Archive for August, 2009
“Só mesmo morto eu descanso…”
Posted by Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ on 31/08/2009
Legionária desde a pré-adolescência, eu costumava tomar o versinho acima com uma pitadinha de orgulho.
Épocas Federandas, o “só mesmo morto eu descanso” era retirado de seu sentido original para algo como “só se eu estiver morta paro de fazer tanta coisa”, orgulhosa da quantidade de coisas que eu conseguia dar conta.
Os anos passaram, eu me aperfeiçoei nesse negócio de suportar o que não estou gostando por um período fora do normal. Mas hoje em dia, o verso tomou o seu sentido pretendido.
Péssima essa sensação de que só vão te dar sossego se você cair dura de vez.
MONEY GIRL.
Posted by Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ on 30/08/2009
Mais um domingo assim. Menos um domingo de vida. Na maioria das vezes eu esqueço a falta de respeito que é deixar a vida passar assim despercebida. Pela satisfação pessoal – ou insatisfação pessoal – ser um assunto constante, de vez em quando eu assumo ares de quem não tem direito em continuar se sentindo assim “em busca”. Nessas vezes dá vontade de olhar no espelho e dizer “Pare de choramingar! Engula e siga em frente”. Mas o fato é: eu me conheço melhor do que gostaria de conhecer. Eu sei que um dia – e hoje em dia mais em breve do que eu costumava pensar – vou olhar pra trás e lamentar o tempo gasto simplesmente não sendo feliz.
Houve uma época em empresa passada, no mesmo ramo de atividade, em que eu simplesmente não conseguia chegar no horário. Até aí, parece normal… Mas não era. Eu não saia atrasada, eu saia com tempo suficiente para chegar no horário. Eu simplesmente não conseguia ir. Eu deixava vários ônibus passarem, vários metrôs passarem e nunca conseguia fazer uma caminhada de 05 minutos em menos de 15 porque eu simplesmente não conseguia andar. Para andar era preciso por um pé na frente no outro, e para que isso fosse feito eu simplesmente precisava dizer para mim mesma “vai, mais um passo”. Eu me lembro disso porque um dia, no meio do bosque do IPEN eu parei. Acho que parei por uns 02 minutos, considerando seriamente se ia em frente, ou se voltava pra trás e nunca mais voltava. No final das contas fui em frente. Nunca descobri se foi à melhor escolha.
Eu não entendo dessa história de “seguir seus sonhos”. Para ser sincera, nunca conheci uma única pessoa ao meu redor que tenha feito isso. Conheço várias que racionalizaram suas circunstâncias para “o mundo é assim”. Várias que racionalizaram os resultados frustrados dos seus esforços como “o lugar ideal que gostaria de estar agora”; mas não conheço uma única alma que tenha tido um sonho e seguido ele até o final… A maioria até sonha, mas tende a acordar no meio do projeto. A isso elas dão o nome de “crescer, assumir responsabilidades, amadurecer” etc. Essas palavras que andam de mão dadas com algo que eu ainda não sei identificar se é sensatez ou covardia. Não que eu tenha feito melhor, mas toda vez que eu tento utilizar uma desculpa “sensata/covarde” eu não consigo deixar de me sentir uma farsa, uma vítima de uma mentira deslavada na qual eu não acredito o suficiente nem para emiti-la com convicção.
Não existem tons de cinza no mundo que eu vejo. Ele é preto ou branco. Ou você segue seus sonhos e vive na sarjeta, da boa vontade dos pais, da boa vontade da família e sai por aí repetindo que não está muito nessa de “consumismo” e outras coisas; ou você vende a alma de uma vez, assume que se tornou adulto, fica com “sangue nos olhos” e compra a briga. Mesmo isso sendo tudo o que eu vejo no momento, ainda me parece muito simplista.
Tudo o que sei é: eu vendi minha alma por dinheiro – mas ainda me recuso a entregá-la. Não existe nada que eu tenha feito nos últimos 11 anos de trabalho que não tenha sido feito por dinheiro. E é uma barganha estranha, uma barganha cruel, uma barganha falsa. Eu não estou nadando em rios de dinheiro, mas não me importo no fundo por que isso permite que eu não fique tão mal por não me entregar às coisas por completo. A sanidade é mantida por uma doce ilusão que existe uma parte de mim que pode pular fora disso a qualquer momento e escolher fazer uma coisa completamente diferente com a própria vida. O que está me matando ultimamente, é que essa última partinha de sanidade está deixando de existir.
Eu não acredito mais que eu possa parar e virar uma ilustradora. Eu não acredito mais que possa parar e ser uma Designer Gráfica Freelancer. Eu não acredito que possa trabalhar como redatora freelancer. De fato, eu não acredito que eu possa trabalhar em mais nada além daquilo que trabalho, e nem isso eu quero porque eu não agüento mais que o propósito da minha vida, que 14 horas do meu dia, que 14 horas da minha existência diária existam por conta disso. Eu não quero acreditar que o propósito da minha existência seja passar 60 horas por semana em um escritório, administrando entregas que exigem mais de mim do que eu gostaria, explicando banalidades pra gente medíocre, para ainda chegar à segunda-feira e ser cobrada por não ter dado o sangue, uma forcinha extra no meu final de semana por gente que está vivendo a vida e seguindo em frente, quando pra mim tudo se resume a coisas atrasadas, contas atrasadas e a extinção total do que eu sou.
Num verdadeiro pacto com o diabo, você abre mão da alma pelas coisas da terra. No caso contrário, abre mão das da terra pelas coisas da alma. Quando você se vê sozinha, sem grana, sem vontade, sem reconhecimento, sem ânimo, sem saúde, sem beleza, sem esperança; começa a se perguntar com quem ou o que diabos você fez um pacto.
E hoje eu sinceramente não sei mais do que em nenhuma outra época o que é que eu quero. Eu só sei de uma coisa: eu não quero nem mais uma semana disso. E mesmo assim, vou continuar assim até que seja impossível sair da cama.
Pausa Virtual para o Café.
Posted by Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ on 26/08/2009
Dizer que estou estressada é mentira.
Estresse é uma sensação se assoberbamento diante de inúmeras tarefas.
Estou mesmo é puta da vida, com raiva, com ódio, chutando pombos, roubando chupeta de bebê e dando bica na bengala de velhinhos… E estressada.
E não mais twittando a respeito de qualquer uma dessas coisas.
Só passando por aqui em uma pausa virtual para o café; pra dizer que em breve as coisas vão mudar.
Só não sei se eu vou com elas.
One Thousand Yellow Daisies
Posted by Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ on 25/08/2009
O caso é: esse é o Post número 1000 do Prix Life Box. Começou no Blogger, agora está por aqui… Mas somou 1000 posts de muita inutilidade. E assim como o calendário gregoriano, perdeu números ao longo do tempo. Teria chegado a essa marca bem antes se eu não tivesse sido obrigada a apagar o passado recente. É assim… Algumas coisas você pode apagar do mundo digital em 05 segundos, mas não consegue apagar do mundo real no mesmo tempo – embora o pedido em si fosse justificativa suficiente para varrer de todos os mundos. Lacuna, aquele laboratório bonitinho de “O Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças” que apaga as memórias que não queremos mais poderia fazer fortuna com o acontecido.
Eu acho que tudo mudou… Mas que continua a mesma coisa.
- Um pouco mais ferida.
- Um pouco mais fria.
- Um pouco mais cínica.
- Um pouco mais perdida.
… Simplesmente uma versão desbotada de mim mesma. Com um problema quase fatal: não acreditar que as coisas vão melhorar, que as coisas vão ficar bonitas e o céu vai ficar num azul sem fim novamente.
E não acreditar é um senhor problema. Algumas pessoas se debatem com o fato de que eu preciso mudar de pensamento… Replico que não há como mudar o que não se acredita: essa é a pegadinha. Seria como dizer para uma pessoa que não acredita em Papai Noel, que ela precisa fazer uma lista de presentes. Não importa quanto você fale que ela precisa mudar de pensamento e acreditar: não há provas!
- Quando eu sou uma garota má, as coisas vão muito mal.
- Quando eu sou uma garota boa, as coisas simplesmente vão mal.
Fosse como um regime, eu poderia acreditar. Se sigo a reeducação alimentar do vigilantes do peso por uma semana, perco quase 02 quilos. Se continuo seguindo, continuo emagrecendo. Com a causa / reação, eu consigo lidar… Não tenho problema com o pedágio, se o destino for certo e lindo (assumindo que estou em um dos momentos em que me interesse o destino, seja ele qual for).
Mas a vida atual… seja profissional, seja amorosa (ela existe??), seja pessoal (ela existe???³) está assim: eu me esforço, me esforço, me esforço… E não dá em nada. Eu termino cansada, eu termino sózinha, eu termino desprovida da lembrança do que foram meus sonhos e meus desejos mas… eu não termino feliz / contente / alegre / satisfeita ou sentimento que o valha.
Estou a alguns passos de cantar Tim Maia (“… Nessa vida a gente tem que entender, que um nasce pra sofrer, enquanto o outro ri…”). Todo mundo sabe. Todo mundo conhece. Uma pessoa que nunca vai dar certo. Uma pessoa que nunca vai ser feliz. Uma pessoa que vai virar a referência das coisas que poderiam ter sido e não foram…
E eu me pergunto… E se essa pessoa for você?
DESILUSÃO…
Posted by Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ on 18/08/2009
Uma das questões mais constantes com relação ao trabalho e a vida para mim é a questão da “Excelência”; de realizar um trabalho bem feito, pelo prazer de ser bem feito.
Por que acontece, eu não sei ao certo – e se soubecesse provavelmente não caberia num post só – mas é um fato: excelência e mundo corporativo não caminham juntos. E antes que algum engraçadinho emende, nem no mundo acadêmico… Como eu vi recentemente no Facebook de uma amiga:
“A ascídia larval, chegada a hora, se fixa na vida sedentária e come seu próprio cérebro, como um professor universitário depois de efetivado no corpo docente”
(A grande história da evolução, de Richard Dawkins)
Onde cabe então a excelência?
Não sei… e é por isso que essa ainda é uma das questões constantes.
Mas hoje, depois de ter causado um rebuliço tremendo só porque eu me recusei a bater palminha pra uma loira 486 com Windows 95, só porque ela fez a coisa linda de colorir linhas de uma planilha em Excel, eu começo a repensar a possibilidade de manter alguma sanidade nesse meio.
Sim, eu compreendo que o mais sensato seria compreender o desnível e deixar passar… Mas existe algum nervo central no meu corpo que sempre se contorce com essa simples visão de passar a mão na cabeça da mediocridade e dizer “Que bonito seu trabalho”.
Algo sempre sussurra nesses momentos:
“Peixe grande, lago pequeno!”
Contato.
Posted by Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ on 17/08/2009
Em teoria, as pessoas só querem ser queridas… Saber que alguém pensa nelas, que alguém gosta delas, e que apesar de qualquer bobagem, existe alguém que sempre vai estar alí por elas, aconteça o que acontecer.
Em teoria…
Na verdade existe uma relação meio cruel. Você espera que essa pessoa que te adora de paixão exista… Mas que ela seja muito mais dependente de você, do que você dela. Você quer ser o mundo de alguém, mas jamais dar o braço a torcer que sem alguém não existe o seu mundo.
Chorar, fazer cena, descabelar-se são simplesmente estratégias de convencimento – não dos mais dignos é verdade, mas são. Quando você quer convencer alguém, chamar sua atenção, falar que sem ele você não vive, tudo isso é quase válido. Quando você percebe que a cena não causa mais história, abandona.
Isso não quer dizer que a vontade se foi…
Só quer dizer que você sabe que não tem mais efeito.
Aí a “dignidade” se restabelece, e você simplesmente vive com a sua dor.
Porque nesse mundo maluco, ganha o último a dizer:
“Me desculpe, eu preciso de você”
Like Marbles in a washing machine…
Posted by Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ on 16/08/2009

"You glance a ricochet from every alpha male behind me/Eyes like marbles on a washing machine.", upload feito originalmente por The James Kendall Of The Pistoleers.
Katherine kiss me
Slippy little lips will split me
Split me where your eye won’t hit me
Yes, I love you
I mean, I- I’d love to get to know you
Sometimes I say the stupid things
I think
I mean, I- sometimes think the stupidest things
Do you ever wonder
How the boy feels
Katherine kiss me
Flick your cigarette then kiss me
Flick your eyes at mine so briefly
Your leather jacket lies in sticky pools of cider blackberry
You glance a ricochet from every alpha male behind me
Eyes
Like marbles on a washing machine
I wonder
How the boy feels
Katherine kiss me
In the alleyway by Jakey’s
Jack in the sodium light
Yes, I love you
I mean, I- I mean, I- need to love
And though your opened eyes stare
Bored upon the overflowing pipes above me
Tonight
I don’t mind
Because I never wonder
How the girl feels
Depression Day.
Posted by Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ on 09/08/2009
Amar quem não te ama o suficiente pra não estar a um oceano de distância, é estar sozinha sempre, sem esperanças de ser feliz de novo.
Nesse mundo, absolutamente nada faz sentido.








