Pular para o conteúdo principal

Postagens

Dando uma volta por aqui pessoal!

Tentei escapar do clichê, mas não foi possível. Quando se vira mãe, todos os seus pesos e medidas ganham uma nova dimensão. Cansei de ver blogs por aí que minguam e desaparecem quando a escritora vira mãe... No começo, eu creditava isso a falta de tempo ou a falta de controle sobre o tempo que se tem -- dois aspectos dos mais perceptíveis sintomas pós-maternidade; mas... Não sei pelas outras mas... No meu caso não foi assim. A falta de um momento de pausa e relaxamento no qual você possa simplesmente parar para pensar sobre "Bem, eu queria falar um pouco sobre isso" realmente acontece. Mas no meu caso, eu fico pensando no que de relevante eu possa dizer que já não tenha sido dito (e dito melhor) por aí. O que mais um barulhinho tolo vai acrescentar a um mundo já tão cheio de ruídos? Eu não sei... Não fui capaz de responder essa parte da questão. Então ontem eu vi esse vídeo: Sim, o vídeo tem quase 50 minutos e está tem inglês (embora a legenda com...

Eu não sou esse tipo de garota...

Sabe qual a minha principal dificuldade em encontrar meu lugar nesse mundo cibernético dos produtores de conteúdo visual (coisas que você diz quando não sabe se quer ilustrar, ser retratista, animadora, sketcher regular ou simplesmente vender rabiscos na praça da república)? Encontrar " minha turma ", ou pelo menos uma " turma possível ". Tenho começado a acompanhar o trabalho de diversas ilustradoras nesses últimos meses e... Fico pensando se eu posso -- ou deveria ter -- qualquer coisa parecida com essas garotas. Todas muito competentes, com trabalhos que me fazem babar,  mas... Como eu já disse para uma amiga, muitos " arco-íris e unicórnios " para mim! Todas uns 10 anos mais jovens é claro (e isso, é claro, explica muita coisa), mas nessas vidas de baladinhas cool ( como "vamos encontrar os amigos pra beber cerveja artesanal e desenhar bailarinas de hula ao som de covers do Queen em ukele" ), ambientes floridos e altamente customizados qu...

Tinha um pincel no meio do caminho...

A vida tem andado caótica interessante. Ser mãe deve ser um desses gatilhos automáticos de Síndrome de Estocolmo, e você fica completamente apaixonada pelo seu opressor... No meu caso, opressora manhosa e tirana, com lindos caracóis em seus cabelos... (Plágio inevitável, rs). Só isso explica porque somos capazes de enumerar uma lista de uns 100 itens com " coisas que estão muito pior na minha vida agora ", e mesmo assim não trocar essa lista por nada. Eu diria que " Freud explica ", mas provavelmente como o assunto é maternidade, talvez não da melhor e mais correta maneira, rs. Continuo com a minha distopia de colocar um negócio online, direto do meu home office -- distopia porque colocar um negócio em pé já não é fácil... Combinando com o papel de esposa, mãe e dona de casa (o termo: " mulher que fica em casa e não consegue lavar uma louça " seria melhor), fica quase impossível. Tenho focado na definição do meu modelo de negócio, tentando evitar a to...

Eu sigo em frente... Pra frente eu vou... Será?

De todos os meus blogs, acho que esse é aquele que recebe a versão mais relapsa de mim... Talvez por que ele foi feito para falar da vida em geral e... Sinceramente eu não ando com muita vontade de abrir a boca. Eu recentemente peguei dengue... Fiquei mais de uma semana de cama na minha mãe enquanto ela cuidava de mim e da Lívia. O Ju estava em fase de preparação para a defesa do doutorado e ainda dando aula, não seria a pessoa ideal para cuidar de nenhuma das duas. Há alguns dias eu voltei à minha programação normal. Será? Não estou sentindo. Sinto é que eu liguei um baita e big "F*d*-se!". Não me conformei, mas meio que aceitei que a minha vida "particular" começa depois das 21h e se encerra às 24h, e que o resto é total e exclusivamente dedicado a Lívia. Só não me conformo por não ser grande coisa para ela nesse período. Acho que com o pacote de "mãe" deveria vir um senso de disciplina, ordem, e capacidade de se doar incondicionalmente. Mas eu não s...

Uma resenha muito atrasada

Há anos eu tenho arranhado a superfície do porquê, há muito tempo atrás, eu achei o filme " 8 Mile " do Eminem tão significativo, quando ele passou como tão irrelevante para público e crítica.  Foi preciso que muita água passasse por baixo dessa ponte sobre a qual eu caminho para que eu pudesse agarrar esse conceito tão etéreo que me escapava. Bem, acabado os clichês linguísticos, vamos aos fatos... Existe uma padrão tradicional para os filmes " do nada até a fama " -- e, bem simples, ele é: o protagonista tem que ir do nada a fama, rs. É nesse ponto que o filme frustra boa parte da audiência -- ele não é uma narrativa sobre como alguém atinge o sucesso mas, como alguém desiste dele. No começo, temos um protagonista com o sonho de ser um grande rapper, participando de batalhas entre rappers.  A pressão, toma conta dele, ele passa mal e vira piada. Enquanto isso,  enquanto ele espera o sucesso que lhe é "certo", ele vive de maneira desregrad...

O que está perdido nunca pode ser salvo

Sinto que hoje é um daqueles dias que eu deveria escrever... Escrever ou simplesmente socar um saco de areia -- como não tenho um saco de areia, e se o tivesse é provável que depois do soco ele explodisse em casa e eu ainda teria mais uma coisa para limpar, não... Eu não vou socar um saco de areia. Então resta escrever... É mais barato, mais prático, faz menos sujeira -- o problema é: escrever o quê? Estou cansada. Tão cansada que, a minha primeira opção seria dizer que estou enraivecida mas... Não é verdade. Até que eu deveria estar enraivecida mas, a verdade é que eu não tenho forças para me enervar na medida correta, então resta dizer que estou cansada. Nas minhas leituras recentes, caiu nas minhas mãos um artigo que falava sobre as 05 coisas que você não deveria gastar tempo publicando em blogs e redes sociais; e estar cansado era uma delas (assim como dizer que está sobrecarregado, trabalhando demais, deprimido e coisas do tipo). É lógico que eu não achei um bom conselho -- se...

Da série: versões melhores do que a original.

No episódio de hoje: Fera Ferida (Roberto e Erasmo), na voz de Maria Bethânia. É claro que tem um motivo... Mas como o motivo é velho e, é vergonhoso ainda estar remoendo o dito... Fiquemos apenas com a música e, em breve com a nossa programação normal. Som na caixa!

Abatida.

Hoje eu voltei a ser mãe em tempo integral... Não andava assim... E estava difícil para todo mundo: para minha bebê que não tinha muita rotina nem passava muito tempo em casa, para meu marido que estava morrendo de saudade de não ver a filha durante toda semana útil, para a minha mãe que está toda dolorida e debilitada e ainda estava se forçando além da conta, para mim que ficava dividida entre as minhas responsabilidades maternais e profissionais -- agora eu não fico mais dividida, estou fu* por inteiro. Estou fu* porque a disponibilidade de fazer mais do que as tradicionais 02 a 03 (com sorte) horas por dia acabaram -- o trabalho que deveria estar pronto não. E eu estou tão atordoada com tudo que falta que eu não consigo nem estimar o tamanho do atraso ou quando vou colocá-lo em dia -- eu sei que vai terminar tudo até o final de outubro, mais do que isso não sei. (Também não sei porque a música a seguir está na cabeça, mas está!)

Um estudo sobre a inércia

Sexta-feira eu fiz a minha quinta tentativa na prova de mestrado da ECA. A primeira, alguns anos atrás, eu perdi: cheguei atrasada, não quis arriscar bater a cara na porta. Na segunda -- ou na verdade a primeira -- eu descobri que muitas pessoas chegam atrasadas... E só as covardes ficam com medo de terem as caras batidas na porta. Na terceira, eu faltei... Jogando 150 reais no ralo e amaldiçoando o trabalho que sempre leva o melhor da minha vida. Na quarta, eu fui... Grávida, devagar e com vontade de fazer xixi de 15 em 15 minutos. Nesse ano eu fui pela quinta e última vez... Pelo menos por enquanto. O que eu aprendi nesses últimos 5 anos de provas e tentativas? Muito sobre a inércia. Nada como uma atividade regular anual para fazer você avaliar o que  mudou de um ano para o outro. Enquanto eu me debato, mais uma vez, com os mesmos assuntos: uma incapacidade de separar os esforços de trabalho do resto da vida, minhas eternas juras que da próxima vez será diferente...

Is just a memory...

Oh the boy's a slag The best you ever had The best you ever had Is just a memory and those dreams Not as daft as they seem Not as daft as they seemed My love when you dream them up Read more: Arctic Monkeys - Fluorescent Adolescent