Were you born to resist or be abused?

depression...

Is someone getting the best, the best, the best, the best of you?

Sabe quando acontecem aquelas coisas que você já sabia que ia acontecer mas… Ainda tinha alguma esperança que não se confirmasse? Pois é, no final essas coisas sempre acontecem. Dentre todos os problemas pessoais para resolver acho que o mais gritante atualmente é o fato de assumir responsabilidade por aquilo que eu não sou responsável. Eu não sei dizer não para nada que se apresente como “responsabilidade minha” – mesmo que na verdade a minha vontade fosse dizer: “Desculpe, isso não é comigo… FDS”.

Amanhã vai ser mais uma ocasião da série. Mesmo tendo me inscrito há mais de um mês na Masterclass do Animamundi, eu não vou. Apareceu outra dessas “minhas coisas” imaginárias pra fazer. E como se eu não tivesse meus textos atrasados pra escrever, ou meus storyboards atrasados pra produzir, eu também tenho que brincar de comercial amanhã.

O mau de ser uma pessoa passivo-agressiva com síndrome de responsabilidade é: por mais que você ache que já deu todas as dicas que “es finito”, “caput”, “se foi”, “não existe nenhuma vontade adicional no meu espírito em continuar”, as pessoas sempre acham que você está em ladainha constante… “A Priscilla é assim, ela é meio cricri, reclama mas depois vai lá”… E eu estou cansada mesmo. Cansada no ponto de a vontade ser recolher as minhas coisas (já foram recolhidas) ir embora (já está em planejamento) e não voltar nunca mais (inviável, mas vamos tirar a média).

Eu não tenho uma atitude saudável em relação ao trabalho, e isso não está apenas relacionado ao fato de que ultimamente toda vez que penso em vir pro escritório eu tenho uma pontada no meio do estomago, ou que a cada semana eu enfrento uma moléstia nova, ou que eu como desesperadamente de raiva e ansiedade: eu tenho uma relação de hierarquias, responsabilidades e expressão de vontades meio fodida. Eu acato certas coisas, e certas responsabilidades como se não houvesse outra opção sem ser obedecer – eu não consigo ver outra opção de resolver isso sem ser me curar num período sabático e só me aventurar em terras profissionais ou pouco mais curada, um pouco mais sã.

Juntar tudo isso às vésperas dos 30, ao fato de eu estar bancando o meu financeiro há 02 (quase 03) meses só joga mais lenha na fogueira. Sim, eu poderia estar em casa, transformando meu quarto num lugar mais saudável, escutando música, praticando esportes, cozinhando e levando a vida. Então por quê diabos eu me enfiei numa situação que me faz e me traz tando mal?

Masterclass I Animamundi 2010 - Vc vai? Que inveja! Vc não vai? Foi mal, fiquei com a sua vaga e nem fui.

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