Uma coisa é infalível: toda vez que eu escrevo pouco por muito tempo, começo a sentir uma coceira interior, impulsionando a mudar a situação.
Sempre começa com pequenas coisas. Pequenas irritações que me levam a travar brigas imaginárias com pessoas conhecidas ou não – e que precisam de um texto que passe a situação a limpo. Pequenas iluminações – também conhecidas como momentos “Ah é? Então tá…”. E pequenas decepções – 99.9% das vezes comigo mesma – que precisam de terapia escrita para não parecer tão revoltantes (como pequenos problemas que se repetem, comportamentos que não mudam e promessas que esperam a eternidade para se tornar realidade).
Ainda tentando equilibrar essa história de ser uma pessoa com ambições infinitas, que se limita na dependência de pequenos prazeres; lutando ao máximo para que a pessoa recém adicionada a vida demore um pouco mais para perceber que a música do Caetano é válida não só pra ele, mas para todos leoninos: “Eu não sou proveito, eu sou pura fama”.
