Archive for May, 2010
Vendo “o circo pegar fogo”
Posted by Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ on 27/05/2010
Hoje eu dei uma de adolescente miguxa, e fiquei surpresa com a história que deu origem à expressão “ver o circo pegar fogo”.
Uma daquelas coisas que você imagina não ter uma relação tão próxima da realidade quanto realmente tem…
Pra quem está como eu e também não sabe, segue o link:
O INCÊNDIO DO GRAN CIRCUS AMERICANO
GRANDILOSA
Posted by Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ, CINEMA on 19/05/2010
Sabe… Eu nunca gostei muito de Alice no País das Maravilhas… Para ser sincera mesmo, eu nunca gostei de nada em Alice no País das Maravilhas: nem do livro, nem do filme da sessão da tarde, nem do desenho da Disney (ainda mais do desenho da Disney). Toda a minha consideração por essa história se resumia pelas citações na Trilogia Matrix (seguir o coelho branco pela toca do coelho) e pelas histórias da coleção Animatrix (citando a rainha vermelha, e blá, blá, blá).
Por conta disso, não é de surpreender que eu tivesse ficado com um entusiasmo abaixo de zero quando soube que o Tim Burton estava trabalhando em uma versão live action da história. Soma-se nesse caso o fato de que eu amo o Tim Burton – mas estou longe de considerá-lo infalível. Assisti o remake de Planeta dos Macacos e me decepcionei profundamente com Noiva Cadáver, além de toda uma coleção de sentimentos ambíguos em relação ao remake de “Fantástica Fábrica de Chocolate” – ou seja, como você pode ver, tenho sérias preocupações com o Tim Burton fazedor de remakes.
Apesar de tudo isso, eu precisava corrigir um desvio terrível: eu, cinéfila de carteirinha – que pra dizer a verdade está quase a ponto de ser cancelada – jamais havia ido no IMAX assistir um filme 3D. Três andares de tela, 21 metros de largura… E até Alice eu não tinha nem me dado ao trabalho de visitar o cinema. Então, para o filme que eu menos tinha expectativas de ver, o filme mais apedrejado que final de LOST no Twitter, eu decidi me deslocar pra lá…
E olha que nem de longe eu me decepcionei como a maioria.
Claro que o fato de eu não ter paixão pela história original ajudou. Claro que a clássica moral da história Disney do Tim Burton decepcionou muita gente (não é de hoje que eu digo que o Tim Burton é o diretor com mais paixão por final feliz que existe, por mais que a embalagem deles seja bizarra). Mas o fato é… Eu precisava da lição de moral barata do filme, mais do que eu precisava da lição de moral do original.
A Alice dessa versão é uma garota próxima dos seus 19 anos, que está sendo consumida pelo mundo – em suas obrigações e no que se espera dela. Como todas as crianças, ela pode ter sido um modelo de pensamento livre e criativo – mas ela não é mais criança… Então como conciliar pensamento livre, imaginação e toda uma porção de coisas com a vida que começa a exigir posturas determinadas, ações determinadas etc.
E eu vejo isso na minha vida, e na vida de muita gente ao redor. Gente que, como eu, está chegando na casa dos 30 anos, usa camisetas de HQ, compra itens descolados, se veste bem cult mas… Tudo o que ainda tem daquela força infantil de acreditar em possibilidades, ter sonhos, investir e se dedicar no futuro resume-se a essa embalagem atualmente vendida como o uniforme do “jovem rebelador do sistema”.
Posso estar indo longe, extrapolando o conceito – tenho quase 100% de certeza que estou – mas foi por aí que o filme me pegou.
Estava pensando nisso quanto me debatia mentalmente ontem como modo de ensino de diversos cursos que estou matriculada no momento. Estava me batendo com o fato de alguns serem mal estruturados, outros não oferecerem o que eu esperava, outros estarem distantes do que eu precisava etc. E de repente percebi uma coisa… Quando foi que eu me tornei “aquela garota”, a aluna que sempre tem os livros corretos, os materiais adequados, o conhecimento prévio desejado mas… o resultado medíocre? Igual aqueles estudantes de Gastronomia que tem chapéu de chefe, facas caríssimas e mal sabem cortar uma cebola?
Desde que eu comecei a ter meios para isso – coincidentemente a partir dos meus 19 anos – eu tenho gasto boa parte do meu tempo, do meu dinheiro e da minha dedicação em corrigir os 19 anos em que eu sempre estava presente nas situações sem o preparo adequado – e acabei me tornando o que eu mais odiava: aquelas pessoas com ótimas possibilidades, mas que não faziam nada de valor com elas. Lembrei de fatos corriqueiros do pré até a faculdade que reforçavam isso…
Quando foi que eu comecei a achar que alguém saberia mesmo algo melhor do que eu? Não é uma afirmação presunçosa embora pareça. Eu sempre corri atrás do que eu queria, da forma que eu julgava mais ideal… E em um ponto eu parei, crente que era a hora de fazer as coisas da maneira “correta”, da maneira que todo mundo faz… Ou da maneira que todo mundo julga ser correta – e acredite, isso não trás felicidade.
Se existe algo que me trás felicidade – e acredite, existem montes dessas coisas, ainda bem – foram todas coisas que começaram da maneira “errada”, pelo menos errada como você ou qualquer outra pessoa acreditaria que deveriam ter acontecido. As coisas lógicas, bem pensadas e sensatas no entanto… Sem comentários.
Sinto o mesmo quando comparo as “análises sociais deterministas” do meu sócio, com as idéias de desenvolvimento pessoal do meu antigo chefe. Conceitualmente, meu sócio parece estar certo e meu ex-chefe tremendamente viajante mas… O fato é que todo desenvolvimento na minha vida jamais teria acontecido se eu tivesse seguido essa lógica social determinista. Enxergar as paredes – ou os limites – nunca é a maneira mais proveitosa de ultrapassá-las.
Eu não sou mais GRANDILOSA como costumava ser… Vamos ver se descubro como consertar isso.
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Extras: o cinema IMAX agradou pra Karaio! Tanto que namorado não considera outra possibilidade para assistir Fúria de Titãs.
Viajando leve.
Posted by Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ on 10/05/2010
01 livro.
01 sketchbook.
01 agenda.
01 estojo.
01 carteira.
01 bilhete-único.
01 caixa de cartões de visita.
01 mp3 player.
01 máquina fotográfica.
01 celular.
01 necessaire.
01 guarda-chuva.
Pode parecer um exagero de coisas, mas acredite: reduzir o que se carrega na bolsa a isso, para mim, já é um ganho espetacular. Estou em um movimento de reduzir tudo ultimamente – a idéia é ganhar foco reduzindo as distrações. Espero que dê certo.
Se não der, pelo menos a coluna agradece!




