Tenho a convicção que “fornecedor” é uma palavra que se explica por si só: FORNECE – DOR é o resultado. E a dor ainda é maior quando se contrata alguém com a mesma especialidade que você. Por conta de experiências recentes, eu resolvi escrever essas dicas – desabafo é sua função principal. Se a carapuça servir para algum desavisado, é lucro!
01 – Quando copiar de um pdf ao invés de escrever, excluir os gráficos de background que possam vir junto. Será bem mais fácil acreditar que você escreveu o texto sem parte do logo em marca d’água do documento original.
02 – Se você tem que entregar o arquivo no Word, revisão ortográfica básica é gratuita. Se você estiver escrevendo no Google docs, é obrigatória. Se não estiver utilizando nem um nem o outro, primário é fundamental.
03 – Cores são muito bonitas – mas não deixam claro o que é título, subtítulo, destaques ou curiosidades – especialmente se você está trabalhando com os 32 milhões disponíveis no seu computador. Estrutura lógica é algo bom, e o diagramador agradece.
04 – Se for acusado de se enganar no tom da linguagem e de não estar de acordo com o público desejado, não culpe a ementa.
05 – Ter mestrado não é garantia que você sabe escrever. Pelo contrário…
06 – Adaptação didática pode ser um nome bonito. Mas plágio é o nome técnico.
07 – Espaço duplo entre palavras pode ser uma boa forma de ganhar páginas, mas é facilmente detectado pelo corretor de texto. Vide dica 02.
08 – O nome do seu arquivo pode ser perfeito, mas se você já está enviando a versão 05, um V05 antes do “.doc” é bem-vindo. Não, colocar a data não é um equivalente inteligente.
09 – Pedidos de refação no texto, pela explicação “o texto não está claro” não pedem explicações por e-mail de porque ele foi feito assim. Pedem que a nova versão do texto se explique! Se você precisa explicar a piada, ela provavelmente não teve graça.
10 – Se falhar em seguir uma ou todas dicas acima, não se apavore: na outra ponta haverá sempre alguém com menos cara de pau que você, decidido a corrigir tudo antes de enviar para o cliente, lhe pagar sem descontos e ainda massagear o seu ego para garantir o seu lado artístico sem bloqueios.
