ESBRAVEJANDO.

Está difícil postar esse ano. 50% do crédito vai para a minha agenda vermelha (Molesline Daily Planner) que toma quase toda a vontade diária de escrever alguma coisa, e 50% porque eu simplesmente não estou com vontade de escrever. Parece que algumas coisas se repetem inexplicavelmente como se eu estivesse vivendo o dia da marmota, e eu não estou com paciência para elas. De outro lado, as coisas vão muito bem – mas seria muito gay (di minina, como diriam no colégio) relatá-las e eu até tenho dado um crédito meio fora do normal para o olho gordo – quer dizer, para tentar evitá-lo.

Hoje tirei o dia para aborrecer colaboradores. Não é uma atividade planejada para a aporrinhação… É uma atividade planejada para “ver se cresce”.  Existem algumas qualidades profissionais que ou você desenvolve, ou vai ser professor (como o batalhão de prestadores de serviços nossos que anda fugindo para a licenciatura, mestrado e áreas de pesquisa).

Existe uma série de peguntas que toda pessoa deveria poder responder antes de começar a trabalhar em algo, ou depois que completar o trabalho – desculpem os palavrões, mas no momento eles tornaram-se parte intrínseca da comunicação.

  • Por que você está fazendo isso? Parece besteira, mas não é. Sem dar nomes aos bois, estou achando incrível a quantidade de gente que ignora isso (e a quantidade de vezes que essa gente ignora isso). Funciona assim: você fala para a pessoa ‘construa uma mesa’. E ela volta no tempo normal com uma mesa – só que ela começa a fazer antes de saber se a mesa é de jantar, de centro, de festa, de jardim… Ela simplesmente faz uma mesa e acha que está ok. E ainda se aborrece quando você pergunta “mas por que você fez uma mesa assim?” – Eu deveria ser mais específica? Poderia. Mas quando se contrata alguém que supostamente quer ser um trabalhador profissional, ele precisa pelo menos formular as dúvidas necessárias para agir. Se contrata pessoas para que pensem, não para que executem como robôs.
  • Você pode terminar esse serviço no prazo estipulado? Essa então está virando um clássico. Quando você lida com freelas, eles querem saber de trabalho entrando… Mas pouco sabem de como o trabalho vai sair. Você fala que tem X coisas para fazer em Y tempo por Z dinheiro, e os olhos brilham mais que o sol. Mas não demora muito pra você ouvir que X é muita coisa para um Y tão curto e que talvez  isso valha mais Z. Ele tem razão? Provavelmente tem… Mas novamente: pqp, vc é o profissional. Sua obrigação, ao aceitar um trabalho que não tem obrigação de aceitar é verificar se pode realizá-lo. Profissional é dizer: “Até Y, eu só consigo fazer 1/2 X” – está tudo bem com isso, você contata outra pessoa para ajudar a completar o trabalho e finalizar em tempo. É possível que você perceba que o trabalho vai levar mais do que o necessário só no meio dele? É… Mas nesse caso, avise mesmo quando chegar no meio dele… Não na data de entrega.

Os amigos que adoram os rótulos “cientista” – como a Marcela e o namorado – vão odiar essa comparação de incapacidade com a ligação ao pessoal do mundo acadêmico – mas afirmo que a intenção não é essa. Minha crítica não é ao meio acadêmico sério… E sim as pessoas que não conseguem tirar o mundo “escolar acadêmico” da cabeça. Que acham que no mundo corporativo o “esforço” é tão importante quanto o resultado, que existe sempre uma prolongação de prazo debaixo da manga e que adoram puxar o “mas eu aprendi assim…” ignorando que isso não anula o “não foi isso que eu lhe pedi…”. Isso sem contar na atitude mais amada. Pessoas que começam a puxar qualificações que só caberiam no lattes para as suas assinaturas, como se isso fosse abrandar a informação de “o trabalho ainda não está adequado”.

Cruel? Sem dúvida!

Mas por favor me informe quem foi o puto que te disse que não seria assim?

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Pros teus braços…



Alô? Tô namorando, pô!!, upload feito originalmente por André Pinnola.

E quando chega o fim do dia
Eu só penso em descançar
E voltar prá casa pros teus braços
Quem sabe esquecer um pouco
Do pouco que não temos
Quem sabe esquecer um pouco
De tudo que não sabemos

Sexta-feira virou o dia oficial do “FDS, It’s friday and I’m in love!”. Em 99% das vezes, o cansaço é só mental mesmo mas… Quando chega o final do dia, eu só penso em ir pra casa do namorado mesmo e dormir! Ou quase isso!

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ROTULANDO



Don’t Label Me!, upload feito originalmente por …Sophie….

Umbandistas são espíritas.
Evangélicos são protestantes.
Golfinhos são peixes.
Ornitorrincos são aves – é claro, com aquele bico de pato.
Funk carioca é igualzinho ao Funk original.
Romances tem esse nome porque são românticos…

Uma em cada 10 pessoas diz que não gosta de rótulos…
… Deve ser porque 09 em cada 10 pessoas não sabe usá-los!

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Mais um caso de censura na Internet proporcionado pela kmisetas.com.br

Não sei se é porque eu fiz publicidade, mas considero algumas falhas de comunicação empresarial muito infantis, e duvido que exista qualquer profissional da área na empresa. A mais nova foi proporcionada pelo site “www.kmisetas.com.br” que acionou “extra-judicialmente” o blog Design.blog, conforme você pode ler mais nesse link aqui, por comentários negativos feitos sobre a empresa.

Agora está virando moda: você recebe um serviço que o desagrada e não pode emitir sua opinião a respeito – é acionado “extra-judicialmente”, por “difamar e comprometer as vendas da empresa”.

Fico muito preocupada quando empresas começam a investir mais em departamentos jurídicos do que na qualidade dos produtos e em atendimento ao consumidor; ou em um relações públicas decente que saiba que vivemos no século XXI e tenha mais jogo de cintura para lidar com essas situações – do que realizar uma ação truculenta e completamente inadequada como essa.

Para mais informações sobre a qualidade do atendimento da “www.kmisetas.com.br”:

O mais engraçado, é que eu tinha muita vontade de fazer algumas camisetas personalizadas no “kmisetas“. Já tinha indicado o site para aproximadamente uma meia dúzia de pessoas – mesmo já tendo pesquisado as reclamações no Reclame Aqui anteriormente. A única coisa que fez eu realmente desistir de trabalhar com essa empresa foi essa ação extra-judicial… Esse “cala a boca” no consumidor!

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Meu 2010 começa hoje!

Os espiritos natalinos que vivem na caixa de som!

Eu nasci num sábado, por volta das 10:00 da manhã, ameaçando atrapalhar a feijoada do obstetra. Talvez um tanto relacionado, quarta-feiras e sábados são meus dias favoritos da semana – dias de feijoada, que também é o meu prato predileto. Então eu resolvi começar meu ano no dia que eu gosto: sábado! Por que sejamos sinceros, depois do Natal o ano se vai em alguns dias de limbo que já não são nem uma coisa nem outra.

Tenho meus planos pra 2010… Ainda não muito definidos, ainda não muito organizados. Nada melhor que alguns dias extra pra organizá-los e colocá-los pra valer. Acho que estou me acostumando com a minha sina: nada nunca sai como eu imaginava! Às vezes sai muito melhor, às vezes muito pior, mas nunca da maneira que eu imagino.

Hoje, ou melhor ontem (25/12), passei uns 40 minutos no telefone conversando com o Diego sobre as nossas aspirações “artísticas”. Sobre como o tempo passa, e a gente não começa na hora que deveria, e depois fica muito tarde para manter o mesmo sonho pesando sobre a cabeça. Aos quase 30, você não vai ser desenhista da Disney ou animador da Pixar – quer dizer, se ainda estiver patinando no mesmo gelo que estava patinando nas últimas décadas. A vida, da forma que devia ou não, aconteceu nesse meio termo e deixou os sonhos um tanto quanto inalcançáveis – pelo menos é o que a gente acha.

Mas ainda há um certo espaço para manobra.

Alguns parafusos para acertar.

Alguns compromissos para assumir!

E não só pela conversa, cada vez mais vejo que não há tempo para esperar, ritual para seguir ou qualquer outra coisa… Esperar pelo ano novo nesse contexto, é só uma forma de perder mais uma semana que no futuro pode fazer uma grande falta.

Eu ainda não estou satisfeita. E insatisfação, embora não seja o melhor dos motivos, ainda é motivo suficiente para agir.

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