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Eu sigo em frente... Pra frente eu vou... Será?

De todos os meus blogs, acho que esse é aquele que recebe a versão mais relapsa de mim... Talvez por que ele foi feito para falar da vida em geral e... Sinceramente eu não ando com muita vontade de abrir a boca. Eu recentemente peguei dengue... Fiquei mais de uma semana de cama na minha mãe enquanto ela cuidava de mim e da Lívia. O Ju estava em fase de preparação para a defesa do doutorado e ainda dando aula, não seria a pessoa ideal para cuidar de nenhuma das duas. Há alguns dias eu voltei à minha programação normal. Será? Não estou sentindo. Sinto é que eu liguei um baita e big "F*d*-se!". Não me conformei, mas meio que aceitei que a minha vida "particular" começa depois das 21h e se encerra às 24h, e que o resto é total e exclusivamente dedicado a Lívia. Só não me conformo por não ser grande coisa para ela nesse período. Acho que com o pacote de "mãe" deveria vir um senso de disciplina, ordem, e capacidade de se doar incondicionalmente. Mas eu não s...

Uma resenha muito atrasada

Há anos eu tenho arranhado a superfície do porquê, há muito tempo atrás, eu achei o filme " 8 Mile " do Eminem tão significativo, quando ele passou como tão irrelevante para público e crítica.  Foi preciso que muita água passasse por baixo dessa ponte sobre a qual eu caminho para que eu pudesse agarrar esse conceito tão etéreo que me escapava. Bem, acabado os clichês linguísticos, vamos aos fatos... Existe uma padrão tradicional para os filmes " do nada até a fama " -- e, bem simples, ele é: o protagonista tem que ir do nada a fama, rs. É nesse ponto que o filme frustra boa parte da audiência -- ele não é uma narrativa sobre como alguém atinge o sucesso mas, como alguém desiste dele. No começo, temos um protagonista com o sonho de ser um grande rapper, participando de batalhas entre rappers.  A pressão, toma conta dele, ele passa mal e vira piada. Enquanto isso,  enquanto ele espera o sucesso que lhe é "certo", ele vive de maneira desregrad...

O que está perdido nunca pode ser salvo

Sinto que hoje é um daqueles dias que eu deveria escrever... Escrever ou simplesmente socar um saco de areia -- como não tenho um saco de areia, e se o tivesse é provável que depois do soco ele explodisse em casa e eu ainda teria mais uma coisa para limpar, não... Eu não vou socar um saco de areia. Então resta escrever... É mais barato, mais prático, faz menos sujeira -- o problema é: escrever o quê? Estou cansada. Tão cansada que, a minha primeira opção seria dizer que estou enraivecida mas... Não é verdade. Até que eu deveria estar enraivecida mas, a verdade é que eu não tenho forças para me enervar na medida correta, então resta dizer que estou cansada. Nas minhas leituras recentes, caiu nas minhas mãos um artigo que falava sobre as 05 coisas que você não deveria gastar tempo publicando em blogs e redes sociais; e estar cansado era uma delas (assim como dizer que está sobrecarregado, trabalhando demais, deprimido e coisas do tipo). É lógico que eu não achei um bom conselho -- se...

Da série: versões melhores do que a original.

No episódio de hoje: Fera Ferida (Roberto e Erasmo), na voz de Maria Bethânia. É claro que tem um motivo... Mas como o motivo é velho e, é vergonhoso ainda estar remoendo o dito... Fiquemos apenas com a música e, em breve com a nossa programação normal. Som na caixa!

Abatida.

Hoje eu voltei a ser mãe em tempo integral... Não andava assim... E estava difícil para todo mundo: para minha bebê que não tinha muita rotina nem passava muito tempo em casa, para meu marido que estava morrendo de saudade de não ver a filha durante toda semana útil, para a minha mãe que está toda dolorida e debilitada e ainda estava se forçando além da conta, para mim que ficava dividida entre as minhas responsabilidades maternais e profissionais -- agora eu não fico mais dividida, estou fu* por inteiro. Estou fu* porque a disponibilidade de fazer mais do que as tradicionais 02 a 03 (com sorte) horas por dia acabaram -- o trabalho que deveria estar pronto não. E eu estou tão atordoada com tudo que falta que eu não consigo nem estimar o tamanho do atraso ou quando vou colocá-lo em dia -- eu sei que vai terminar tudo até o final de outubro, mais do que isso não sei. (Também não sei porque a música a seguir está na cabeça, mas está!)

Um estudo sobre a inércia

Sexta-feira eu fiz a minha quinta tentativa na prova de mestrado da ECA. A primeira, alguns anos atrás, eu perdi: cheguei atrasada, não quis arriscar bater a cara na porta. Na segunda -- ou na verdade a primeira -- eu descobri que muitas pessoas chegam atrasadas... E só as covardes ficam com medo de terem as caras batidas na porta. Na terceira, eu faltei... Jogando 150 reais no ralo e amaldiçoando o trabalho que sempre leva o melhor da minha vida. Na quarta, eu fui... Grávida, devagar e com vontade de fazer xixi de 15 em 15 minutos. Nesse ano eu fui pela quinta e última vez... Pelo menos por enquanto. O que eu aprendi nesses últimos 5 anos de provas e tentativas? Muito sobre a inércia. Nada como uma atividade regular anual para fazer você avaliar o que  mudou de um ano para o outro. Enquanto eu me debato, mais uma vez, com os mesmos assuntos: uma incapacidade de separar os esforços de trabalho do resto da vida, minhas eternas juras que da próxima vez será diferente...

Is just a memory...

Oh the boy's a slag The best you ever had The best you ever had Is just a memory and those dreams Not as daft as they seem Not as daft as they seemed My love when you dream them up Read more: Arctic Monkeys - Fluorescent Adolescent

Limites e o poder libertador do fundo do poço.

Sempre fui uma pessoa que perde o amigo, mas não perde a piada. Não ando mais assim... Não arrisco os amigos, nem acho graça na maioria das piadas. Estou muito chata... E até eu estou perdendo a paciência comigo e toda a minha melancolia. No último texto eu falava de equilíbrio e, fiquei pensando que talvez a minha falta de equilíbrio tenha muito a ver com minha atual incapacidade de estabelecer limites. Ou melhor: minha incapacidade de delimitar espaços, o quanto cada coisa pode tomar da minha vida e, o quanto eu posso ou consigo me comprometer com cada coisa. Eu ando ES.GO.TA.DA... Não é por acordar de noite para dar mamadeira de 03 em 03 horas (ou 02 em 02, como na maioria das madrugadas), nem é por estar pegando projetos que requerem que eu ignore minha nova condição social de mãe... Mas porque eu ainda não parei para ter uma conversa franca comigo mesma e dizer o que eu realmente posso fazer a respeito de cada coisa que toma conta da minha cabeça. Meus problemas não são novos, n...

Equilíbrio.

Equilíbrio. Taí uma coisa que eu nunca aprendi direito, e estou precisando fazer um intensivão. Posso nomear a área que for da vida, e o melhor resumo é que as coisas estão desequilibradas; necessitando urgentemente que eu ofereça alguma média saudável: finanças, saúde, organização, relacionamentos... Especialmente relacionamentos. Eu poderia dizer que não tem nada há ver com a maternidade... Mas tem tudo há ver. Que pessoa eu quero e posso ser, impacta diretamente em como eu vou criar a minha filha. Eu sei, por exemplo, que estou pagando por grandes escolhas erradas dos últimos anos -- ou melhor, eu sei que não estou pagando nada por conta das escolhas erradas dos últimos anos mas... Uma hora a pessoa tem que falar: "Parou por aqui pqp!". Tem que parar, porque eu estou fazendo tudo errado de novo... E novamente. Está muito difícil para eu trabalhar, por exemplo. Não só porque eu tenho obrigações maternas, de dona de casa, de esposa, de aspirante a mestranda disputando at...

É hora...

"...Understand what I've become, It wasn't my design..." Ode to my family, The Cranberries Acabei de dar um beijo de boa noite na minha filha, e vir para casa... Não, ela não está comigo. Nessa vida de "horários flexíveis", toda hora é hora de trabalhar, fica difícil cuidar dela direito e fazer alguma coisa para ganhar o NAN de cada dia, então ela acaba ficando muito (muito mesmo) na casa da Avó. Eu odeio, eu simplesmente odeio. E fico com raiva, muita raiva -- e toda ela concentrada em mim. Que mulher adulta arquiteta uma situação como a qual eu me encontro? Tudo resultado de uma fé sem obra: acreditar que tudo iria ficar bem, e não estar me certificando que as coisas corressem bem e que caminhassem para esse objetivo... Quando as coisas ficavam feias, eu sempre acreditei que no final tudo se acertaria. Sabe aquela coisa de "se tudo não está bem é porque ainda não terminou"? Será que foi ingenuidade? Estupidez? Passividade? Não sei a respos...