O dia dos namorados está chegando… E eu estarei só nesse dia, por W.O. Já passei pela fase de depressão relacionada; e agora eu fico mesmo escutando as músicas que acalmam:
“Se não vai
Não desvie a minha estrela
Não desloque a linha reta”(Você pode ir na Janela, Gram – letra aqui)
Posso lhes dizer um número absurdo de desvantagens de estar só nessa data, para quem já estava acostumada a passá-la acompanhada, até quando as coisas se tornaram escassas… Mas dessas desvantagens quase todo mundo já foi vítima – e sem querer ser pessimista, se ainda não foi, será!
Mas existem também as vantagens… São poucas, válidas de vez em quando, e animadoras em momentos escassos… Mas existem. A principal delas, é que quando se experimenta um vazio interior, essa é a melhor hora de colocar algo pra dentro (ou relembrar o que foi esquecido); mesmo que não seja pra viver a mesma paixão de outras horas.
“…Do que eu preciso é lembrar, me ver
Antes de te ter e de ser teu
O que eu queria, o que eu fazia, o que mais?
Que alguma coisa a gente tem que amar, mas o quê?
Não sei mais”(Condicional, Los Hermanos – letra aqui)
É verdade que eu tenho medo. Eu não tenho muita experiência em não relacionar a vida a uma grande paixão. Em 90% das vezes uma paixão impossível, em 10% o possível de uma paixão… Mas sempre apaixonada, e sempre acreditando que o perfeito, o ideal, o “the one” estava na esquina que eu ia virar, no próximo compromisso que eu ia ter, em um sem número de possibilidades.
O que mudou agora, é que eu não acredito mais nisso.
A cynic is not merely one who reads bitter lessons from the past, he is one who is prematurely disappointed in the future.
- Sidney J. Harris
Não há como ficar genuinamente triste se você acredita que nem toda panela tem sua tampa. Não há como brigar com o céu e a terra se é algo a que qualquer inteliz está sujeito. Mesmo assim, há possibilidades. Milhares de vezes eu acreditei na magia das coisas possíveis, e milhares de vezes mais uma essas coisas me deixaram na mão. Pra tudo eu esperei um momento mágico, uma sensação que queimasse dos dedos do pé até o último fio de cabelo que estava realizando as escolhas certas – e mesmo assim tudo sempre decepcionou.
Se é tudo assim o que fica? O que eu vejo de tão bom em tudo isso? Eu vejo que se “está perdido, perdido está”. Medo de errar e ser infeliz? De ficar triste? De me decepcionar? Das coisas não serem o que eu imagino? Isso tudo já o é… E uma curiosidade meio masoquista acaba empurrando pra vida: tentar ver se podia ser pior.
Não penso mais no futuro
É tudo imprevisível
Posso morrer de vergonha
Mas eu ainda estou vivo(Perplexo, Os Paralamas do Sucesso – letra aqui)

