quarta-feira, 24 de agosto de 2016

O Método Ivy Lee

Fonte: https://twitter.com/DanielPink/status/768476792135028738
Roubartilhei do Twitter do Daniel Pink hoje essa pérola de simplicidade e produtividade, só pra relembrar que as coisas que geram resultados não são na verdade nenhum segredo -- são apenas coisas simples, repetidas com disciplina. Embora o método esteja falando do dia de trabalho de um executivo, é uma recomendação com mais de 100 anos... Então é seguro dizer que com as vidas que temos hoje em dia, ela pode facilmente se adaptar a vida pessoal -- talvez hoje em dia não seja mais capaz de focar em 6 coisas (quem sabe 3, como sugeria o livro "Make Things Happen"?), mas ainda assim vale o esforço e a experimentação.

Tradução - O Método Ivy Lee

Durante seus 15 minutos com cada executivo, Lee explicava seu método simples para atingir produtividade máxima:

1. Ao final de cada dia de trabalho, escreva as seis coisas mais importantes que você precisa realizar amanhã. Não escreva mais do que seis tarefas.

2. Priorize esses seis itens em ordem de importância real.

3. Quando você chegar amanhã, concentre-se apenas na primeira tarefa. Trabalhe até que a primeira tarea esteja finalizada antes de seguir para a segunda tarefa.

4. Aborde o restante da sua lista da mesma forma. Ao final do dia, mova qualquer item não finalizado para uma ova lista de seis tarefas para o dia seguinte.

5. Repita esse processo todo dia de trabalho.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Vamos transformar essa moleza... Em músculos! Será?

Imagem: ingimage (http://bit.ly/2agpvaV)
Quero emagrecer. Não é uma coisa de agora... É uma coisa de muito tempo... Desde que eu comecei a trabalhar fora antes dos 20 anos, eu fui engordando, engordando, engordando... É o que acontece com alguém que tem uma alimentação controlada em casa, quando começa a ganhar o próprio dinheiro e pensa "Uhu! Agora eu posso!". Por isso eu torço o nariz toda vez que eu vejo pais "preocupados" com alimentação dos filhos, demonizando certos alimentos ao invés de ensinar autocontrole... Queridos pais, um dia a gente sai de casa com ticket refeição na mão e sem vocês pra dizer que hoje não é dia de X-burger, fritas e Coca-cola e... É open buffet todo dia.

Lógico que nem todo mundo é assim... Só as pessoas com tendências gulosas como eu. E claro que eu não fiquei 50kg acima do peso em um mês -- foi um trabalho de anos, que agora precisa também de anos para ser revertido. Não dá para fazer de conta que a vida é um filme, colocar uma música agitada, uns flashs de alguns exercícios e privação alimentar e estar no peso em 05 minutos... Infelizmente.

Mas também... Estou às vésperas dos meus 36 anos, casada, com filha... Society is a bitch com nós gordinhos (especialmente com nós gordinhAs), mas é verdade que eu não sinto mais tanta pressão pra emagrecer quanto sentia antigamente -- estou numa bolha da zona de conforto há algum tempo, que está difícil de romper. E mais que isso... Não tenho saco pra pirar nisso, nem tempo para focar nisso como se minha vida dependesse exclusivamente disso.

Então, como eu sou uma associada vitalícia do Vigilantes do Peso (isso significa que um dia nesse meio tempo eu já estive no meu peso ideal e fui capaz de mantê-lo) e, eu sei que funciona -- não há prazos garantidos, mas no final sempre dá certo -- eu resolvi combinar as orientações de reeducação alimentar deles com coisas importantes para mim e criar os meus:

10 Pontos para Emagrecer
Esses 10 pontos são dez marcadores aos quais eu devo prestar atenção a partir de agora para emagrecer. Alguns serão implantados aos poucos até se tornarem hábitos, outros são instruções de comportamento ou compromissos a assumir. A ideia é utilizá-los como referência de como orientar minha alimentação e meu emagrecimento, sem pirar na batatinha, sem surtar... Pode não ser um ULTIMATE HARDCORE programa... Mas é um possível de seguir, manter e melhorar.

Seguem os pontos:


01. Dormir 08 horas por dia.
Existem uma série de estudos relacionando as horas de sono e a capacidade de perder peso -- todos eles, facilmente encontráveis no Google -- mas essa nem é a minha principal preocupação aqui. E sim este fato: pessoas com sono ficam cansadas durante o dia, comem mais, ficam mais sujeitas a mudanças de humor e improdutividade. Prestar atenção na comida já é difícil. Cansada e deprimida ainda mais. E está em primeiro lugar porque acordar cedo (e seu grande parceiro: dormir cedo) são uma das principais mudanças para implementar na vida.

02. Privilegiar alimentos naturais aos industrializados.
Não quero emagrecer tomando adoçantes -- pelo menos não muitos. Também não quero um cardápio que tenha que contar com "iogurte light", "gelatinas diet" e "tais coisas sem gorduras" ou alimentos especiais. Eles podem até facilitar a perda de peso, mas eu não quero ficar surtando toda vez que tiver que comer na rua ou na casa de outra pessoa. Ainda estou muito longe de poder pagar uma alimentação orgânica sem agrotóxicos, mas prefiro que, quanto menos empresas que visam lucro e apenas lucro estiverem se metendo na minha alimentação, melhor. Dia desses vi uma reportagem no Jornal da Globo sobre as famílias que, por causa da crise, estavam com menos comida no prato... Um casal reclamava que agora ao invés de sucos e bolos prontos estavam tendo que tomar suco de laranja da fruta mesmo, e bolo caseiro desses de farinha, da Vovó. Evitar me tornar uma pessoa cretina a esse ponto é uma ambição de vida.

03. Comer apenas durante as principais refeições.
Fico acordada no mínimo 16 horas por dia (ou no máximo, quando conseguir implementar a resolução 1). Então acabei dividindo meu cardápio em 06 refeições: três principais (café da manhã, almoço e jantar) e 03 lanches (02 chás -- um para acordar, outro pra dormir -- e um café da tarde). E é isso. Parece uma resolução boba mas, mais bobo ainda é o que eu notei: quando você tem que anotar o que comeu, como é uma das coisas que o Vigilantes do Peso pede, você quase sempre "esquece" aquelas coisas que não estavam em nenhuma das refeições: uma bolachinha enquanto prepara o almoço, um chocolatinho na parte da tarde... Ou pior, como eu faço: você sai, fica com uma fominha e come uma esfiha e toma um refri... Mas como foi entre o almoço e o jantar, você chega em casa e ainda faz as refeições normais como se nada tivesse acontecido. Com essa resolução, eu continuo podendo fazer tudo isso mas, assumindo a verdade: se você tomou um lanche na rua, ao chegar em casa você já jantou. E também, se não é refeição, é beliscão... Então pare de beliscar.

04. Controlar porções.
Feche os punhos, junte os punhos... Sabe esse formato semelhante a um cérebro que eles formam? É o tamanho médio do seu estômago. Agora olhe o volume das suas refeições: o que vai no prato, bebida, sobremesa... Muito maior que isso? Então você está exagerando. No Vigilantes do Peso eles tem uma série de recomendações para tamanhos de porção por refeição de acordo com os pontos. Mas eu vou além: é preciso reduzir o volume total do que é consumido, independente dos pontos. E quando eu falo em controlar porções, estou falando de repetições também: o almoço é uma porção que não se repete, o suco/refrigerante é uma porção que não se repete... Sobremesas, cafés com leite, pães, tudo isso: controlar porções é adotar UMA porção de tudo como padrão máximo.

05. Seguir os compromissos vigilantes (06 copos de água, 05 porções de frutas e verduras, 02 porções de laticínios e 01 porção de gordura boa).
Na reeducação alimentar do Vigilantes do Peso não existem alimentos proibidos -- você tem uma relação de compromissos básicos diários (listados aqui no título) e depois você pode escolher comer sua cota de pontos com o que quiser. Situação que para minha mãe, na melhor das intenções e na pior das execuções, gera comentários como "Então você pode emagrecer de pizza, chocolate e panetone?" -- Sim... Mas não deve. Primeiro, porque isso não vai cobrir suas necessidades diárias de carboidratos, fibras e proteínas. Segundo porque, mesmo sendo possível comer essas coisas e ficar dentro da sua cota de pontos, essas coisas pontuam alto, então você teria que passar o dia com uma porção muito pequena de alimentos. Mas, basicamente, se você conhecer alguém seguindo Vigilantes do Peso: pare de cagar regra. Nós temos esses compromissos para seguir, e seguindo eles e a cota de pontos, se eu quiser comer uma pizza de frango com catupiry, com borda recheada e um copo de coca-cola é problema meu -- não seu, e nem a reeducação me proíbe.

06. Comer meus pontos diários.
A já mencionada cota de pontos diária varia de acordo com a pessoa e, é calculada com base na sua altura, peso atual e e idade. Conforme você vai emagrecendo, essa cota diminui, até chegar em uma cota condizente com seu peso ideal. Você tem direito a um número de pontos semanal extras que pode não consumir (e teoricamente emagrecer mais rápido), usar diariamente para ampliar sua cota diária ou reservar para uma escapada por semana (festas, fast foods, tpm... O que vc conseguir pensar). Não tem segredo maior que esse... É fazer isso diariamente e aguardar.

07. Manter a alimentação variada e interessante.
A maior dificuldade dos pontos é fazer combinações diárias diferentes e ainda assim ficar dentro dos pontos. Minha maior tendência é, assim que eu encontro algo que caiba na cota, ficar repetindo isso eternamente -- já tive épocas de mingaus de aveia diários no café da manhã. Por isso eu coloquei aqui esse "marcador" pra funcionar de lembrete que eu devo comer coisas diferentes e interessantes. É mais fácil não perder a paciência com o que você deve comer quando você afasta o sentimento de "ração" diária.

08. Pesar regularmente em reuniões (pelo menos quinzenalmente).
Financeiramente não é uma boa época para ir ao Vigilantes semanalmente, que essa brincadeira pode ficar cara... Como sou vitalícia, eu tenho a vantagem de só ter que pagar quando me peso, então eu não preciso ir obrigatoriamente toda semana... Mas eu sei que quando você perde esse marcador, você despiroca. Então se eu puder ir sábado sim, sábado não... Para mim está ok.

09. Acrescentar uma prática diária de exercícios físicos.
O capeta mandou essa, mas não tinha jeito. Não nutro nenhuma vontade nem seria capaz de ser "rata de academia". Além disso, eu tenho consciência que não existe essa de "queimar chocolate" e "queimar pizza" na academia -- especialistas, inclusive de programas de emagrecimento consagrados, já admitiram: emagrecer é 80% alimentação e 20% atividade física -- e a atividade física não ajuda nem na questão de "queimar calorias" que você pode imaginar. Na verdade ela aumenta sua consciência sobre seus hábitos alimentares, e reforça a importância da manutenção desses hábitos. E não precisa nem ser nada extenso e chato... 15 a 30 minutos diários de exercícios cardiorrespiratórios por dia já estão bom. Considero pular corda, montar uma rotina de dança diária com a Lívia, ou correr atrás dela no quintal por meia hora. Ninguém merece atividades robóticas que não gosta, por meia hora diária durante todos os dias de sua vida.

10. Repetir diariamente. 
Consistência é a chave. Fazendo as 09 resoluções anteriores diariamente, emagrecer é uma certeza. Pode ser que esse emagrecimento não ocorra de um jeito "olha, fulana perdeu 40 quilos em 02 meses", mas vem... Com a vida acontecendo da melhor forma possível.  O mais importante é manter o compromisso... Constantemente.

sábado, 4 de junho de 2016

Gratidão

Estou estudando um pouco sobre gratidão e o efeito dessa prática regular no dia a dia das pessoas. Muito por influência de uma série de entrevistas que assisti no YouTube (30 Days of Genius), resolvi me aprofundar com a leitura de alguns livros, e o último e mais simples deles (Gratitude) faz um overview geral no que se sabe em pesquisa, e faz a indicação de alguns vídeos.

Amei os vídeos. Simplesmente amei.
E como eu sou muito grata por tê-los visto, resolvi compartilhar com você.
Abraça a caixa de lenços, e aperta o play!

An Experiment in Gratitude | The Science of Happiness
https://youtu.be/oHv6vTKD6lg?list=PLzvRx_johoA_QznlVHjbByQdHZAhWRQzr


Discover the Three Keys of Gratitude to Unlock Your Happiest Life!: Jane Ransom at TEDxChennai
https://youtu.be/ewi0qlqrshE


Gratitude | Louie Schwartzberg | TEDxSF
https://youtu.be/gXDMoiEkyuQ

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Os Incríveis Dias em que Fechei pra Balanço

De tempos em tempos eu tenho dessas... Fico muito brava com tudo, e decido dar um tempo. Aqui, mesmo estando com um calendário editorial azeitado -- coisa que não acontece há tempos, se é que um dia aconteceu -- tive que dar um  "ahhhhh chega!!!". Pausa pra pensar no esforço que todas as coisas da vida estão pedindo. Mas não vai durar pra sempre não: me dei apenas o mês de maio, pretendo voltar em 1º de Junho como se nada tivesse acontecido -- mas como se todas as coisas tivessem mudado.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Lidos de Abril e TBR de Maio

Em abril eu consegui sair do zero de leitura para alguma coisa -- consegui iniciar e finalizar o livro "No Coração da Vida" de Jetsunma Tenzin Palmo. Serviu para exorcizar várias sensações: a birra com o kindle unlimited (já que eu finalmente consegui ler algo que valeu o investimento) e tirar um "Argh" com a leitura que tinha ficado depois de "Um Copo de Cólera".

Costumeiramente eu tendo a torcer o nariz para quem fala que se um livro não estiver agradando, simplesmente largue mão e vá ler outra coisa. Torço o nariz, porque sei que algumas leituras demoram para engatar, são necessárias, valem a pena... E como tudo na vida, não é porque está começando a te irritar que você vai largar mão -- se a gente fizesse assim com tudo na vida, duvido conquistar algumas coisas muito importantes.

Mas é lógico que, para cada regra, existe pelo menos uma exceção -- e no futuro, eu vou sempre lembrar de "Um Copo de Cólera" quando eu falar disso.  Qual a minha birra com o dito cujo? Para começo de conversa, não é de hoje: ele foi uma leitura recomendada nas aulas de redação da faculdade. E não, eu não encrenquei com ele por ser recomendado -- li muitas coisas fantásticas nas recomendações de faculdade: Apanhador no Campo de Centeio, Antes que Anoiteça, Grande Gatsby... Mas com esse bendito copo, não deu. Para ser curta, grossa e bem específica: eu não gosto de autor que fica punhetando palavra. Todo mundo que gosta de ler e escrever, gosta de uma boa frase, um bom parágrafo, palavras que soam bem... Mas pra mim, tem que parecer "não intencional". Quando fica claro que a escolha de palavras de uma frase era mais importante do que o sentido que as palavras deveriam ter, ou que a história em si... Me irrita. E pra mim, "Um copo de cólera" parece gente vestida de gala no Natal, sentada no sofá assistindo Faustão. Muito esforço para sentido nenhum.

Eu tive essa impressão aos 24, e queria ver se ela se sustentava aos 35 -- infelizmente sim! E foi uma leitura (curta) tão sofrida, que acabou embolando toda a meta de leitura do ano. Não estava conseguindo pegar mais nada com gosto (estou há semanas na introdução de "A Letra Escarlate" e não engato). Tanto que agora eu já começo a dar certa razão para quem diz "abandone essa chatice". Talvez se eu tivesse desistido de vez desse livro, já teria lido bem mais até agora. O orgulho, inevitavelmente tem seu preço.

TBR de Maio (Foco em 3100 páginas... Sonha demais, inocente!)
  1. A Letra Escarlate. Nathaniel Hawthorne (336 páginas).
  2. A Festa de Babete. Karen Blixen (64 páginas).
  3. Madame Bovary. Gustave Flaubert (448 páginas).
  4. On the Road. Jack Kerouac (296 páginas).
  5. 1984. George Orwell (416 páginas).
  6. A Mesa da Ralé. Michael Ondaatje (288 páginas).
  7. A Autobiografia de Alice B. Toklas. Gertrude Stein (288 páginas).
  8. Crianças francesas dia a dia. Pamela Druckerman (128 páginas).
  9. O Poder dos Quietos. Susan Cain (324 páginas).
  10. Comer, Rezar, Amar. Elizabeth Gilbert (344 páginas).

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Organização para Caóticos e Desesperados


Organização cotidiana definitivamente não é o meu forte — sobreviver ao desespero e ao caos sim! Pelo que parece, tudo o que eu tenho de metódica quando o assunto é o desenho de alguma solução de ensino a distância desaparece quando o assunto é cuidar da casa, fazer comida, organizar afazeres diários, rotinas e situações cotidianas. Mesmo assim, eu estou viva… O marido está vivo… A filha está viva… E vamos todos seguindo em frente — mesmo que aos trancos e barrancos. Se você também está fazendo o máximo para não se afogar no mar de tarefas diárias, quer se organizar mas não entende como pode aprender qualquer coisa com essas pessoas que tem 02 móveis em casa, 05 peças de roupa, 03 empregadas mensalistas e ainda dizem que tudo está uma bagunça (ai, que dó!); então vem comigo que eu vou compartilhar as minhas “Dicas de organização para reles mortais que enfrentam o caos e o desespero”.

1. Não dá pra zerar o jogo.
Sei como é que é — está tudo um caos, sua casa, sua cabeça, suas coisas. Então você sonha com aquele faxinão mágico que vai zerar a fase e você vai começar tudo de novo, da maneira correta… Já acreditei nisso, já sonhei com isso. Mas liberte-se: não é possível. A menos que você possa tirar umas férias de 30 dias da sua vida como um todo para dar conta de tudo — e sejamos sinceras, quem quer tirar férias pra arrumar coisas? — isso não é viável. Pela minha experiências, mães e amigas com mania de arrumação (sim, eu estou falando com você Gleici) acharão que é falta de força de vontade… Talvez seja, mas… Dane-se! Temos outras prioridades na vida, e está ok. Apenas aceite isso, e pelo menos por hora, relaxe com um resultado um pouco aquém do que você gostaria. Consertar o avião com ele voando não é para amadores, nem é bolinho não.

2. 15 minutos podem não parecer nada, mas são muita coisa.
Ainda na linha da dica anterior — de que não é possível zerar o jogo — não subestime a diferença que 15 minutinhos podem fazer na sua vida. Para ser sincera, os meus 15 minutinhos são na verdade 25 — eu tento aplicar a técnica “Pomodoro” quando tudo está um caos. Por exemplo, se a louça está acumulada, ou se tem roupa por toda casa, brinquedos espalhados, o que for, eu escolho uma tarefa — e apenas uma — e me dedico 25 minutos a ela. Não há quase nada que não possa esperar 25 minutinhos, e com eles dedicados a uma tarefa específica, é um pouco difícil não começar ver alguma luz. Só um pouquinho menos de caos e bagunça dão um “up” na energia: você já consegue ter esperança, listar as coisas que precisam ser feitas, e se necessário, começar a aplicar a técnica as próximas tarefas.

3. “Não dá pra organizar tralha”.
Esse, na verdade, é um mantra que a Thaís Godinho do blog “Vida Organizada” vive repetindo — e embora eu tenha muita tralha, isso já se agarrou na minha alma e fez com que eu encarasse algumas coisas de forma diferente. Por exemplo: eu sempre estava querendo comprar um milhão de caixas e organizadores que dessem conta de colocar tudo que tem aqui em casa em ordem… Hoje, graças ao blog dela (e muito ao livro da Marie Kondo também), eu cheguei a conclusão que na maioria das vezes, se você precisa comprar alguma dessas soluções de armazenamento, a verdade é que você está armazenando muita coisa. E na maior parte das vezes, coisas inúteis. Pessoas com tendências acumuladoras como eu, aprendem algumas coisas muito tarde na vida (quando aprendem) por exemplo:
  • Que cada coisa precisa ter seu lugar — se não há lugar, não pode ter a coisa.
  • Que adquirir uma coisa é diferente de utilizar alguma coisa (ou ter necessidade dela). Sabe conjuntos de ioga que você compra por que quer começar a fazer ioga (mas ainda não começou)? Ou qualquer outra coisa que você “quer começar a fazer”, mas ainda não faz — e por via das dúvidas já comprou o material? Então, essas coisas…
  • Coisas que você “pode precisar um dia”, dificilmente serão mesmo necessárias (especialmente se forem manuais de aparelhos eletrônicos, guias de assistência técnica etc.).
Na dúvida, e se não tiver amor pela coisa: rua (lixo, doação, o que for).

Além disso, já percebi um fator comum entre quem vive nessa sensação de caos constante: ausências de hábitos e rotinas. Quando você não constrói um hábito especifico, uma rotina que faz determinadas coisas acontecerem, você está sempre muito mais dependente da força de vontade… E muito mais sujeito a “zikas” que não tem nada há ver com vírus. Não é uma questão de disciplina, de ser uma pessoa boa ou má, ou de ter ou não capacidade para organização — construir hábitos eficientes é a mágica na qual precisamos investir tempo. Hábitos saudáveis garantem que a gente faça as coisas sem precisar pensar muito, sem decidir, sem considerar, chorar, reclamar ou questionar muito. É o que a gente faz quando quer evitar dar tiros no próprio pé.

Se você conseguir respirar um pouco mais, pode aproveitar para conhecer algumas coisas:

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Playlist Madame - BEDA #22

Esqueci completamente na semana passada que a minha capacidade de postagem estaria debilitada nesse final de semana. Isso significa que o primeiro volume da Enciclopédia Prix de Música vai ficar para semana que vem... Para essa semana, o que dá para fazer é compartilhar minha playlist "favoritas do Madame":

https://open.spotify.com/user/12142331859/playlist/2muNcwr31J3XqfyKRf3Hf2

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Testando 1, 2, 3 - BEDA #21

Deu erro no BEDA -- acabei perdendo o dia 20 por não configurar o celular a tempo pra postar antes da bateria acabar. Mas tudo bem... Eu e a minha equipe animal estamos a postos pra começar a postar a distância.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Coleção "Grandes Nomes da Literatura" Folha - BEDA #19

Chegou aquela época, de anos em anos, em que a Folha de São Paulo publica uma nova coleção de livros. Como tradicionalmente acontece, eu prometo que não vou comprar nenhum livro, porque chega dessa história de coleções incompletas -- só da Folha, devo ter exemplares perdidos de umas três coleções. Como tradicionalmente acontece também, eu acabo mandando essa resolução às favas, e acabo comprando pelo menos um.

Dessa vez eu não comecei com os volumes iniciais -- por mais que tenham capas lindas, não tenho interesse de começar pelo sexto livro ao ler uma série de Proust, e acho meio que uma sacanagem encadernar um conto e dizer que é um livro, como no caso de "Benjamin Button". Então eu comecei mesmo pelo 3º, "Admirável Mundo Novo". É um livro que eu já li há uns dez anos (e folheando, fiquei com vontade de ler de novo), que eu já tive uma edição, mas vendi -- era uma edição da Editora Globo, publicada em PAPEL JORNAL. Ainda me revolto quando penso nisso, porque acho um roubo a editora fazer uma edição "pocket e financeiramente acessível" em papel jornal... Até porque o "financeiramente acessível", só acontece em relação a edição normal da própria editora, esse pocket em jornal da Editora Globo é mais caro que qualquer pocket da L&PM, que tem uma qualidade muito melhor.

Inicialmente eu só tinha interesse nesse volume, e no volume 23 (Fahrenheit 451, pelo mesmo motivo). Mas é tão difícil olhar essas capas e não ficar com vontade de ter todos... Até aqueles que você já tem. Deve ser sinal da minha maluquice pessoal mesmo.

Relação dos Livros
Seguem as capas dos livros, com respectiva data de lançamento (as imagens acabam com a otimização de pesquisa do site, mas deixam tudo tão mais bonito... Não pude evitar).
E como eu havia esquecido de mencionar: cada livro está saindo por R$ 19,90 nas bancas. Todos eles podem ser comprados com frete grátis e em 10x no site da Folha (http://nomesdaliteratura.folha.com.br/), e assinantes da Folha ou do UOL tem um desconto no valor de 04 livros na hora de comprar toda a coleção.





segunda-feira, 18 de abril de 2016

Desapega, Desapega - BEDA #18


https://youtu.be/Y_1sZ2EkIoE 

Segunda-feira é o dia de tentar dar alguma ordem ao caos aqui em casa, e colocar o sentimento da semana... Sim, e isso já começa a coisa de maneira errada, pq boa parte do que eu faço na segunda-feira deveria ser feito no domingo, pra poder começar a semana já em movimento. Mas tudo bem, um dia eu aprendo.

Por hora, estou tentando aprender também a destralhar!
Que como diz a Thaís Godinho, do Blog "Vida Organizada" -- "Não dá pra organizar tralha".
Um semana mais leve para todos.