Meio vazio ou meio cheio?

Toda minha vida atual, nos últimos 05 anos, gira em torno de uma única questão. Gira com tanta força, raiva, repetição, ódio, ansiedade, desejo e vontade que, se eu conseguir a resposta verdadeira de uma hora pra outra, das duas uma: ou eu saio gritando Eureka pelada pela rua como Arquimedes, ou eu simplesmente caio dura e morta na hora – minha missão de vida vai estar completa.

A questão é:
- Por que as coisas dão merda!??

Uma pessoa desavisada pode dizer “mas as coisas sempre dão merda, faz parte da vida” – taí o adesivo mais famoso do século XX (Shit happens) que não me deixa mentir mas… Não é essa a questão.

Quando você se debate por muito tempo com uma decisão de vida, da forma que eu me debato, estabelece duas possibilidades: uma, grande parte dos seus problemas surge porquê você precisa aprender a superá-los; outra, que grande parte dos seus problemas surge porque simplesmente não é isso que você deveria estar fazendo da vida – você está insistindo na opção errada, como um anãozinho tentando jogar basquete na NBA.

Sei que eu tenho defeitos. Esse debate deixa claro uma série deles… Insistir nessa opção, ao longo dos anos, me ajudou a estabelecer toda a série de defeitos que deve ser combatida: orgulho, soberba, preguiça, luxúria (no sentido mais amplo de valorização do próprio prazer, não necessariamente sexual seus mentes sujas, rs) etc. Como eu sou bem básica, fico com os capitais.

Só que vivo sob uma concepção pessoal, espiritual, de que defeitos existem para ser resolvidos, não ignorados. Isso é parte do que me mantém até hoje distante de dar um “chega pra lá” em tudo isso e ir de fato vender coco na praia. Eu acredito que com o esforço certo, eu poderia superar essas minhas limitações que geram problemas e caos, e passar para um novo patamar de coisas que dão errado para ser resolvidas.

Tenho ciência que as coisas dão errado em qualquer opção de vida. Mas também tenho ciência de que minha atitude em relação a resolução de problemas é muito mais pro-ativa quando eu quero realmente algo, do que quando eu não me importo profundamente. E acho que o “X” da questão é: eu nunca consegui me importar profundamente com essa opção que causa problemas para poder resolvê-los.

É… sinto que danço eternamente ao redor de uma resposta que eu já conheço.

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