Archive for June, 2009

Tremer

Então eu olho em sua direção,
Mas você não me dá atenção, dá?
Eu sei que você não me escuta,
Porque você diz que vê direto através de mim, não diz?

Mas agora e novamente,
Do momento em que eu acordo, ao momento em que eu durmo,
Estarei ao seu lado, apenas tente me deter,
Estarei esperando na linha de tiro, apenas pra ver se você se importa.

Oh…
Você queria que eu mudasse?
Mas eu mudei para sempre,
E eu quero que você saiba que sempre consegue as coisas do seu jeito,
E eu queria dizer…

Não trema,
Trema,
Canto alto e claro,
Eu sempre estarei esperando por você!

Então você sabe o quanto preciso de você,
Mas você nunca me enxerga, não é?
E essa é a minha última chance de conseguir você?

Mas agora e novamente,
Do momento em que eu acordo, ao momento em que eu durmo,
Estarei ao seu lado, apenas tente me deter,
Estarei esperando na linha de tiro, apenas pra ver se você se importa, se se importa.

Oh…
Você queria que eu mudasse?
Mas eu mudei para sempre,
E eu quero que você saiba que sempre consegue as coisas do seu jeito,
E eu queria dizer…

Não trema,
Trema,
Canto alto e claro,
Eu sempre estarei esperando por você!

Sim, eu sempre estarei esperando por você!
Sim, eu sempre estarei esperando por você!
Sim, eu sempre estarei esperando por você, por você…
Eu sempre estarei esperando…

E é você, eu vejo mas você não me vê
E é você, eu escuto tão alto e tão claro,
Eu canto tão alto e claro,
E eu sempre estarei esperando…

Então eu olho em sua direção,
Mas você não me dá atenção
E você sabe quanto preciso de você
Mas você nunca me enxerga

***********

Tradução livre da música “Shiver” do Coldplay. Estou tentando avaliar o ditado que “quem canta, seus males espanta” mas até agora a coisa certa é que meu subconsciente não concorda com limpezas do meu MSN. É a revolta do Id.

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DREAMS, freaking dreams!

3216655104_7f91aed878“Man, it takes a silly girl to lie about the dreams she has.
Lord, it takes a lonely one to wish that she had never dreamt at all.”
- Dashboard Confessional.

“Silly, silly, fucking stupid dreamer!”

Uma vez, ou melhor, muitas vezes, de tempos em tempos a garota se pega em sonhos inevitáveis, sonhos “compensatórios”…

Em sonhos compensatórios aspectos de arquétipos que não são bem desenvolvidos na vida do cotidiano da pessoa que sonha são expressos.” http://tinyurl.com/krmfmc

Quando isso acontece, é impossível não acordar abalada… Ela sempre sonha sonhos em preto e branco, mas isso nunca tornou impossível que esses sonhos fossem vivenciados da maneira mais real possível. Aí o sonho é bom, as coisas são felizes, tudo dá certo mas… ela acorda, e vê que não é nada daquilo… E pior, passou o sonho inteiro acreditando que seria maravilhoso o que ela fica repetindo sempre pra si mesma que não é nada daquilo que ela quer – e poderia novamente se convencer que a vida é assim, afinal “foi apenas um sonho”.

Ah, o inferno que é desejar quem não te quer!

Gastar energia pra esquecer quem não se lembra de você!

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PLANO B.

Não, o Plano B nem sempre é uma saída.

Não, o Plano B nem sempre é uma saída. CC by infrogmation

A situação não é nova. Já passei por ela diversas vezes. O que surpreende no caso, é a minha capacidade de me colocar na mesma situação, mais uma vez.

Deve ser efeito do excesso de HQ, desenhos animados e filmes americanos. A mocinha da história – gosto de pensar que sou eu – acredita que o único caminho para a felicidade e satisfação, é o de “batalhar por algo”. Então ela não escolhe o caminho das coisas que são, ela escolhe o caminho do que pode ser.

Para uma pessoa normal – que a mocinha costuma taxar de mediana – não tem isso. A pessoa quer cantar, vai ser música. Quer desenhar, vai ser ilustrador. Quer fazer filmes, compra uma câmera e vai fazer projetinhos. Mas isso para a mocinha é simples demais: a pessoa está crua, sem preparo, e muitas vezes troca o almoço pra pagar a janta. A mocinha parte do princípio que isso não é vida.

A vida, está na batalha. Então a mocinha escolhe uma coisa que não é bem o que ela gostaria – não é nada como aquilo que ela gostaria, para nenhuma outra pessoa que não ela; mas ela “vê a matrix” das semelhanças e habilidades transferíveis, e então se satisfaz com as semelhanças. Para ela, o caminho é lógico: dê duro nisso hoje, alcance uma proficiência nisso amanhã, e quando você dominar esse mundo na outra semana, aí sim, você vai estar em condições (financeiras, psicológicas e de vida) de realizar aquilo que queria fazer… Aquilo que nem é seu plano B, por que o plano B é isso mesmo que ela vive hoje.

… Mas esse dia, nunca chega.

A mocinha conhece sua parcela de culpa nisso. Mas a maior parte da sua culpa, é se manter em situações semelhantes e que tiram o mesmo dela diversas vezes…

Ela acredita nas proibições paternas relacionadas a sua adolescência, só pra perceber depois que poderia ter se revoltado – era parte do processo – dribá-las, e realmente viver.

Ela acredita que dedicar dois anos de trabalho a uma grande empresa financeira, embora não seja o seu sonho de vida vai lhe dar os meios de fazer o que quer.

Ela acredita no chefe que mostra todos os pontos que ela ainda tem que aprender a vencer antes de assumir mais responsabilidade, ganhar mais dinheiro e executar mais funções que realmente lhe agradem.

Ela acredita no sócio que diz que trabalhar 90% no que ela já havia dito pra começo de conversa que não queria mais, é passageiro, é fase necessária e que um dia tudo vai melhorar.

Ela acredita no namorado (agora ex) que as coisas são dificeis, o tempo é escasso e que o amor deles é o mais importante.

Tudo por que ela acredita na batalha.
E acredita que a tão sonhada satisfação, um dia chega…

E aí a adolescência passa e as oportunidades se foram…
Dois anos se passam e sua alma se foi e nada ajudou em nada…
O chefe muda de foco e descarta seus anos de batalha como se fossem pó…
O sócio se vê cada vez mais feliz e próspero na vida nada relacionada a sociedade..
O namorado desaparece no mundo como se nunca tivesse existido.

E a satisfação, que nunca foi pra hoje, claramente não é para amanhã também.
Por que a felicidade que ela comprou à prazo, os outros sempre compraram à vista.
Por isso que me dá vontade de matar sempre quando eu vejo alguém optando pela escolha “mais sensata”. Pessoas que querem profissões “seguras” quando queriam estar fazendo uma coisa totalmente diferente, que fazem questão de ter um “plano B”.

Segurança não é certeza.
Segurança não é satisfação.
E o plano B na verdade não serve de nada!
Como eu sei?
EU VIVO MEU PLANO B.

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Sem paciência.

Em alguns dias, como hoje (seja hoje que dia for, já que faz tempo que eu não durmo na madrugada) dá vontade de demitir todo mundo e me comprometer única e exclusivamente com aquilo que eu posso produzir sem ajuda de ninguém.

Odeio estar desesperada para finalizar um trabalho, pedir ajuda, e acabar com um trabalho porco que precisa ser refeito.

Especialmente quando a pessoa já faz isso há tempo suficiente para os erros que comete.

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Café e Televisão… ou Chá e YouTube.

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Não é impressão minha: os grandes questionamentos de vida sempre surgem as 17:00 horas, toda vez que você se dá conta de que há muito trabalho pela frente. É nesses momentos em que você se pergunta “por que mesmo está fazendo isso” e se não seria mais fácil e gratificante tentar vender sanduiches na praia.

É nessas horas que você se pega pensando porque não dedicou mais tempo aquelas coisas que você gosta tanto… Talvez, se tivesse ido por aí, hoje em dia estaria fazendo exatamente essa coisa que lhe dava tanto prazer (mesmo que em momentos de folga você procrastine até a última gota da sua preguiça fazer essas mesmas coisas) – mas elas nunca são tão tentadoras, nem tão difíceis de ser deixadas de lado que quando você tem muito mais a fazer.

Para piorar, ando querendo “pedir pra sair” mesmo! De nenhum lugar específico, mas do ritmo que as coisas estão. Eu quero acordar e dormir em uma hora civilmente aceitável.  Quero chegar no horário certo no trabalho, e sair no horário mais certo ainda. Passear nos lugares que costumava gostar de ir, ver os amigos para bater papo furado, ou simplesmente ficar em casa com 02 toneladas de creme facial relaxando.

Quero ter espaço suficiente pra equalizar alguém além de mim nessa vida, sem que qualquer contratempo signifique um abalo sísmico nas atividades que estão sendo realizadas. Eu sei que atualmente estou passando por uma “fase de luto”, mas não tenho tido a possibilidade de enlutar para desencanar.

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Hoje, diante de um daqueles trabalhos que prostram como montanhas na sua frente, eu só consigo pensar que eu daria tudo pra terminar ele o mais rápido possível. Para voltar a um ritmo normal, ou pelo menos natural.  Eu não tenho mais o pique – e nem quero mais ter – para noites viradas em busca de colocar o trabalho em ordem.

Eu quero uma vida. Separada e dividida de todo resto. Com possibilidades…

Atualmente, só a canseira de ir levando.

Do you feel like a chain store?
Practically floored
One of many zeros
Kicked around bored
Your ears are full but your empty
Holding out your heart
To people who never really
Care how you are

So give me coffee and tv easily
Ive seen so much
Im goin blind
And Im braindead virtually
Sociability
Its hard enough for me
Take me away form this big bad world
And agree to marry me
So we can start all over again

(Coffee and TV, Blur)

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Amor

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Estou com saudade do amor.

Além de estar apaixonada…

Além de esperar por reencontrar esse alguém…

Além de estar feliz…

Saudade de olhar pra frente e acreditar que existe algo de bom me esperando.

Saudade de acreditar no futuro e em outra pessoa.

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Rubinho em êxtase

Ai, que gostoso!

Ai, que gostoso!

Eu poderia (facilmente) zoar essa foto!

Mas nesses dias estou escolhendo não chutar cachorro morto.

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NO DOS OUTROS É REFRESCO…

jornalismo

O assunto é extenso, e seria leviano comentá-lo na amplitude necessária praticamente a uma da manhã, quando todo o meu fôlego se foi – Assim como é leviano comparar o jornalista a um cozinheiro… Mas em resumo: a notícia me deixa feliz.

Estou estudando jornalismo na pós. Comunicação jornalística, com habilitação em jornalismo multimídia. A maior parte das minhas aulas acaba girando em torno de todas “as possibilidades jornalísticas” existentes para os profissionais. Muito interessante mas… A real impressão que tenho ao observar as aulas, é de ver um bando de gente com reserva de mercado garantido pelo seu diploma, tentando descobrir como ser mais artístico, mais literário, mais criativo, mais inovador. Lindo não é mesmo? É sim…

Mas já que o Jornalista quer ser artista, escritor, ator, profissional de web, animador de festa e tudo o mais que sonha, nada mais justo que os que se interessam pela sua área possam exercer a profissão.

Replicando o comentário de uma amiga:

Jornalistas, vão se catar: o dia que algum curso de comunicação formar alguém de verdade eu mudo de sexo. @tarsila

Estudo é fundamental, mas não venham tentar me convencer que o curso de Jornalismo é o único curso existente que é tão perfeito e fundamental, que sem ele ninguém possa exercer a profissão.

… continuo em breve…

Primeiro vou esperar minha aula de sábado para verificar os ânimos exaltados, e ver se acontece algum quebra-quebra.

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MY BITTER VALENTINE

Há alguns anos atrás eu tive que fazer uma “mix-tape” de dia dos namorados… em CD, é claro… Hoje em dia acho que seria um mix MP3 player…  Foi uma dificuldade tremenda, relacionamento no inicio, você tem no máximo 02 a 03 músicas que lembram a pessoa sinceramente – por que nessas coisas não vale colocar “música romântica” sem motivo – presente de dia dos namorados genérico é o fim.

Anos se passaram, e aqui estou eu (sem disposição alguma para o dia em questão). Então só de birra com aquele gordinho de flechas que parece ter escolhido como objetivo de vida me sacanear, eu resolvi fazer um “mix-cd às avessas”. Cada música, presente especialmente para a situação, algumas por um versinho ou par de versos precisos que explicam tudo.

Não foi difícil chegar ao limite de 20 músicas! Na verdade foi é difícil respeitar o limite, e acabamos com apenas 19 pra não estourar o limite de 02 minutos do CD. Pelo que parece, quando você conhece a fundo o presenteado e suas dores, é bem mais fácil.

Segue a coleção:

 capa
  1. Você pode ir na janela – Gram.
  2. You’ve got her in your pocket – The White Stripes.
  3. The importance of being idle – Oasis.
  4. Violet Hill – Coldplay.
  5. Sonnet – The Verve.
  6. Running up that Hill – Placebo.
  7. Monkey Gone to heaven – Pixies.
  8. Can’t stand me now – The Libertines.
  9. For reasons unknown – The Killers.
  10. There there – Radiohead.
  11. The Child Is Gone – Fiona Apple.
  12. Superman – Stereophonics.
  13. In Repair – John Mayer.
  14. I am the highway – Audioslave.
  15. Brain Stew – Green Day.
  16. Outsiders – Franz Ferdinand.
  17. Perhaps, perhaps, perhaps – Cake.
  18. My favourite game – The Cardigans.
  19. I’m a terrible person – Rooney.

Sim! Nerd que é Nerd faz até a capinha!

Feliz dia dos namorados para quem deu mais sorte esse ano!

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A BALADA DO DESPEDAÇADO.

Love & Shopping in Milano
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O dia dos namorados está chegando… E eu estarei só nesse dia, por W.O. Já passei pela fase de depressão relacionada; e agora eu fico mesmo escutando as músicas que acalmam:

“Se não vai
Não desvie a minha estrela
Não desloque a linha reta”

(Você pode ir na Janela, Gram – letra aqui)

Posso lhes dizer um número absurdo de desvantagens de estar só nessa data, para quem já estava acostumada a passá-la acompanhada, até quando as coisas se tornaram escassas… Mas dessas desvantagens quase todo mundo já foi vítima – e sem querer ser pessimista, se ainda não foi, será!

Mas existem também as vantagens… São poucas, válidas de vez em quando, e animadoras em momentos escassos… Mas existem. A principal delas, é que quando se experimenta um vazio interior, essa é a melhor hora de colocar algo pra dentro (ou relembrar o que foi esquecido); mesmo que não seja pra viver a mesma paixão de outras horas.

“…Do que eu preciso é lembrar, me ver
Antes de te ter e de ser teu
O que eu queria, o que eu fazia, o que mais?
Que alguma coisa a gente tem que amar, mas o quê?
Não sei mais”

(Condicional, Los Hermanos – letra aqui)

É verdade que eu tenho medo. Eu não tenho muita experiência em não relacionar a vida a uma grande paixão. Em 90% das vezes uma paixão impossível, em 10% o possível de uma paixão… Mas sempre apaixonada, e sempre acreditando que o perfeito, o ideal, o “the one” estava na esquina que eu ia virar, no próximo compromisso que eu ia ter, em um sem número de possibilidades.

O que mudou agora, é que eu não acredito mais nisso.

A cynic is not merely one who reads bitter lessons from the past, he is one who is prematurely disappointed in the future.
- Sidney J. Harris

Não há como ficar genuinamente triste se você acredita que nem toda panela tem sua tampa. Não há como brigar com o céu e a terra se é algo a que qualquer inteliz está sujeito. Mesmo assim, há possibilidades. Milhares de vezes eu acreditei na magia das coisas possíveis, e milhares de vezes mais uma essas coisas me deixaram na mão. Pra tudo eu esperei um momento mágico, uma sensação que queimasse dos dedos do pé até o último fio de cabelo que estava realizando as escolhas certas – e mesmo assim tudo sempre decepcionou.

Se é tudo assim o que fica? O que eu vejo de tão bom em tudo isso? Eu vejo que se “está perdido, perdido está”. Medo de errar e ser infeliz? De ficar triste? De me decepcionar? Das coisas não serem o que eu imagino? Isso tudo já o é… E uma curiosidade meio masoquista acaba empurrando pra vida: tentar ver se podia ser pior.

Não penso mais no futuro
É tudo imprevisível
Posso morrer de vergonha
Mas eu ainda estou vivo

(Perplexo, Os Paralamas do Sucesso – letra aqui)

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