Eu odeio anos ímpares! É um preconceito reforçado por anos e anos de observações seletivas. De qualquer forma, eu já olho com certo desprezo para o dito cujo muito antes dele começar… Mas por mais incrível que pareça, esse ano eu pretendia relevar o fato.
Afinal de contas, o que não gostar a respeito de 2011?
- Estar alocada em uma empresa para aprender e colocar soluções diferentes para funcionar?
- Mudar com o meu namorado e começa a construir uma vida a dois?
- Acreditar que, com a minha ausência momentânea da empresa ela cresceria absurdamente, já que pelo que sempre se disse eu representava os grandes entraves que ela enfrentava?
Não foi bem assim!
Nunca é bem assim!
Primeiro porque sonhar o sonho alheio requer uma boa dose de “água mole em pedra dura”. Você tem que estar com vontade de mudar corações e mentes, vender suas ideias, construir com o tempo… Sinceramente? Eu não tenho essa paciência; não dessa forma. Eu montei uma empresa para fazer as coisas do meu jeito, para investir que as coisas fossem feitas do meu jeito e colher o resultado disso (bom ou mal). O conhecido joguinho corporativo não me interessa… Especialmente quando você vê de perto como é pago no dia seguinte o esforço desmensurado que se pediu no dia anterior; não gosto de ver isso e não gosto de pensar que na minha ausência se faz isso em meu nome. Pequenas pessoas, pequenos problemas, brincando de War com seus peões de plástico! Tô fora!
Segundo, a construção de uma vida a dois. A construção de uma vida a dois envolve o quanto um pode assumir. Mudam-se as décadas, mudam-se os séculos mas… se uma mulher quiser que algo seja feito, bem feito ou de qualquer jeito, ela vai ter que fazer. Não tenho tanto problema com isso, mas ainda não consegui internalizar a existência de três turnos… O de trabalho, o de casa e o de cuidado/desenvolvimento pessoal. Como diria um desaparecido amigo, homens são como filhotinhos de cachorro: fazem bagunça, fazem sujeira, fazem bobagem quando tentam te deixar feliz, mas impossível não olhar pra cara deles e não amá-los. É aceitar isso e afastá-los dos cristais… No meu caso dos vidros, dos aparelhos eletrônicos, da máquina de lavar ou de qualquer atividade aberta para interpretação.
Terceiro… Nem vou comentar o terceiro. Não vou ser acusada de calúnia e difamação, por ser sincera e realista… Cada um, e esse um mais especificamente, deve ter a capacidade analítica para assumir sua parte da conta… Afinal de contas, eu não sou tão boa assim para detonar iniciativas à distância. Se se tira a bola de ferro da perna e a mesmo assim a coisa não decola, precisamos avaliar a questão.
E pra piorar… acontecimentos sútis, recentes…
E eu olhando pro lado e me perguntando: por que a gente (aqui num sentido mais amplo e universal) perde tanto tempo com bobagem, com política, com aparências. E por que eu, mais precisamente, estou com tanta dificuldade desse vez de executar o meu plano provado e comprovado de sucesso: sentar a bunda e fazer.



