado.

“Tu sabes,
conheces melhor do que eu
a velha história.
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.”
(Fragmento de: “No caminho, com Maiakóvski – Eduardo Alves da Costa).

A outra observação perversa é constatar o quanto a incapacidade de interagir no mundo de forma independente, de aceitar a própria individualidade, nos torna sucetíveis a abraçar cegamente estruturas normatizadas maiores que nós, permitindo que um conjunto de regras muitas vezes questionáveis nos alivie de questionamentos existenciais básicos que provocam mais desconforto que respostas. Tudo por conta de se sentir fazendo parte de algo, acabar com a sensação de estarmos só. Aqui, é claro, aplicado ao nazismo; mas podemos extrapolar para posicionamentos ideológicos fechados, religiosos, políticos etc.

Ainda não assisti a versão alemã de 2008 – segundo a Superinteressante, o filme chega aos cinemas por aqui em 29/05. Mas nem preciso dizer depois de tudo isso que, por se tratar de um remake alemão sobre o tema, e por todo meu apego sentimental em relação ao original, estou ansiosa para ver o filme.

P.S.: Ordens são ordens? A história acusa Hitler pelo Holocausto, e os EUA pelas bombas atômicas no Japão – mas sozinhos eles não teriam feito nada. Sempre me pergunto como dormiam a noite as pessoas que acionaram as câmaras com gás, ou soltaram as bombas. O que passa pela cabeça de uma pessoa para receber uma ordem dessas e aceitar como “é uma ordem” ao invés de responder “Você é idiota? Está pensando o que?”. Nada, especialmente o mal, é uma obra individual.


Mais informações:

Link
para a página do filme original.
Link
para a página do filme atual.

A onda – Parte 01.

A onda – Parte 02.

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É UM PASSÁRO, É UM AVIÃO? NÃO, É O GLADIADOR DE SHERWOOD!

Algumas figuras míticas, históricas e religiosas carregam junto com elas um ideal de como seriam fisicamente, a despeito das características do povo a que pertenciam e seu tempo – uma leve distorção que qualquer cristão e/ou historiador está acostumado a lidar.

No caso de Robin Hood, a culpa pode ser creditada a Errol Flynn, Kevin Costner, Cary Elwes etc… Em todas as mais de 100 representações que o herói recebeu no cinema, na TV, em peças de teatro e até em filmes adultos, é difícil descolar Robin Hood de um lookPeter Pan“.

Mas alguns looks são ainda mais difíceis de descolar. Se eu não tivesse visto essa foto no blog da Ana Maria Bahiana, e depois no IMDB, juraria que era alguma montagem com imagens do Gladiador.

Nenhuma dúvida na capacidade de Russell Crowe, ou na parceria Crowe/Ridley Scott em encontrar algo novo em um mundo tão revisitado. Ainda acredito que faça parte de uma tentativa de tirar a imagem estereotipada de Robin Hood da cabeça do público, como já é feito há três temporadas na série britânica “Robin Hood“.

Mas não custa esperar que essas novas tentativas de tirar mais água do mesmo poço se refletissem em uma real transformação. Pode ser até que esse seja um novo look para o personagem. Mas para o ator em questão, é pegar a esteira do próprio sucesso – merecido, mas tão pouco original.

P.S.: Ele está usando Jeans em pleno século XIII???

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PERDIDO NO ESPAÇO.

Segundo o Canal “Grande Prêmio” do IG:

Barrichello paga US$ 200 mil para realizar sonho de ir ao espaço!

Essa notícia você pode ter visto…
Mas em breve, caso você colabore com o meu fundo recém criado, poderá tornar a seguinte realidade:?

Priscilla paga U$ 400 mil para manter Barrichello no espaço!

E aí, colaborações?

(via @marcelotas)

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MONSTROS VS. ALIENÍGENAS.

“Nova possibilidade mercadológica”. “Nova fronteira do cinema”. “Nova chance para um mercado em contração”. Depois de algumas aulas sobre crítica de arte na pós, especialmente cinema, não faltam termos que possam ser ligados ao que significa o cinema 3D para a indústria cinematográfica hoje em dia.

Ainda olho para o tema meio desconfiada. Acrescente ao 3D cheiros e sensações, e você terá o “Cinema Sensível” de “Admirável Mundo Novo“. Junte a mega tela que nos cerca no Imax, e temos a sala “da família” de “Fahrenheit 451“. Mas estou avançando demais… Ainda não dá para levantar esse tipo de discussão com o cinema 3D que se apresenta. Ainda estamos na fase do exercício de ver “olha, isso salta mesmo da tela, não é legal?” do que em ver uma modificação da linguagem cinematográfica pensando já na experiência de uma sessão 3D – que me corrija quem já viu “O Dia dos Namorados Macabro“.

A discussão ainda está no nível dos proprietários de salas de cinema, e quanto do maquinário eles conseguirão atualizar e quanto eles conseguirão cobrar pela experiência 3D.

Monstros vs. Alienígenas foi a minha segunda experiência com esse tipo de cinema depois do surgimento das salas 3D, seguindo Coraline. Antes disso, fora do Hopi Hari, eu só hávia tido uma péssima experiência com “Pequenos Espiões 3D” e seus óculos vermelhos e azuis que mais tornavam a imagem psicodélica do que tridimensional.

Coraline foi um ótimo desenho infantil de terror (como os contos de fadas da Disney infelizmente deixaram de ser há muito tempo), com uma tímida incursão com alguns elementos 3D. Já “Monstros” foi uma empreitada um pouco melhor – mas ainda tímida – nas possibilidades do 3D, que infelizmente esqueceu a outra parte… Esse negócio superficial sabe, chamado… Roteiro. Nada que fãs da Dreamworks Animation possam notar no entanto… Digno de filmes como Shrek, Kung Fu Panda, Madagascar etc. Somente não é um filme da Pixar

O que eu acho mais interessante é que o posicionamento da Dreamworks é fazer filmes infantis, exclusivos para crianças. Ela não se preocupa em oferecer leituras mais profundas para outras idades, são as crianças que tem que gostar – os pais e acompanhantes no máximo simpatizar e suportar. Até aí, ótimo: posicionamento é posicionamento. Eu só gostaria de entender porque em qualquer filme da Pixar, as crianças ficam silenciosas até o fim, mandando calar a boca de quem fala em momentos inapropriados, e em filmes da Dreamworks elas dispersam, saem mais cedo e são incapazes de prestar atenção depois da metade do desenho… Suspeito que a Dreamworks faz mesmo filmes para crianças, mas não para aquelas que vão ao cinema.

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QUE LIVRO É VOCÊ?

Teste simpático para descobrir “Se você fosse um livro nacional, qual livro seria? Um best-seller ultrapopular ou um relato intimista?”.

Segundo o próprio, eu sou “A paixão segundo GH”, de Clarice Lispector”. Confira a descrição abaixo pra ver se bate, e faça você mesmo o teste.

Dica via (@tarsila)

“A paixão segundo GH”, de Clarice Lispector

Você é daqueles sujeitos profundos. Não que se acham profundos – profundos mesmo. Devido às maquinações constantes da sua cabecinha, ao longo do tempo você acumulou milhões de questionamentos. Hoje, em segundos, você é capaz de reconsiderar toda a sua existência. A visão de um objeto ou uma fala inocente de alguém às vezes desencadeiam viagens dilacerantes aos cantos mais obscuros de sua alma. Em geral, essa tendência introspectiva não faz de você uma pessoa fácil de se conviver. Aliás, você desperta até medo em algumas pessoas. Outras simplesmente não o conseguem entender.

Assim é também “A paixão segundo GH”, obra-prima de Clarice Lispector amada-idolatrada por leitores intelectuais e existencialistas, mas, sejamos sinceros, que assusta a maioria. Essa possível repulsa, porém, nunca anulará um milésimo de sua força literária. O mesmo vale para você: agrada a poucos, mas tem uma força única.

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