Arquivo para June, 2009
Tremer
Postado por Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ on June 28th, 2009
Então eu olho em sua direção,
Mas você não me dá atenção, dá?
Eu sei que você não me escuta,
Porque você diz que vê direto através de mim, não diz?
Mas agora e novamente,
Do momento em que eu acordo, ao momento em que eu durmo,
Estarei ao seu lado, apenas tente me deter,
Estarei esperando na linha de tiro, apenas pra ver se você se importa.
Oh…
Você queria que eu mudasse?
Mas eu mudei para sempre,
E eu quero que você saiba que sempre consegue as coisas do seu jeito,
E eu queria dizer…
Não trema,
Trema,
Canto alto e claro,
Eu sempre estarei esperando por você!
Então você sabe o quanto preciso de você,
Mas você nunca me enxerga, não é?
E essa é a minha última chance de conseguir você?
Mas agora e novamente,
Do momento em que eu acordo, ao momento em que eu durmo,
Estarei ao seu lado, apenas tente me deter,
Estarei esperando na linha de tiro, apenas pra ver se você se importa, se se importa.
Oh…
Você queria que eu mudasse?
Mas eu mudei para sempre,
E eu quero que você saiba que sempre consegue as coisas do seu jeito,
E eu queria dizer…
Não trema,
Trema,
Canto alto e claro,
Eu sempre estarei esperando por você!
Sim, eu sempre estarei esperando por você!
Sim, eu sempre estarei esperando por você!
Sim, eu sempre estarei esperando por você, por você…
Eu sempre estarei esperando…
E é você, eu vejo mas você não me vê
E é você, eu escuto tão alto e tão claro,
Eu canto tão alto e claro,
E eu sempre estarei esperando…
Então eu olho em sua direção,
Mas você não me dá atenção
E você sabe quanto preciso de você
Mas você nunca me enxerga
***********
Tradução livre da música “Shiver” do Coldplay. Estou tentando avaliar o ditado que “quem canta, seus males espanta” mas até agora a coisa certa é que meu subconsciente não concorda com limpezas do meu MSN. É a revolta do Id.
DREAMS, freaking dreams!
Postado por Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ on June 28th, 2009
“Man, it takes a silly girl to lie about the dreams she has.Lord, it takes a lonely one to wish that she had never dreamt at all.”
- Dashboard Confessional.
Uma vez, ou melhor, muitas vezes, de tempos em tempos a garota se pega em sonhos inevitáveis, sonhos “compensatórios”…
“Em sonhos compensatórios aspectos de arquétipos que não são bem desenvolvidos na vida do cotidiano da pessoa que sonha são expressos.” http://tinyurl.com/krmfmc
Quando isso acontece, é impossível não acordar abalada… Ela sempre sonha sonhos em preto e branco, mas isso nunca tornou impossível que esses sonhos fossem vivenciados da maneira mais real possível. Aí o sonho é bom, as coisas são felizes, tudo dá certo mas… ela acorda, e vê que não é nada daquilo… E pior, passou o sonho inteiro acreditando que seria maravilhoso o que ela fica repetindo sempre pra si mesma que não é nada daquilo que ela quer – e poderia novamente se convencer que a vida é assim, afinal “foi apenas um sonho”.
Ah, o inferno que é desejar quem não te quer!
Gastar energia pra esquecer quem não se lembra de você!
PLANO B.
Postado por Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ on June 26th, 2009
A situação não é nova. Já passei por ela diversas vezes. O que surpreende no caso, é a minha capacidade de me colocar na mesma situação, mais uma vez.
Deve ser efeito do excesso de HQ, desenhos animados e filmes americanos. A mocinha da história – gosto de pensar que sou eu – acredita que o único caminho para a felicidade e satisfação, é o de “batalhar por algo”. Então ela não escolhe o caminho das coisas que são, ela escolhe o caminho do que pode ser.
Para uma pessoa normal – que a mocinha costuma taxar de mediana – não tem isso. A pessoa quer cantar, vai ser música. Quer desenhar, vai ser ilustrador. Quer fazer filmes, compra uma câmera e vai fazer projetinhos. Mas isso para a mocinha é simples demais: a pessoa está crua, sem preparo, e muitas vezes troca o almoço pra pagar a janta. A mocinha parte do princípio que isso não é vida.
A vida, está na batalha. Então a mocinha escolhe uma coisa que não é bem o que ela gostaria – não é nada como aquilo que ela gostaria, para nenhuma outra pessoa que não ela; mas ela “vê a matrix” das semelhanças e habilidades transferíveis, e então se satisfaz com as semelhanças. Para ela, o caminho é lógico: dê duro nisso hoje, alcance uma proficiência nisso amanhã, e quando você dominar esse mundo na outra semana, aí sim, você vai estar em condições (financeiras, psicológicas e de vida) de realizar aquilo que queria fazer… Aquilo que nem é seu plano B, por que o plano B é isso mesmo que ela vive hoje.
… Mas esse dia, nunca chega.
A mocinha conhece sua parcela de culpa nisso. Mas a maior parte da sua culpa, é se manter em situações semelhantes e que tiram o mesmo dela diversas vezes…
Ela acredita nas proibições paternas relacionadas a sua adolescência, só pra perceber depois que poderia ter se revoltado – era parte do processo – dribá-las, e realmente viver.
Ela acredita que dedicar dois anos de trabalho a uma grande empresa financeira, embora não seja o seu sonho de vida vai lhe dar os meios de fazer o que quer.
Ela acredita no chefe que mostra todos os pontos que ela ainda tem que aprender a vencer antes de assumir mais responsabilidade, ganhar mais dinheiro e executar mais funções que realmente lhe agradem.
Ela acredita no sócio que diz que trabalhar 90% no que ela já havia dito pra começo de conversa que não queria mais, é passageiro, é fase necessária e que um dia tudo vai melhorar.
Ela acredita no namorado (agora ex) que as coisas são dificeis, o tempo é escasso e que o amor deles é o mais importante.
Tudo por que ela acredita na batalha.
E acredita que a tão sonhada satisfação, um dia chega…
E aí a adolescência passa e as oportunidades se foram…
Dois anos se passam e sua alma se foi e nada ajudou em nada…
O chefe muda de foco e descarta seus anos de batalha como se fossem pó…
O sócio se vê cada vez mais feliz e próspero na vida nada relacionada a sociedade..
O namorado desaparece no mundo como se nunca tivesse existido.
E a satisfação, que nunca foi pra hoje, claramente não é para amanhã também.
Por que a felicidade que ela comprou à prazo, os outros sempre compraram à vista.
Por isso que me dá vontade de matar sempre quando eu vejo alguém optando pela escolha “mais sensata”. Pessoas que querem profissões “seguras” quando queriam estar fazendo uma coisa totalmente diferente, que fazem questão de ter um “plano B”.
Segurança não é certeza.
Segurança não é satisfação.
E o plano B na verdade não serve de nada!
Como eu sei?
EU VIVO MEU PLANO B.
Sem paciência.
Postado por Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ on June 25th, 2009
Em alguns dias, como hoje (seja hoje que dia for, já que faz tempo que eu não durmo na madrugada) dá vontade de demitir todo mundo e me comprometer única e exclusivamente com aquilo que eu posso produzir sem ajuda de ninguém.
Odeio estar desesperada para finalizar um trabalho, pedir ajuda, e acabar com um trabalho porco que precisa ser refeito.
Especialmente quando a pessoa já faz isso há tempo suficiente para os erros que comete.
Café e Televisão… ou Chá e YouTube.
Postado por Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ on June 23rd, 2009
Não é impressão minha: os grandes questionamentos de vida sempre surgem as 17:00 horas, toda vez que você se dá conta de que há muito trabalho pela frente. É nesses momentos em que você se pergunta “por que mesmo está fazendo isso” e se não seria mais fácil e gratificante tentar vender sanduiches na praia.
É nessas horas que você se pega pensando porque não dedicou mais tempo aquelas coisas que você gosta tanto… Talvez, se tivesse ido por aí, hoje em dia estaria fazendo exatamente essa coisa que lhe dava tanto prazer (mesmo que em momentos de folga você procrastine até a última gota da sua preguiça fazer essas mesmas coisas) – mas elas nunca são tão tentadoras, nem tão difíceis de ser deixadas de lado que quando você tem muito mais a fazer.
Para piorar, ando querendo “pedir pra sair” mesmo! De nenhum lugar específico, mas do ritmo que as coisas estão. Eu quero acordar e dormir em uma hora civilmente aceitável. Quero chegar no horário certo no trabalho, e sair no horário mais certo ainda. Passear nos lugares que costumava gostar de ir, ver os amigos para bater papo furado, ou simplesmente ficar em casa com 02 toneladas de creme facial relaxando.
Quero ter espaço suficiente pra equalizar alguém além de mim nessa vida, sem que qualquer contratempo signifique um abalo sísmico nas atividades que estão sendo realizadas. Eu sei que atualmente estou passando por uma “fase de luto”, mas não tenho tido a possibilidade de enlutar para desencanar.
Hoje, diante de um daqueles trabalhos que prostram como montanhas na sua frente, eu só consigo pensar que eu daria tudo pra terminar ele o mais rápido possível. Para voltar a um ritmo normal, ou pelo menos natural. Eu não tenho mais o pique – e nem quero mais ter – para noites viradas em busca de colocar o trabalho em ordem.
Eu quero uma vida. Separada e dividida de todo resto. Com possibilidades…
Atualmente, só a canseira de ir levando.
Do you feel like a chain store?
Practically floored
One of many zeros
Kicked around bored
Your ears are full but your empty
Holding out your heart
To people who never really
Care how you areSo give me coffee and tv easily
Ive seen so much
Im goin blind
And Im braindead virtually
Sociability
Its hard enough for me
Take me away form this big bad world
And agree to marry me
So we can start all over again(Coffee and TV, Blur)











