Archive for July, 2010
Despite all my rage…
Posted by Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ on 30/07/2010
… I’m still just a rat in the cage!
Mas quase cientificamente confirmado: ainda com um tanto bom mais de noção do que me fazem crer algumas leituras recentes!
Were you born to resist or be abused?
Posted by Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ on 28/07/2010
Is someone getting the best, the best, the best, the best of you?
Sabe quando acontecem aquelas coisas que você já sabia que ia acontecer mas… Ainda tinha alguma esperança que não se confirmasse? Pois é, no final essas coisas sempre acontecem. Dentre todos os problemas pessoais para resolver acho que o mais gritante atualmente é o fato de assumir responsabilidade por aquilo que eu não sou responsável. Eu não sei dizer não para nada que se apresente como “responsabilidade minha” – mesmo que na verdade a minha vontade fosse dizer: “Desculpe, isso não é comigo… FDS”.
Amanhã vai ser mais uma ocasião da série. Mesmo tendo me inscrito há mais de um mês na Masterclass do Animamundi, eu não vou. Apareceu outra dessas “minhas coisas” imaginárias pra fazer. E como se eu não tivesse meus textos atrasados pra escrever, ou meus storyboards atrasados pra produzir, eu também tenho que brincar de comercial amanhã.
O mau de ser uma pessoa passivo-agressiva com síndrome de responsabilidade é: por mais que você ache que já deu todas as dicas que “es finito”, “caput”, “se foi”, “não existe nenhuma vontade adicional no meu espírito em continuar”, as pessoas sempre acham que você está em ladainha constante… “A Priscilla é assim, ela é meio cricri, reclama mas depois vai lá”… E eu estou cansada mesmo. Cansada no ponto de a vontade ser recolher as minhas coisas (já foram recolhidas) ir embora (já está em planejamento) e não voltar nunca mais (inviável, mas vamos tirar a média).
Eu não tenho uma atitude saudável em relação ao trabalho, e isso não está apenas relacionado ao fato de que ultimamente toda vez que penso em vir pro escritório eu tenho uma pontada no meio do estomago, ou que a cada semana eu enfrento uma moléstia nova, ou que eu como desesperadamente de raiva e ansiedade: eu tenho uma relação de hierarquias, responsabilidades e expressão de vontades meio fodida. Eu acato certas coisas, e certas responsabilidades como se não houvesse outra opção sem ser obedecer – eu não consigo ver outra opção de resolver isso sem ser me curar num período sabático e só me aventurar em terras profissionais ou pouco mais curada, um pouco mais sã.
Juntar tudo isso às vésperas dos 30, ao fato de eu estar bancando o meu financeiro há 02 (quase 03) meses só joga mais lenha na fogueira. Sim, eu poderia estar em casa, transformando meu quarto num lugar mais saudável, escutando música, praticando esportes, cozinhando e levando a vida. Então por quê diabos eu me enfiei numa situação que me faz e me traz tando mal?
A little less conversation…
Posted by Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ, TWITTER DO DIA on 27/07/2010
Conversávamos dia desses, Elaine e eu, sobre essa tendência à supervalorização do próprio esforço no mundo das artes comerciais (ilustração, design etc.). Primeiro, não é verdade… Não é uma questão de supervalorização do próprio esforço, mas de reenquadramento da própria mediocridade…
Se eu desenho uma mão tosca, é isso: eu desenho uma mão tosca. E acredite, eu realmente sei desenhar uma mão tosca pra valer! Meu Flickr está repleto delas – e cheio de exemplos toscos. Meu compromisso alí não é dizer “olha, que bonito”, mas sobreviver ao “nossa, é você que faz essa M?” – Cada um com suas questões Freudianas para resolver.
Mas quando você costuma ver portfólios com regularidade, blogs de ilustradores/designers etc… São sempre os “Wannabes” os mais falantes. “Muita conversa para pouca arte” – como diria a Elaine. Seria como se eu pegasse uma das minhas mãos toscas e começasse:
“Aqui eu quis resgatar o primitivismo da função da mão enquanto receptáculo e agente de interação do homem com seu ambiente exterior, imprimindo o revés da conturbação da sua alma em profundo questionamento de si, enquanto mão”.
Tudo isso pra simples verdade: mão torta, dedos não proporcionais: minha anatomia é uma M!
No entanto, parece ser uma constante que “ser artista” é sinônimo da explicação conturbada e não da obra que se explica. Veja bem “ser artista” para quem não o é: pessoas com um trabalho realmente sério não costumam sofrer desse “eu quis dizer”, simplesmente porque dizem! Lembro do meu professor de fotografia digital na faculdade (o Luli) dizendo que nossos trabalhos de fotografia não deveriam ter legenda… Concordo: se não deu pra entender, não foi claro! Por favor, não explique a piada.
Sem mais para o momento…
Posted by Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ, LINKS, TWITTER DO DIA on 25/07/2010
What a day, a year, a life it is!
Posted by Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ on 25/07/2010
Sim. Eu adoro essa música do Supertramp… Então me processe por já ter blogado isso um quadrizilhão de vezes. O sentimento atrelado a ela na maioria das vezes é diferente.
Tenho um carinho todo especial por essa música. De um lado, por uma época na qual eu não fazia ideia sobre o que significava a letra, e era uma criança feliz a escutando.
De outro, sabendo a letra da música… E todas as implicações especiais de uma pessoa que tem a mania de criar videoclipes imaginários para as músicas que gosta – apesar de odiar ver qualquer vídeo musical em geral.
Atualmente ela está embalando as únicas três preocupações que movimentam a minha vida:
1) O que fazer pra ganhar a vida?
2) Como viabilizar a união de duas vidas a despeito da primeira questão?
3) Qual vai ser o efeito inesperado provocado por rever um livro da Julia Cameron novamente – porque esse é o tipo de estratégia salva-vidas de quem pede ajuda, seja lá o que ajuda signifique. As coisas melhoram mas os resultados costumam ser, no mínimo… Inesperados.
Pra você que não entendeu nada e continua se dando ao trabalho de entender: boa canção!
Dreamer, you know you are a dreamer
Well can you put your hands in your head, oh no!
I said dreamer, you’re nothing but a dreamer,
Well can you put your hands in your head, oh no!
I said “Far out, – What a day, a year, a life it is!”
You know, – Well you know you had it comin’ to you,
Now there’s not a lot I can doDreamer, you silly little dreamer;
So now you put your head in your hands, oh no!
I said “Far out, – What a day, a year, a life it is!”
You know, – Well you know you had it comin’ to you,
No there’s not a lot I can do.We’ll work it out someday
If I could see something
You can see anything you want boy
If I could be someone-
You can be anyone,celebrate boy.
If I could do something-
Well you can do something,
If I could do anything-
Can you do something out of this world?Take a dream on a Sunday
Take a life, take a holiday
Take a lie, take a dreamer
Dream, dream, dream, dream, dream along…Dreamer, you know you are a dreamer
Well can you put your hands in your head, oh no!
I said dreamer, you’re nothing but a dreamer
Well can you put your hands in your head, oh no!
OH NO!
Imperfeito
Posted by Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ on 23/07/2010

Black sheep . Do u also feel different? // la Oveja negra. Tambien te sientes diferente?, upload feito originalmente por pasotraspaso.
Tenho um gosto especial por ser do contra.
Especialmente quando a principal tendência parece se transformar numa adoração absurda…
Prefiro PC’s do que computadores Apple.
Prefiro cachorros do que gatos.
Prefiro carne vermelha… sempre.
… e coisas afins…
E desconfio muito quando todos começam a parecer extremamente iguais… Unanimidades, Nelson Rodriges, essas coisas…
Memórias Agridoces – mais um post subjetivo e enigmático.
Posted by Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ on 21/07/2010
“Just remember, the sweet is never as sweet without the sour, and I know the sour. “
Brian in Vanilla Sky
21 de Julho de 2010.
Meia noite e vinte e oito.
Hoje, mais tarde quando eu acordar, o dia tem tudo para ficar na memória.
Do lado doce, depois de encarar o dia inteiro, vou encontrar a minha recompensa, o meu descanso e o meu alento em alguns abraços carinhosos dos quais estou com muita saudade.
Do lado não tão doce assim, assino embaixo do fracasso mais inconteste da minha vida; disfarçado de fato ordinário: a venda da casa da minha vó. Há muito pra falar sobre isso, não cabe nesse post nem no momento mas… Eu sei que esse vai ser um daqueles pontos que definem vários daqui para frente. “Turning Point”, como a gente chama na teoria dos roteiros cinematográficos… O ponto que a história vira pra um rumo completamente diferente do que tudo indicava…
A impressão geral é que o resultado final será positivo.
Mas a lição é dura, amarga e dolorida.
Não é assim que eu quero aprender mais nada na minha vida.
—-
P.S.: O vestido do post está aí só pra me agradar e me fazer lembrar de uma ideia maluca que quero colocar em prática em Agosto. Dessas ideias malucas como puro ato de desespero de quem quer “se curar” na marra com decisões impulsivas… Sorte que elas costumam funcionar nas poucas vezes que as sigo.
Canetas Nanquim.
Posted by Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ on 19/07/2010
Coisas tem um poder todo especial de virar mais do que são.
Hoje, depois de mais de 10 anos de vai pra cá, vai pra lá, vai pra cá, empilha aqui, não cabe aqui etc.; peguei minhas canetas nanquim e joguei no lixo – e até agora estou com a sensação de que alguém me deu um soco no meio do peito.
Veja só: são canetas. Canetas caras, mas que encontram o lixo sem nenhum desperdício – elas não funcionavam há mais de 10 anos, e eu já gastei muito nanquim do bom tentando reavivá-las… Mas há anos sem obter sucesso, passei a utilizar as descartáveis da Sakura, da Pentel e de outra marcas…
… Mas então porque assusta tanto jogar uma dúzia de canetas velhas na lata do lixo?
Porque “coisas” tem sempre esse poder de se transformar em mais que isso.
Jogar essas canetas fora é…
- Jogar fora as tardes de bater perna tentando encaixar a compra das três canetas iniciais num orçamento minguado.
- Jogar fora as tardes em cima da prancheta passando nanquim em plantas de arquitetura.
- Esquecer as técnicas ninjas pra desentortar a ponta de uma caneta a qualquer custo – menos o de não poder comprar uma nova.
- Tardes, noites, finais de semana de trabalhos; amigos dessa época, esperanças, sonhos, cheiros que te levam para o passado, outros tempos.
Não se admire: pessoas com tendência de acumular tralhas sempre veem mais em suas tralhas do que o olho nu observa. Não somos tão loucos assim, tudo sempre tem um motivo – por mais absurdo que possa parecer. Deixar essas coisas pra trás, é como matar uma das últimas provas de que aquela pessoa que você era, realmente existiu.
Isso tudo faz eu me lembrar daquele filme com Christopher Reeve, onde ele assustadoramente não faz o Super-homem, “Algum lugar no passado“, onde ele usa objetos do passado para voltar no tempo.
Eu ainda não consigo voltar no tempo com as minhas quinquilharias (nem uma pessoa sensata, de fato, gostaria disso). Mas ás vezes tento me agarrar com todas as forças a ele para que ele não passe tão rápido por mim.
Vou me entorpecendo bebendo Smirnoff… (ice).
Posted by Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ on 12/07/2010
“Your head is humming and it won’t go, in case you don’t know”
“Stairway To Heaven” – Led Zeppelin
Questões eternas que procuram respostas inexistentes e a mais completa certeza de que posso falar com qualquer pessoa e ninguém vai entender a questão ou porque a resposta é tão necessária.
Eu acredito que de um lado existam pessoas que jamais vão compreender a questão. Pessoas que não sentem um nó no meio do peito dizendo que “isto está errado” que essa não é a vida que você deveria estar vivendo… Impossível alguém sentir algo assim e não lidar com algum tipo de tormento interno, como quem executa uma tarefa de precisão sobre uma profunda dor de ouvido ou dor de dente… Sua atenção nunca está na bola, seu “sangue nunca está nos olhos”, porque existe uma distração interna que você não pode ignorar. E não tem nada há ver com dinheiro, fama, ou reconhecimento social dos seus pares; mas com a certeza que há coisas para serem feitas, histórias para serem vividas a despeito do sentido lógico que elas façam. São as pessoas que me relembram da idade, das contas que vencem e tentam me propor um plano lógico e bem calculado pra sair dessa vida… Como se fizesse sentido deixar a areia movediça com mais um barril de areia movediça.
E existem as pessoas que não compreendem a resposta. São as pessoas que fizeram a opção oposta muito cedo e não são capazes de compreender como alguém com esse tipo de tormento no peito sofra voluntariamente dessa dor sem fazer nada a respeito. Pessoas que não conseguem compreender o que é pensar na resposta porque jamais fizeram essa pergunta.A escolha delas não foi a mais sensata para a maioria, mas elas deram certo – e um pouco de sucesso faz qualquer pessoa “sensata” enxergar sensatez no inimaginável.
P.S.: Como o namorado diz que eu tenho o costume de escrever “subjetivamente” a gente traduz: imagine-se na beira dos 30 anos, sem bem-estar profissional ou financeiro, sabendo que o que você faz pra ganhar a vida até é legal, mas você não consegue se imaginar fazendo isso por nem mais 06 meses, sabendo que tem uma porção de coisas que lhe fariam muito mais feliz mas… enferrujaram. Você não desenha mais nada, não escreve mais nada, e não faz ideia de como pode ganhar a vida se decidir pelas coisas que você atualmente é muito ruim para fazer profissionalmente… Mas que no fundo você sabe que as opções são: escolha o resultado desconhecido da incompetência ou a infelicidade certa da escolha sensata.
É como sofrer um acidente, e ter duas escolhas: ficar confortavelmente deitada em sua cama, com cara virada para a televisão eternamente ou escolher uma vida de um bom tempo de fisioterapia, esperando andar, correr, nadar… mas sem certeza nenhuma… O que pode te levar ainda para uma vida inteira deitada na cama mas… sem poder pagar a televisão.
É lógico que essas são questões de um domingo a noite, depois de uma caipirinha, meia champagne, uma smirnoff ice, 02 shots de tequila, depois de um final de semana longe do namorado e com produtividade de 10% do que deveria fazer mas… Mesmo assim são questionamentos que não podem ser ignorados. Minha procrastinação é bem antiga, e pra ser sincera eu não sei o “gatilho” dela… mas… não posso deixar de imaginar que é um motim do corpo, da alma, do inconsciente por um eterno considerar “What if…”
And as we wind on down the road
Our shadows taller than our soul.
There walks a lady we all know
Who shines white light and wants to show
How everything still turns to gold.
And if you listen very hard
The tune will come to you at last.
When all are one and one is all
To be a rock and not to roll.
Honey Pie
Posted by Prix Dekanun in WEB on 09/07/2010
Por incrível que pareça, eu havia lido um texto sobre o assunto na faculdade.
… E mesmo assim, jurava que era lenda urbana…
Well, aparentemente não é…
Honey Pie from California is a place. on Vimeo.









