Arquivo para December, 2009
Mais um caso de censura na Internet proporcionado pela kmisetas.com.br
Postado por Prix Dekanun in WEB on December 27th, 2009
Não sei se é porque eu fiz publicidade, mas considero algumas falhas de comunicação empresarial muito infantis, e duvido que exista qualquer profissional da área na empresa. A mais nova foi proporcionada pelo site “www.kmisetas.com.br” que acionou “extra-judicialmente” o blog Design.blog, conforme você pode ler mais nesse link aqui, por comentários negativos feitos sobre a empresa.
Agora está virando moda: você recebe um serviço que o desagrada e não pode emitir sua opinião a respeito – é acionado “extra-judicialmente”, por “difamar e comprometer as vendas da empresa”.
Fico muito preocupada quando empresas começam a investir mais em departamentos jurídicos do que na qualidade dos produtos e em atendimento ao consumidor; ou em um relações públicas decente que saiba que vivemos no século XXI e tenha mais jogo de cintura para lidar com essas situações – do que realizar uma ação truculenta e completamente inadequada como essa.
Para mais informações sobre a qualidade do atendimento da “www.kmisetas.com.br”:
O mais engraçado, é que eu tinha muita vontade de fazer algumas camisetas personalizadas no “kmisetas“. Já tinha indicado o site para aproximadamente uma meia dúzia de pessoas – mesmo já tendo pesquisado as reclamações no Reclame Aqui anteriormente. A única coisa que fez eu realmente desistir de trabalhar com essa empresa foi essa ação extra-judicial… Esse “cala a boca” no consumidor!
Meu 2010 começa hoje!
Postado por Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ on December 26th, 2009
Eu nasci num sábado, por volta das 10:00 da manhã, ameaçando atrapalhar a feijoada do obstetra. Talvez um tanto relacionado, quarta-feiras e sábados são meus dias favoritos da semana – dias de feijoada, que também é o meu prato predileto. Então eu resolvi começar meu ano no dia que eu gosto: sábado! Por que sejamos sinceros, depois do Natal o ano se vai em alguns dias de limbo que já não são nem uma coisa nem outra.
Tenho meus planos pra 2010… Ainda não muito definidos, ainda não muito organizados. Nada melhor que alguns dias extra pra organizá-los e colocá-los pra valer. Acho que estou me acostumando com a minha sina: nada nunca sai como eu imaginava! Às vezes sai muito melhor, às vezes muito pior, mas nunca da maneira que eu imagino.
Hoje, ou melhor ontem (25/12), passei uns 40 minutos no telefone conversando com o Diego sobre as nossas aspirações “artísticas”. Sobre como o tempo passa, e a gente não começa na hora que deveria, e depois fica muito tarde para manter o mesmo sonho pesando sobre a cabeça. Aos quase 30, você não vai ser desenhista da Disney ou animador da Pixar – quer dizer, se ainda estiver patinando no mesmo gelo que estava patinando nas últimas décadas. A vida, da forma que devia ou não, aconteceu nesse meio termo e deixou os sonhos um tanto quanto inalcançáveis – pelo menos é o que a gente acha.
Mas ainda há um certo espaço para manobra.
Alguns parafusos para acertar.
Alguns compromissos para assumir!
E não só pela conversa, cada vez mais vejo que não há tempo para esperar, ritual para seguir ou qualquer outra coisa… Esperar pelo ano novo nesse contexto, é só uma forma de perder mais uma semana que no futuro pode fazer uma grande falta.
Eu ainda não estou satisfeita. E insatisfação, embora não seja o melhor dos motivos, ainda é motivo suficiente para agir.
Mais fácil de ler do que cartilha de primário.
Postado por Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ on December 20th, 2009
Primeiro, as coisas mais importantes! Essas são as flores que eu ganhei de presente nesse sábado. Lindas begônias vermelhas, que se recusaram, por mais que eu tentasse, sair de maneira simples e definida nas fotos.
A arte foi um presente desse sr. que aparece ao meu lado,
, que engraçadinho como é, adicionou ao pacote uma carta que muito me emociona toda vez que eu releio… E eu já reli algumas vezes, confesso!
Ou seja… o dia da chamada “Festa da Firma” começou muito bem. Mas a festa da firma… Nem vou comentar, porque eu prometi pra mim mesma que não iria me alongar nas explicações e comentários que ficaram entalados na garganta.
Vale dizer que para bom visualizador de fotos, meio frame basta – eu às vezes até me assusto como eu sou clara com essas coisas, os olhos da câmera deixam sempre claro. Se eu não gosto, não estou gostando ou não estou afim de me integrar, eu simplesmente não fotografo.
Olhando o cartão de fotos em retrospectiva, parece que a festa da firma virou uma festa de família, com alguns convidados extras. E essa é a minha reclamação central, do outro ponto de vista.
Incomodou, não vou mentir.
Mas como diz o ditado: “Os incomodados que se mudem”.
Planning on going rogue!
Postado por Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ on December 18th, 2009
Final de ano é um bom período para pensar à respeito da vida – é tradicional pelo menos. Eu só gostaria de não ter tanto para pensar à respeito nesse final de ano. Especialmente porque o sentimento de “pensar e repensar” está diferente – não é um ideal romântico de como a vida deveria ser… É mais a maquinação de um plano que será realmente seguido – eu tenho poucos desses espasmos ao longo dos anos, mas eles costumam ser significativos.
O sentimento é básico: eu cansei de esperar. Em todo lugar que estive para tentar desenvolver atividades profissionais, eu sempre estive na espera. Uma hora na espera por mais experiência. Uma hora na espera por abrir mão das atividades que não significam nada para mim e passar para as que eu realmente quero fazer. Na espera por melhores perspectivas de negócios. Na espera por melhores projetos e melhores clientes e… Sincera e delicadamente: foda-se.
A posição alheia (seja lá quem no período seja o “alheia”) é sempre a mesma: “Gabarite no desenvolvimento de um conjunto de habilidades que você nunca quis e eu acho fundamental, que eu lhe darei os meios de executar aquelas que você quis desde o começo”. O detalhe é que para uma junkie de informação, pedir para dominar uma atividade é uma armadilha certa – será quase irresístivel dizer não… mesmo se fosse qualquer outra atividade. E eu caio. Caio. Não tem palavra melhor.
E aí eu fico presa nessa armadilha. Por que eu sei que nesse meio em que estou, a dedicação não compensa. É como ser designer em uma agência de publicidade: você pode saber que cores X, Y, e Z ficam melhor no produto do cliente – se ele quiser na verdade, a despeito dos seus conhecimentos, amarelo limão e rosa chocking, é assim que vai sair. Como motivar profissionais em início de carreira a adentrar nessa linda e divertida atividade?
O que eu percebo, agora mais do que nunca é: eu não preciso esperar. Eu posso “me rebelar contra o sistema”, mesmo que o meu sistema sejam 06 dúzia de pessoas – de fato, as pessoas-chave desse sistema já se rebelaram… E continuam a se rebelar, as custas do meu sangue e das minhas renúncias.
Se perdoam as pessoas que não dedicam o mesmo número de horas à empreitada nem estabelecem metas em suas respectivas áreas – pq elas precisam mesmo é estar voando, e cuidando da própria vida e avançando. Mesmo que isso signifique menos projetos, menos entradas, menos pessoal e consequentemente menos sono (para você). Mas tudo isso vale a pena… Pq quando alguém segue sua verdadeira vocação, isso vai (no futuro, é claro) trazer consequencias positivas para todos nós… a gente imagina.
Se perdoam as pessoas que não são da área; não querem ser da área; não podem investir tempo ou vontade em ser da área porque estão apenas numa atividade temporária – então podem cometer erros, fazer horários diferenciados, escrever e-mails piegas de cobrança e por meses usar os atributos supracitados como desculpa para todo o resto. O salário, no entanto, é aceito corretamente de bom grado, condizente com a área que “atuam” – seria “atoam”?
Enquanto isso, as falhas que acontecem sob a sua supervisão são mesmo as fundamentais. Não se vendem mais projetos, porque não se entregam mais projetos – não porque não se prospectam mais projetos, ou porque você tenha que realizar seus projetos pra começo de conversa com pouca equipe e encabidados incompetentes. E você anda soltando a mão pq insiste nessa história de se alimentar e dormir… e dorme demais, é fato – pq nunca chega na hora. A hora é as 09:00 da manhã… preciso me lembrar disso ao sair da empresa às 22:00/23:00… Ou quando as coisas “rapidinhas” chegam no final do dia, pra ontem – e é só “fazer uma coisinha, pq está tudo alí”, desorganizado, desformatado etc.
Você vai me dizer o que a maioria das pessoas diria – e eu sei, e eu me digo também: é assim mesmo, isso que é trabalho. Isso é fato, não nego. O que eu me recuso, com unhas e dentes e cada vez mais decidida é: QUE ISSO SEJA O MEU TRABALHO. Não é uma questão de achar que eu sou muito boa pra coisa – é uma questão de saber que essa NÃO É A MINHA COISA…
Meu pensamento está se ajeitando internamente para uma conclusão que eu já sei há algum tempo: eu sou uma produtora, não uma prestadora de serviço – e isso é um diferencial tremendo em abordagem. O trabalho duro de um produtor, é vender o que se produz – o legal, é poder ser o mais freak possível em relação a qualidade. Na prestação de serviço, o legal é vender – o duro, é atender o cliente. Eu tenho uma empresa de prestação de serviços… Eu não sou de vendas… Logo, não há tesão suficiente nisso pra mim – e exatamente a coisa que eu gosto de fazer não tem valor.
É a diferença entre uma Apple e uma Microsoft.
Entre um Steven Spielberg e um George Lucas.
Infelizmente nessa migração é preciso ser orquídea por um tempo; usufruir de uma estrutura que já está montada para alavancar outra coisa – going rogue, mesmo – só que dessa vez, eu quero ser a orquídea, e não a árvore.
Momentos Ahhhhhhh!
Postado por Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ on December 16th, 2009

- Isso, agora faça uma cara de quem está com muita raiva dessa câmera fotográfica. Muito bem!!!, upload feito originalmente por Van Maia.
Passei o dia digitando um texto de um livro que eu queria estar estudando… Passei o dia digitando e pensando, esperando paulada de clientes por todos os lados (clássicos de final de ano). Fiz isso por que estou com raiva… Não sei o porquê, mas estou… Ou melhor, eu sei o “por quem” estou com raiva. Mas como é um momento de suportar pessoas que já já passam, eu finjo que não é comigo e me concentro nos meus textos em digitação.
Estou em fase de considerações e planejamentos. Esse foi um ano para o qual eu não planejei absolutamente nada, nenhuma meta… Quer dizer, a única era sobreviver até o final de ano – se nada se alterar até dia 31 de Dezembro de 2009, pode ser o primeiro ano que eu atinjo 100% das metas. Eu achei que mais do que me manter viva, depois do meu começo de ano, era muito pra minha cabeça – que eu não sabia como ia ficar… Ela balançou, passou mal, mas meio que se encontrou nesse final de ano, de uns 04 meses pra cá.
Mas mesmo assim, estou considerando muito as coisas e muitas coisas. Estou numa daquelas fases com tesão por estudo e novidades. E estou numa daquelas fases com um certo nojo de quem só põe pra dentro e nunca põe nada pra fora – não produz algo além da satisfação das próprias ilusões de realização. Algo que o mundo, mais do que o nosso gosto pessoal, possa se aproveitar… Mas o que?
Na última semana bateu um desânimo geral com os arredores profissionais… clientes, colegas, estruturas, negócio… tudo! Cai no velho “por que estudar tanto, se é tão irrelevante na outra ponta saber mais?” – desempenhos meia boca, projetos meia boca, profissionais meia boca… não são os ideais, mas vão levando a vida em frente – e ninguém – além de mim – parece estar insatisfeito com as coisas desse jeito. Desistir e render-se mesmo que lhe pareça infelicidade garantida?
Eu tenho contas – essa é a resposta! Essa sempre é a resposta. E eu tenho contas pra compensar todo o resto… Parece um círculo vicioso!
… É, eu tenho planos pra 2010. E o primeiro deles, é descobrir como escapar dessa escolha de vida que às vezes parece um destino impossível de escapar.











