domingo, 2 de dezembro de 2012

2013: Um ano de releituras...

Todo ano eu estabeleço alguma meta maluca relativa a leitura. Nos últimos dois anos, a meta maluca é acompanhada via Skoob - e eu chamo a meta de maluca, principalmente, porque em plena idade adulta e cheia de responsabilidades (que é claro, não necessariamente eu assumo) espero ter o mesmo número de leituras dos meus 14, 15 anos... Aquela época em que a gente era feliz e, sim, sabia.

Nesse ano, já foi uma conquista manter o número em apenas 72 (quantidade estabelecida de maneira quase aleatória, significa apenas duas páginas do skoob, algo muito mais fácil de acompanhar visualmente). No ano passado, por exemplo, eu cheguei a ter 150 livros como meta mas... Mesmo que eu fosse muito foda (*sorry*), um livro por semana seria o máximo que eu poderia almejar...

Estava pensando em encerrar o ano com um post sobre as leituras mais interessantes do ano. Afinal de contas, como apaguei esse blog duas vezes nos últimos seis meses, e anos e anos de posts foram para o lixo, ninguém tem como me cobrar sobre que fim levaram minhas metas para o ano (alguém sabe? alguém viu?) - posso posar de leitora assídua sem entrar no fato de que o que era importante mesmo não foi feito, rs.

Agora não sei se já estou sobre a influência dos fantasmas das metas dos Natais passados, presentes e futuros mas... Dei uma travada violenta nas leituras de final de ano desde Outubro. Aquela conscientização básica de que "quantidade" não é "qualidade" baixou por aqui e... Como eu li muito livro digno de mais atenção esse ano, acho que vale a pena colocar um plano de releitura em ação... A maior parte dos livros lidos merece mais algum tempo debruçado sobre eles; então eu já nem sei se vou planejar alguma leitura para 2013, ou se vou me dedicar em rever em mais detalhes o que foi lido.

Queria estabelecer é uma meta para literatura na verdade, pois o meu foco principal é sempre livros técnicos e sobre desenvolvimento pessoal - dificilmente eu pego algum livro de literatura para ler... Acho que o último que eu li foi (estou achando nada, estou é buscando o skoob que não me falha a memória)... "O vendedor de armas"... em 2011 e logo depois de "A insustentável leveza do ser" - o que deixou o livro ainda mais triste. Dica: nunca leia um best seller descartável depois de um livro fodástico; sua irrelevância ficará absurdamente mais evidenciada. É como tomar Guaraná Antártica e depois Dolly Guaraná... E lembre que isso é uma metáfora, não faça isso também!

Da pilha grande de livros ainda não lidos, estou tentando selecionar 12 livros literários para dedicar um bom tempo em 2013... Aceito dicas. O resto do tempo será utilizado em releituras - não dá para seguir em frente sem aproveitar direito o que se tem em mãos.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Aquele estranho momento...

Peço perdão. Antecipado. Odeio gente que fala por memes internéticos... Gente que diz "chorei", "chatiado" e outros, como muletas linguísticas do cotidiano. Muito parecido com as febres de frases de efeito que corriam o Brasil por conta de programas humorísticos de qualidade duvidosa - e me desculpem Chicos Anísios; Cassetas e Planetas e Zorras Totais da vida: não há como aguentar tanto "E o salário ó..." ou "Fala Sério" ou "Hoje eu tô bandida". Pronto, parei com o assunto desagradável. Lembre-se que eu pedi perdão antecipado.

Mas eu estou mesmo num daqueles "estranhos momentos..." - Estranhos momentos em que você percebe que na casa do ferreiro o espeto é de pau - não, eu não tenho nada contra esse tipo de clichês, se não fossem eles, acabava o estilo (o meu inexato barroco-confuso, pelo menos). Estava escrevendo um conteúdo sobre uma das minhas especialidades: Ensino a Distância. Dez anos nessa indústria vital, me renderam muitos conhecimentos práticos, alguns insights e a possibilidade de posar de especialista - e conteudista - em alguns tópicos. O de hoje: motivação dos estudantes para o aprendizado on-line.

Obviamente, meu foco é corporativo. Não vou entrar no mérito das discussões pedagógicas que a escola precisa mudar... Toda vez que alguém diz isso, meus olhos se reviram como o pescoço da garota de o exorcista. Não porque eu ache que não precise mudar; mas porque eu odeio discussões sobre coisas óbvias de sistemas complexos. Educação de formação, é um sistema complexo. Você muda algo hoje, na melhor das intenções e vai apenas ter certeza do resultado real em 15 anos. Eu não tenho paciência para isso. No corporativo a questão é sempre mais superficial... mas o "truque" é sempre mais executável: você tem o problema, como você resolve o problema? Sim existem milhões de nuances aplicáveis também: Cultura Empresarial, o poder da área de RH, se quem demanda o treinamento tem poder para implementá-lo, se ele está de acordo com os objetivos da organização etc. Mas é "easy fix" - planeja, aplica, mede, revê, aplica, novamente... Melhoria contínua.

Isso tudo posto - e não tão exposto - voltamos ao "estranho momento...".

Existem algumas questões-chaves para a manutenção da motivação do estudo on-line, que são bem semelhantes a questões de aprendizagem autodidata - conforme eu percebi enquanto escrevia:
  • Você deve saber quanto tempo tem disponível (em minutos, horas).
  • Quando (em que momento da sua rotina e com que frequencia)?
  • Estabelecer objetivos claros por períodos de tempo definidos.
  • Estabelcer autorecompensas ou critérios que permitam você determinar que o objetivo está atingido.
(Ok, vou somar ao fato de que eu acho que 05W01H resolve 50% da vida, com o fato que metas SMART são os outro 50%).
Isso me fez pensar nos meus atuais esforços abandonados, fracassados, ferrados com relação a educação pessoal: aulas de desenho, pós-graduação, reciclagem de informática etc., que eu vivo reclamando que estão parados ou naufragando. Eu jamais parei para determinar qualquer uma dessas coisas. Minha meta com relação a desenho é sempre "desenhar todo dia" (quanto tempo ou que hora ninguém sabe) e bater a quantidade de rascunhos do ano anterior (conforme postagem no Flickr). E essas definições encerram todas as minhas definições relacionadas a aprendizagem... Os outros casos, nem essas metas tem.

Vai dizer mesmo que casa de ferreiro não tem espeto de pau? Eu caio na falácia suprema que abala o desempenho de 09 em cada 10 estudantes on-line e pessoas que pensam em aprender coisas novas por conta própria: a falácia do "qualquer dia, qualquer hora". Você assume que como os meios estão disponíveis 24 horas por dia, você tem 24 horas por dia de disponibilidade - coisa que não tem.

Somos criaturas de hábito, criaturas de rotina... Não importa se você acorda às 11:00 da manhã, vai dormir às 03:00 e cisma que o melhor horário para almoçar é meia noite. Sua rotina pode ser "não-convencional", mas uma vez estabelecida é rotina. Se você não encontra mais aquele sentimento interior de "tá na hora de fazer tal coisa", como geralmente acontece com banhos (eu espero) e refeições, as coisas não vão pra frente. Você pode até se orgulhar de não ser uma pessoa previsível, mas, o que você conseguirá aprender nesse esquema, pode ter certeza, é bem previsível. E normalmente é nada.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Desafio 01: Produtividade.

Antes de mais nada eu gostaria de dizer que qualquer bobagem dita hoje pode ser creditada aos meus quase 38 graus de febre, à dor de garganta que deu lugar a tosse, e ao fato que o meu melhor amigo hoje - pelo menos do meu nariz - é um rolo de papel higiênico.

É sempre bom lembrar que as opiniões de pessoas febris, com dor de cabeça, tosse e narizes cor de rosa não devem ser levadas a sério... Mas vamos lá!

Estava pensando na questão de lançar um desafio por mês - e que me esqueci de mencionar que Setembro seria o mês para identificar as áreas que mais precisavam de ajuda, e definir os desafios - e como tudo isso esbarra em um desafio essencial: a minha falta de produtividade.
"Eu sou uma pessoa 'tipo' produtiva, só que sem produzir nada" - Comentário 'tipo' NET colhido num momento de desabafo da autora.
Administração do tempo x Administração da vida.
Já li bastante a respeito da tão falada "Administração do Tempo" - que agora está na moda chamar de "Administração da Vida", já que a quantidade de tempo não é administrável. Recentemente, até coloquei nas minhas prioridades fazer um levantamento de todos os métodos de maior relevância no momento, para escolher o que melhor se adapta ao meu caso, e montar um texto interessante para o Dekanun que anda tão sem publicações mas... Depois de tanta leitura de GTD, de Making Ideas Happen e Tríade do Tempo; depois de tantos testes de software de gestão de tarefas e projetos (estou quase fechando com o fato que o Action Method da Behance é o melhor para mim) a minha maior conclusão é: meu problema com relação a produtividade é muito mais fundamental do que levantar tudo o que tenho a fazer, priorizar as atividades e quebrar os projetos nas menores e mais executáveis tarefas. O problema é que eu não consigo pegar essa tarefa e começá-la. Eu sou uma ótima criadora de listas que depois não tem nenhum item riscado (e pior, ainda acrescento mais itens a lista).

Mais tomates que um ketchup Hellmann's
Quando sistemas complexos falham, nada melhor do que adotar medidas simples. E na área da gestão do tempo/vida, nada mais simples que a técnica Pomodoro (tomate em italiano, o nome veio dos temporizadores de cozinha nesse formato). Pomodoros são unidades de tempo de 25 minutos - você pode/deve focar apenas e exclusivamente em uma tarefa. Ela não precisa ser executada apenas em 25 minutos, você pode executá-la em alguns pomodoros (no entanto, se você for capaz de quebrar suas atividades em pedaços que possam ser executados nesse tempo, sua sensação de produtividade será maior). O importante é que seu foco esteja centrado na tarefa, em nada mais durante o período. Depois de cada pomodoro você deve fazer uma pausa curta (05 minutos) e depois de 04  pomodoros, uma pausa longa (15 minutos). Para saber mais sobre a técnica, acesse o site: http://br.pomodorotechnique.com/.

A sútil arte de escolher o importante.
Além de treinar o foco para melhorar a produtividade - a outra grande luta que precisa ser travada é com a escolha dos aspectos relevantes. Que eu tenho mais coisas do que posso fazer eu sei, qualquer anotação nesse sentido seria chover no molhado. Mas como evito a parálise por análise e faço coisas relevantes? Como escolher e investir tempo nas coisas realmente importantes? Nesses doze meses eu não conseguirei fugir de um desafio relativo a produtividade.

domingo, 2 de setembro de 2012

A Day in the Life

Acordei às 6 da manhã. Preparei um chá, fiz alguns alongamentos e então 15 minutos de Ioga - seguidos por um breve café e mais 30 minutos de bicicleta ergométrica. Então fui tomar banho, troquei de roupa e parei alguns minutos para planejar o dia - que dalí por diante eu fiz o máximo para sair conforme eu havia planejado mas... Mesmo nos momentos em que eu não consegui - o que sempre acontece - eu fiz o máximo para realizar as ações adequadas às minhas principais prioridades.

Lindo não é mesmo? Em um mundo perfeito, em um universo alternativo a lá Fringe, deve ser exatamente o que aconteceu. Nesse, simplesmente não foi assim.

Algumas pessoas tem o privilégio de ter inimigos externos. Elas sabem que seus problemas estão lá fora e que seu inferno são os outros. Eu sei que não é bem assim. Vejo meu inferno no espelho todo dia pela manhã. Meus maiores inimigos são meus próprios hábitos em desacordo com o que eu quero da vida. E mudar hábitos é um trabalhinho do demônio.

Existem 04 áreas principais que tem me chamado a atenção ultimamente:
  • Finanças;
  • Saúde (peso);
  • Produtividade (ou a falta dela); e
  • Organização (ou sua inexistência).
Todo o resto que me preocupa pode, de uma forma ou de outra, ser encaixada nessas categorias. E eu acredito que o que atrapalha todas tem as mesmas raízes - a mesma compulsão, os mesmos traumas, os mesmos problemas.

Por conta disso, eu resolvi lançar um desafio para mim: um desafio de 12 meses com foco dedicado nessas quatro áreas para tomar consciência, criar novos hábitos e melhorar minha vida - afinal de contas, se a coisa fosse só experiência pela experiência, eu é que deveria ser cientista, não o marido.

Recentemente enquanto eu olhava e revia diferentes setores da minha vida eu cheguei a conclusão que boa parte de tudo o que acontece na minha vida tem apenas uma causa: falta de consciência. Para alguém com aspirações budistas essa conclusão é quase engraçada. Eu gasto mais do que posso porque não tenho um controle mensal do quanto posso gastar; eu como mais do que devo porque na verdade eu não tenho ideia do quanto eu estou comendo. Eu deixo deadlines estourarem e a casa ficar de cabeça para baixo e quando isso acontece eu percebo que é tudo porque eu simplesmente não tenho um processo de execução constante para as pequenas coisas - seja para capturar as demandas, seja o costume de fazer um pouco por dia. Os dias passam, as coisas se acumulam e eu simplesmente não percebo.

Nesse final de semana por exemplo: eu tenho muito trabalho para ele e não sei por onde começar - já cutuquei várias coisas e não conclui absolutamente nada. Eu posso dar desculpas verdadeiras (como  a dor de cabeça e a dor de garganta me distraíram) mas não muda o fato de que as coisas não foram feitas e de que eu preciso lidar com isso - e com as consequências disso.

Acho que agora o que eu preciso é focar na solução - 12 meses, 12 desafios para melhorar a vida, descobrir mais sobre mim e orientar mudanças. Quem quiser dar muita risada com a desgraça alheia, está convidado a acompanhar as coisas nos próximos meses.