Archive for June, 2010

ATÔNITA.



Mirada atónita, upload feito originalmente por Manuel Rubio López.

Estou passada.
Estou atônita.
Estou cansada.

Faz de um jeito… Dá errado.
Faz de outro… Dá errado.
Tenta fazer diferente… ainda não dá certo.

É não, não, não, não, não em cima de não.
É se sentir muito burra.
É se sentir muito impotente.
É querer sumir.

Quando a gente para de dar murro em ponta de faca, e decide que o negócio é tomar sopa de colher? E se fizer isso, vai dar errado também?

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“Barraca Paulista” e seu mau atendimento crônico.

Quer ser mal atendido em pleno sábado à noite? Visite o "Barraca Paulista" lá no Conjunto Nacional.

Quer ser mal atendido em pleno sábado à noite? Visite o "Barraca Paulista" lá no Conjunto Nacional.

Importante: para efeitos de segurança, em um país onde liberdade de expressão só é validada para quem tem um diploma com habilitação em jornalismo – não se engane – o nome do estabelecimento em questão foi alterado para melhor proteger o seu péssimo atendimento e minha falta de necessidade de ser acionada juridicamente novamente. Como é sabido, grande parte das empresas prefere gastar com departamentos e ações jurídicas do que com a qualidade do atendimento – o que eu imagino não ser diferente com a “Barraca Paulista”.

Frequento o “Barraca Paulista” há anos. Tantos, que já deixei de frequentá-lo há alguns anos atrás. O motivo? O mesmo do atual: péssimo atendimento. Odeio frequentar lugares em que os atendentes parecem estar fazendo um favor para você, e que você não está pagando pelo serviço. Na época era uma caixa mala, que não olhava na cara das pessoas, era grossa, e segurava meu cartão de débito como se tivesse lepra (infelizmente, conhecidências dessa vida, o nome dela era Priscila).

Agora quem nos oferece um “ótimo atendimento”, digno de prisão, é essa super-delicada loira que aparece nas fotos. Há duas semanas atrás, eu e o Ju fomos lá jantar numa sexta à noite. Depois de 15 minutos sendo ignorados por ela, que parecia ser a responsável pelo andar, perdemos a paciência e conseguimos laçá-la. Ela anotou o pedido com a maior má vontade, nos interrompeu no primeiro item com um super-delicado “Eu não sei o que é cada um, me fala os código!” e fizemos nosso pedido como se fosse uma encomenda secreta. Ela saiu rapidamente, e em 05 minutos voltou com as bebidas… E foi isso… Aguardamos por mais 35 minutos até que ela se habilitasse a trazer o resto do pedido, mas nem na nossa cara ela olhava. Cansados, com fome e uma certa raiva, conseguimos conversar com outra atendente que passava por lá para entregar algo. Descobrimos que ela nos trouxe as bebidas, mas nosso pedido nem sequer havia sido feito. A nova atendente providenciou o pedido, mas tivemos que amargar mais 15 minutos de espera.

Como gostamos muito da esfiha de lá – e aparentemente temos algum nível de masoquismo – ontem a noite após passar no Belas Artes para ir no cinema, resolvemos comer por lá. Infelizmente, ao subir para o andar superior a mesma garota nos deu um olhar amistoso como um cachorro raivoso e seguiu atrás. Anotou nosso pedido com a mesma delicadeza – até a frase dos códigos foi repetida, me deixando furiosa (aparentemente ela é a única atendente de lá que não sabe os códigos da comida). Pelo menos dessa vez, recebemos nosso pedido (posso chamar de melhoria?).

Mas como nem tudo pode ser perfeito, nada mais agradável do que comer com alguém que não faz a mínima questão de não demonstrar que não gostaria que você estivesse alí. O “Barraca Paulista” sofre de um terrível conhecimento de Avenida Paulista para uma lanchonete que está há tanto tempo lá. No Sábado eles decidem fechar no horário no qual as pessoas começam a chegar para as baladas da noite… E sofre quem está lá, pois nada mais agradável do que comer com alguém tirando imediatamente da mesa todo guardanapo sujo seu, limpando as mesas ao redor e subindo as cadeiras do seu lado. É extremamente agradável.

Se a intenção do estabelecimento é fechar o salão após as 21:00, eu sugeriria deixar alguém mais simpático na ponta da escada já orientando que a loja está sendo fechada e se nós não preferiríamos nos sentar no térreo (mesmo em momentos como o de ontem quando não havia lugares no térreo). O que não pode é deixar alguém que não tem educação, não sabe anotar pedidos, e atende com tanta má vontade representar o e estabelecimento.

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PEDÁGIO

Faz tempo que não apareço por aqui não é mesmo?
Nem é falta do que dizer, é falta de tempo pra sentar e organizar.

Mas uma hora a gente tem que voltar pra cá.
Escrever no blog é o pedágio mínimo pra sentir que continuo escrevendo, mesmo que cada vez menos e mais perdida.

Pedágio tem sido uma palavra interessante para mim. Estou cada vez mais convencida que é preciso pagar os pedágios necessários para ser você… Sim, esse é o tipo de coisa meio subjetiva que eu escrevo e deixa as pessoas pensando “Ah?”.

Simplificando:

- Não é possível querer escrever sem escrever.
- Não é possível desenhar sem desenhar.
- Não é possível ser sensacional sem ser sensacional.
- E por aí vai…

Mas surpreendentemente, a gente vive achando que pode ser ou fazer algo, sem que isso realmente se mostre verdade.

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