Uma das questões mais constantes com relação ao trabalho e a vida para mim é a questão da “Excelência”; de realizar um trabalho bem feito, pelo prazer de ser bem feito.
Por que acontece, eu não sei ao certo – e se soubecesse provavelmente não caberia num post só – mas é um fato: excelência e mundo corporativo não caminham juntos. E antes que algum engraçadinho emende, nem no mundo acadêmico… Como eu vi recentemente no Facebook de uma amiga:
“A ascídia larval, chegada a hora, se fixa na vida sedentária e come seu próprio cérebro, como um professor universitário depois de efetivado no corpo docente”
(A grande história da evolução, de Richard Dawkins)
Onde cabe então a excelência?
Não sei… e é por isso que essa ainda é uma das questões constantes.
Mas hoje, depois de ter causado um rebuliço tremendo só porque eu me recusei a bater palminha pra uma loira 486 com Windows 95, só porque ela fez a coisa linda de colorir linhas de uma planilha em Excel, eu começo a repensar a possibilidade de manter alguma sanidade nesse meio.
Sim, eu compreendo que o mais sensato seria compreender o desnível e deixar passar… Mas existe algum nervo central no meu corpo que sempre se contorce com essa simples visão de passar a mão na cabeça da mediocridade e dizer “Que bonito seu trabalho”.
Algo sempre sussurra nesses momentos:
“Peixe grande, lago pequeno!”



