Posted by Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ on August 1st, 2010
A verdade é que eu meio que abandonei a minha conta do Twitter. Ainda entro esporadicamente para responder alguma coisa, fazer uma leitura básica das atualizações (que acaba servindo de reforço para a decisão de abandono), e só.
Parte do motivo, é que eu me irrito com o que escrevo. O fato de destilar minhas raivinhas por lá enfraquece as minhas “raivonas”. Com essa história de watercooler social, você fica regulando a pressão momentânea e acaba não acumulando pressão suficiente pra fazer algo de verdade.
Outra parte do motivo, eu me irrito com o que os outros escrevem. Se ainda fosse uma questão de desafogar as mágoas no twitter, ótimo. Mas ultimamente é uma festa do “socialmente engajado”, “extremamente descolado” e joguinhos bestas dignos de orkut ou aquele insuportável “Farm Ville” do Facebook que… sejamos sinceros, há coisa melhor para fazer da vida.
Voltei ao mundo dos blogs. É verdade que com pouca paciência para os “explicações metafísicas para o meu resultado medíocre” ou para os “confundindo falta de perspectiva com simplicidade e sintonia” mas… Existe muitas coisas boas por aí, muito bem pensadas.
Chegou a hora de parar de perder tempo com o “nhé, nhé, nhé” alheio.
Despite all my rage…
Posted by Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ on July 30th, 2010
… I’m still just a rat in the cage!
Mas quase cientificamente confirmado: ainda com um tanto bom mais de noção do que me fazem crer algumas leituras recentes!
Were you born to resist or be abused?
Posted by Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ on July 28th, 2010
Is someone getting the best, the best, the best, the best of you?
Sabe quando acontecem aquelas coisas que você já sabia que ia acontecer mas… Ainda tinha alguma esperança que não se confirmasse? Pois é, no final essas coisas sempre acontecem. Dentre todos os problemas pessoais para resolver acho que o mais gritante atualmente é o fato de assumir responsabilidade por aquilo que eu não sou responsável. Eu não sei dizer não para nada que se apresente como “responsabilidade minha” – mesmo que na verdade a minha vontade fosse dizer: “Desculpe, isso não é comigo… FDS”.
Amanhã vai ser mais uma ocasião da série. Mesmo tendo me inscrito há mais de um mês na Masterclass do Animamundi, eu não vou. Apareceu outra dessas “minhas coisas” imaginárias pra fazer. E como se eu não tivesse meus textos atrasados pra escrever, ou meus storyboards atrasados pra produzir, eu também tenho que brincar de comercial amanhã.
O mau de ser uma pessoa passivo-agressiva com síndrome de responsabilidade é: por mais que você ache que já deu todas as dicas que “es finito”, “caput”, “se foi”, “não existe nenhuma vontade adicional no meu espírito em continuar”, as pessoas sempre acham que você está em ladainha constante… “A Priscilla é assim, ela é meio cricri, reclama mas depois vai lá”… E eu estou cansada mesmo. Cansada no ponto de a vontade ser recolher as minhas coisas (já foram recolhidas) ir embora (já está em planejamento) e não voltar nunca mais (inviável, mas vamos tirar a média).
Eu não tenho uma atitude saudável em relação ao trabalho, e isso não está apenas relacionado ao fato de que ultimamente toda vez que penso em vir pro escritório eu tenho uma pontada no meio do estomago, ou que a cada semana eu enfrento uma moléstia nova, ou que eu como desesperadamente de raiva e ansiedade: eu tenho uma relação de hierarquias, responsabilidades e expressão de vontades meio fodida. Eu acato certas coisas, e certas responsabilidades como se não houvesse outra opção sem ser obedecer – eu não consigo ver outra opção de resolver isso sem ser me curar num período sabático e só me aventurar em terras profissionais ou pouco mais curada, um pouco mais sã.
Juntar tudo isso às vésperas dos 30, ao fato de eu estar bancando o meu financeiro há 02 (quase 03) meses só joga mais lenha na fogueira. Sim, eu poderia estar em casa, transformando meu quarto num lugar mais saudável, escutando música, praticando esportes, cozinhando e levando a vida. Então por quê diabos eu me enfiei numa situação que me faz e me traz tando mal?
A little less conversation…
Posted by Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ, TWITTER DO DIA on July 27th, 2010
Conversávamos dia desses, Elaine e eu, sobre essa tendência à supervalorização do próprio esforço no mundo das artes comerciais (ilustração, design etc.). Primeiro, não é verdade… Não é uma questão de supervalorização do próprio esforço, mas de reenquadramento da própria mediocridade…
Se eu desenho uma mão tosca, é isso: eu desenho uma mão tosca. E acredite, eu realmente sei desenhar uma mão tosca pra valer! Meu Flickr está repleto delas – e cheio de exemplos toscos. Meu compromisso alí não é dizer “olha, que bonito”, mas sobreviver ao “nossa, é você que faz essa M?” – Cada um com suas questões Freudianas para resolver.
Mas quando você costuma ver portfólios com regularidade, blogs de ilustradores/designers etc… São sempre os “Wannabes” os mais falantes. “Muita conversa para pouca arte” – como diria a Elaine. Seria como se eu pegasse uma das minhas mãos toscas e começasse:
“Aqui eu quis resgatar o primitivismo da função da mão enquanto receptáculo e agente de interação do homem com seu ambiente exterior, imprimindo o revés da conturbação da sua alma em profundo questionamento de si, enquanto mão”.
Tudo isso pra simples verdade: mão torta, dedos não proporcionais: minha anatomia é uma M!
No entanto, parece ser uma constante que “ser artista” é sinônimo da explicação conturbada e não da obra que se explica. Veja bem “ser artista” para quem não o é: pessoas com um trabalho realmente sério não costumam sofrer desse “eu quis dizer”, simplesmente porque dizem! Lembro do meu professor de fotografia digital na faculdade (o Luli) dizendo que nossos trabalhos de fotografia não deveriam ter legenda… Concordo: se não deu pra entender, não foi claro! Por favor, não explique a piada.
Sem mais para o momento…
Posted by Prix Dekanun in BLÁ, BLÁ, BLÁ, LINKS, TWITTER DO DIA on July 25th, 2010















