Desde o último Intercon, tenho pensado na questão da “comoditização da pessoa” como acabou sendo colocado lá por essa nossa participação gratuita e voluntária nas redes socias; doando conteúdo para que elas funcionem e expondo mais do que deveria da própria vida. O que, de repente em uma dessas aulas da vida me levou a uma pseudo epifânia:
Essa Internet está matando minha criatividade.
Não digo criatividade com “C” maiúsculo, porque ela não está matando nada assim tão significativo quanto a descoberta de uma nova fonte de energia sustentável ou a cura de alguma doença (curas de doenças são com o Starcraft Husband, rs) mas o simples produzir… o fluxo de viver a vida, pensar a vida, entender a vida.
- Antes desse blog, eu escrevia longos diários… Repletos de ladainhas, reclamações e letras de música, rs – o blog acabou com isso.
- Depois disso veio o Twitter… E ele jogou uma pá de cal nesse blog (claro, somou-se a isso uma temporária aventura profissional que eu não queria escancarar por aqui, um novo relacionamento que eu não queria compartilhar com ninguém além de nós dois…) .
- E então veio o Facebook… que enterrou de vez o diário, o blog e o Twitter.
Não acredito que o mundo perca muito com a redução da minha produção online.
Mas sinceramente acredito que eu perdi muito com a redução dos meus diários. Existe uma fragmentação de pensamento, um descarregar sempre nas horas mais tensas que não ajuda. E sim, eu vou ser bem House à respeito de tudo isso: as tijoladas que eu dou online não fazem eu me arrepender tanto pelos feridos, mas mais por a incapacidade de criar blocos maiores que elas provocam.
Toda essa participação no Facebook, faz com a minha capacidade criativa seja como gás de um refrigerante de dois litros que é aberto de 15 em 15 minutos: desaparece. Por outro lado, quando eu guardo as coisas para mim… Bem, no final das coisas tudo sai meio assim:
E num futuro próximo ou longo, eu prefiro ser acusada de intransigência do que de apatia.



