sexta-feira, 19 de maio de 2017

Choro logo, mas não choro Logan

Preciso contar uma coisa pra vocês: eu choro no cinema. Muito. Constantemente... Às vezes (como Toy Story 3 conprova) de soluçar. Às vezes choro de emoção, às vezes choro de saudade -- especialmente quando eu estou assistindo um filme que acho que se meu pai ainda estivesse vivo, adoraria assistir... É por isso que eu sou uma das poucas pessoas, senão a única, que você vai ver chorando no começo de "Capitão América -- Guerra Civil" (True Story).

Ando chorando tanto, que ultimamente eu tenho colocado um "selo de qualidade" nos filmes por conta das minhas lágrimas (ou o mais correto seria "marca d'água", rs?). O ano não tem sido muito produtivo para idas ao cinema mas... Até agora está assim.

1. Moana.

💧💧💧💧 No dia 09/01/2017 (aniversário de 03 anos da Lívia) levamos ela pela primeira vez ao cinema para ver Moana. Hoje em dia, eu sei que foi uma ida inicial demorada -- existem aquelas sessões "mãe/bebê" no cinema, onde as mães vão com crianças de até 18 anos, mas esse foi o tipo de coisa que me parecia uma ótima ideia até a Lívia nascer, não depois. Eu gostaria que ela pudesse realmente entender e aproveitar sua primeira ida no cinema. E de um ponto de vista mais egoísta, eu gosto de ir ao cinema para assistir o que está na tela... Então ir ao cinema com um bebê pequeno iria fazer com que eu negligenciasse minha atenção a ela ou ao filme e, é claro, o filme iria perder.

Foi engraçado acompanhar as reações da Lívia no cinema. Desde se acostumar a assistir algo no escuro, a passar de qualquer forma pelos pontos de tensão (criança de YouTube e Netflix, a Lívia tende a pedir pra trocar de desenho quando a coisa começa a esquentar muito na história). No cinema não teve como: ora ela se grudou em mim, ora no pai, ora ela fechou os olhos com as mãos vendo o que estava para acontecer pelas frestinhas das mãos. Ela aparentemente gostou da experiência. A mãe dela? Abriu o berreiro claro -- como eu poderia ver a relação da Moana com a Avó sem lembrar da minha??? Classificação 04 lágrimas... Mesmo eu já não sendo mais tão resistente ao volume de canções Disney (precisava mesmo de tanta cantoria??).

Moana - Trailer Oficial
https://youtu.be/80q_uNi1Ip0


2. Rogue One.

💧💧💧 Universo Star Wars... Um "must see" para manter a minha carteirinha Nerd! Não me entenda mal, não é nenhum sofrimento (a menos que você tenha que aguentar o Jar Jar Binks, o que não foi o caso). Meu "problema" com Star Wars é que apesar dos sabres de luz, das naves especiais e dos alienígenas, ele fica perto, bem perto, da fronteira entre o território da Ficção Científica e da Ficção de Fantasia... Mas...Não sei quem estou querendo enganar... Ele tem os 02 pés no território da Fantasia,  e eu gosto, mesmo não sendo fã do território em geral (sou uma garota muito mais Star Trek do que Star Wars).

Mas Rogue One em especial merece um beijo -- ele é tudo o que a segunda trilogia (do Anakin) não foi, e tudo o que o primeiro filme da terceira trilogia poderia ter sido e não foi (JJ Abrans, seu mané, pensa que eu não percebi sua mania de fazer roteiro no liquidificador com outros episódios da série é?). Sem dar spoiler, só posso dizer que achei "desnecessário" acabar do jeito que acabou. Classificação, 03 lágrimas -- pq apesar de muito legal, de me fazer chorar e tudo... Não é um filme que te faça refletir muito sobre sua vida. E não, não precisa ser um filme "intelectualizado" pra fazer isso -- é mais uma questão de tocar verdades fundamentais humanas.

Rogue One: A Star Wars Story Trailer (Official)
https://youtu.be/frdj1zb9sMY


3. A Chegada

💧💧💧💧💧 Se eu não tivesse visto esse filme no cinema, eu teria ficado MUITO, MUITO, MUITO brava! Ele saiu em 2016, e eu já estava MUITO brava de não ter visto no cinema (filmes de Ficção Científica com cenas grandiosas merecem grandes telas), mas felizmente devido as indicações ao Oscar desse ano, ele retornou temporariamente ao cinema e eu consegui ver...

Valeu a espera. Especialmente por ver as relações no cinema: é o tipo de filme que ou as pessoas amam ou odeiam (entendem ou não entendem seria algo que eu preferia utilizar, mas vou deixar a questão de "gosto" para não não ser tão... enfática).

Ganha 05 lágrimas no meu ranking chorão pelo soco no estômago de mãe, e por fazer pensar em diversas coisas sobre -- literalmente -- a vida, o universo e tudo mais. Especialmente a questão do: "É melhor amar e perder, do que o nunca ter amado?" -- como eu disse, questões sobre as verdades fundamentais humanas não precisam ser novidades. E eu teria dado um Oscar de melhor atriz para a Amy Adams... Eu daria diversos Oscar de melhor atriz para a Amy Adams porque ela é sempre fantástica.

A Chegada | Trailer legendado
https://youtu.be/rNciXGzYZms


4. La la land

💧💧💧💧💧 Ok, eu não assisti Moonlight ainda... Mas isso não me impede de dizer que eu teria dado o Oscar desse ano pra La La Land. Não porque seja um musical e eu ame musicais (apesar do que você pode ter considerado devido aos meus comentários sobre Moana), ou porque o Ryan Gosling seja lindo... Embora seja mesmo. Mas porque eu achei uma história linda, sincera, sem final feliz e que me fez pensar muito sobre escolhas -- tudo isso envolvido num pacote vintage, com referências a diversos musicais que eu cresci amando.

A participação da Emma Stone só prova que eu realmente amei o filme, já que ela está no meu "Top 3" das atrizes que eu normalmente não suporto, e isso não impactou na minha opinião geral sobre o filme.  Ela mereceu seu Oscar já nos seus primeiros 05 minutos de filme (primeira audição dela, o que é aquela primeira audição?).

E sim: eu fiquei apaixonada pela canção principal do filme! Num ponto que eu nem vou compartilhar o vídeo dela no YouTube, pra não correr o risco de cair no vício de novo e ficar com ela no repeat mais umas 89 vezes...

La La Land - Cantando Estações | Trailer Legendado
https://youtu.be/0KpWc-cwQtY



5. Logan

🌟🌟🌟🌟 AVISO: Desculpe, não dá pra falar de Logan sem spoilers -- até para explicar o título desse post -- então se vc não quer spoilers, pode pular para os comentários do próximo filme.

Vamos lá: assistindo ao trailer do filme, sabendo que essa era a última vez que o Hugh Jackman iria interpretar o personagem (a última vez "séria", já que ele já havia dito isso outras vezes), que o filme se passava no futuro, você tinha alguma dúvida que o Wolverine iria morrer no filme??? Eu não... É por isso que no ranking de filmes aqui ele ganhou estrelas e não lágrimas. Sim, eu consegui chorar em todos os demais filmes que vi no cinema, mas não nesse. É difícil ficar emocionada "de surpresa" por algo em um filme, quando você já começa assistindo e pensando "É agora?", "É agora?, "É agora?" -- embora pra ser justa, eu saber que isso provavelmente não aconteceria nos primeiros 50 minutos de filme.

É um ótimo filme do universo X-men... Mas não deixe os fanboys te influenciarem a achar que é a coisa mais fantástica produzida no Universo -- acho que o pessoal estava tão acostumado a filmes péssimos do Wolverine (O que é aquela cabeça do Deadpool caindo por 30 segundos no final do primeiro filme do Wolverine?) que quando vê algo melhorzinho tem orgasmos múltiplos de alegria nerd.

Logan | Trailer Oficial | Legendado HD
https://youtu.be/KPND6SgkN7Q


6. A Bela e a Fera

💧💧💧 Chorei... Nos mesmo pontos do desenho animado. Depois chorei... Por todas as inclusões desnecessárias que estavam no filme, e que não existiam no desenho animado, rs.

Eu gostei... Mais do que esperava, por que os "live actions" de desenho da Disney sempre me desanimam um pouco... E quando são se um dos seus desenhos animados favoritos, o potencial para decepção era ainda maior.

Mas o filme era IGUAL. EXATAMENTE IGUAL. Os enquadramentos eram iguais, as canções iguais, as falas iguais. Em alguns momentos era tudo tão igual que eu me questionei seriamente porque fazer o filme, sem ser por ganhar alguns milhões de dólares... Ok, esse me parece um bom motivo.

Digno de nota: A sensação de "Meh, que cara sem graça" de quando a Fera volta a ser príncipe, se manteve do desenho para o filme. E se você gosta do desenho original e não pretende ficar de 02 a 03 dias com as músicas sendo cantaroladas na sua cabeça: NÃO ASSISTA!

Trailer Legendado A Bela e a Fera
https://youtu.be/yzHuQPgO3Gs


*****

Até agora foram esses... Depois de Abril, eu perdi o rumo do cinema. Está difícil conciliar os dias disponíveis, com os dias com verba e ainda os horários de exibição de filmes legendados -- parece que o cinema se tornou uma grande sessão da tarde. Acabei perdendo algumas coisas que queria ver no cinema, que agora vão ficar para o Netflix -- ou opções menos ortodoxas 👀...

sábado, 15 de abril de 2017

Ohhh Fuck!!

Melhor meio BEDA, que nenhum BEDA. Vamos acreditar que sim e seguir em frente. Logo depois de eu me comprometer a fazer o BEDA esse ano, meu Notebook pifou! Ele não é o único computador da casa, nem o meu único computador, então a desculpa não se sustenta taaannto mas... Oh Fuck!

Primeira coisa que eu pensei: então já vamos começar assim? E me desanimei. Veja: vida de mãe em home office roda ao redor do Notebook. Eu sou uma pessoa que prefere, de longe, o conforto do desktop -- cadeira confortável, monitor maior, mouse, possibilidade de focar... Mas a cria não colabora. Ela aparece de 5 em 5 minutos pra perguntar o que estou fazendo, se pode jogar aqui, se eu não quero ir no quarto ver desenho... Então o desktop se torna essa miragem linda... Cheia de possibilidades mas que não existe de verdade. Some-se a isso ele estar cercado de uma pilha de livros e cadernos, resultado de uma arrumação que eu comecei há um mês e não estou nem perto de terminar (até porque eu não continuei, então difícil acabar mesmo).

E há meses eu estou aperfeiçoando o "trabalhar no notebook". Comprei uma "Table Mate" pra poder usar o mouse (PowerPoint e Photoshop sem mouse é sofrimento), mousepad, lanterninha, e várias outras pequenas coisinhas pra deixar uma estação de trabalho portátil o mais confortável quando uma verdadeira estação de trabalho... Aí o dito cujo pifa. E como eu suspeito que o problema seja a placa-mãe, vai 1/2 notebook pra consertar. Resumindo: não vai ser agora.

Será que me lamentei o suficiente? Acho que sim... Mas a questão é: por que é que a gente se surpreende mesmo? A vida não é assim, quase cotidianamente? Você imagina que as coisas vão acontecer de um jeito e de repente: fuém, fuém, fuém... Vamos aguardar que isso gere melhor sorte na próxima -- ou próximo post!

sábado, 1 de abril de 2017

PrixLifeBox e BEDA 2017

Depois de muito tempo fora daqui, pretendo voltar com tudo (com a preguiça, a procrastinação, o cansaço e a bagunça -- os quatro cavaleiros do meu  apocalipse) e postar diariamente durante o mês de Abril, no famoso (ou infame) BEDA: Blog Everyday April.

Os posts acontecerão sempre na parte da noite, sempre depois das 18:00, idealmente por às 20:00 se o dia, os hormônios e os demônios permitirem.

Se você ainda visita por aqui e não lembra mais do que eu falo, os posts serão sobre o de sempre: vida, universo, e tudo mais -- que se traduz em cinema, livros, música, comida e cotidiano sobre um ponto de vista bem hipermétrope (um oferecimento de "nariz enfiado no computador" há mais de 20 anos).

ói nóis aqui traveis



quarta-feira, 24 de agosto de 2016

O Método Ivy Lee

Fonte: https://twitter.com/DanielPink/status/768476792135028738
Roubartilhei do Twitter do Daniel Pink hoje essa pérola de simplicidade e produtividade, só pra relembrar que as coisas que geram resultados não são na verdade nenhum segredo -- são apenas coisas simples, repetidas com disciplina. Embora o método esteja falando do dia de trabalho de um executivo, é uma recomendação com mais de 100 anos... Então é seguro dizer que com as vidas que temos hoje em dia, ela pode facilmente se adaptar a vida pessoal -- talvez hoje em dia não seja mais capaz de focar em 6 coisas (quem sabe 3, como sugeria o livro "Make Things Happen"?), mas ainda assim vale o esforço e a experimentação.

Tradução - O Método Ivy Lee

Durante seus 15 minutos com cada executivo, Lee explicava seu método simples para atingir produtividade máxima:

1. Ao final de cada dia de trabalho, escreva as seis coisas mais importantes que você precisa realizar amanhã. Não escreva mais do que seis tarefas.

2. Priorize esses seis itens em ordem de importância real.

3. Quando você chegar amanhã, concentre-se apenas na primeira tarefa. Trabalhe até que a primeira tarea esteja finalizada antes de seguir para a segunda tarefa.

4. Aborde o restante da sua lista da mesma forma. Ao final do dia, mova qualquer item não finalizado para uma ova lista de seis tarefas para o dia seguinte.

5. Repita esse processo todo dia de trabalho.

sábado, 4 de junho de 2016

Gratidão

Estou estudando um pouco sobre gratidão e o efeito dessa prática regular no dia a dia das pessoas. Muito por influência de uma série de entrevistas que assisti no YouTube (30 Days of Genius), resolvi me aprofundar com a leitura de alguns livros, e o último e mais simples deles (Gratitude) faz um overview geral no que se sabe em pesquisa, e faz a indicação de alguns vídeos.

Amei os vídeos. Simplesmente amei.
E como eu sou muito grata por tê-los visto, resolvi compartilhar com você.
Abraça a caixa de lenços, e aperta o play!

An Experiment in Gratitude | The Science of Happiness
https://youtu.be/oHv6vTKD6lg?list=PLzvRx_johoA_QznlVHjbByQdHZAhWRQzr


Discover the Three Keys of Gratitude to Unlock Your Happiest Life!: Jane Ransom at TEDxChennai
https://youtu.be/ewi0qlqrshE


Gratitude | Louie Schwartzberg | TEDxSF
https://youtu.be/gXDMoiEkyuQ

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Os Incríveis Dias em que Fechei pra Balanço

De tempos em tempos eu tenho dessas... Fico muito brava com tudo, e decido dar um tempo. Aqui, mesmo estando com um calendário editorial azeitado -- coisa que não acontece há tempos, se é que um dia aconteceu -- tive que dar um  "ahhhhh chega!!!". Pausa pra pensar no esforço que todas as coisas da vida estão pedindo. Mas não vai durar pra sempre não: me dei apenas o mês de maio, pretendo voltar em 1º de Junho como se nada tivesse acontecido -- mas como se todas as coisas tivessem mudado.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Lidos de Abril e TBR de Maio

Em abril eu consegui sair do zero de leitura para alguma coisa -- consegui iniciar e finalizar o livro "No Coração da Vida" de Jetsunma Tenzin Palmo. Serviu para exorcizar várias sensações: a birra com o kindle unlimited (já que eu finalmente consegui ler algo que valeu o investimento) e tirar um "Argh" com a leitura que tinha ficado depois de "Um Copo de Cólera".

Costumeiramente eu tendo a torcer o nariz para quem fala que se um livro não estiver agradando, simplesmente largue mão e vá ler outra coisa. Torço o nariz, porque sei que algumas leituras demoram para engatar, são necessárias, valem a pena... E como tudo na vida, não é porque está começando a te irritar que você vai largar mão -- se a gente fizesse assim com tudo na vida, duvido conquistar algumas coisas muito importantes.

Mas é lógico que, para cada regra, existe pelo menos uma exceção -- e no futuro, eu vou sempre lembrar de "Um Copo de Cólera" quando eu falar disso.  Qual a minha birra com o dito cujo? Para começo de conversa, não é de hoje: ele foi uma leitura recomendada nas aulas de redação da faculdade. E não, eu não encrenquei com ele por ser recomendado -- li muitas coisas fantásticas nas recomendações de faculdade: Apanhador no Campo de Centeio, Antes que Anoiteça, Grande Gatsby... Mas com esse bendito copo, não deu. Para ser curta, grossa e bem específica: eu não gosto de autor que fica punhetando palavra. Todo mundo que gosta de ler e escrever, gosta de uma boa frase, um bom parágrafo, palavras que soam bem... Mas pra mim, tem que parecer "não intencional". Quando fica claro que a escolha de palavras de uma frase era mais importante do que o sentido que as palavras deveriam ter, ou que a história em si... Me irrita. E pra mim, "Um copo de cólera" parece gente vestida de gala no Natal, sentada no sofá assistindo Faustão. Muito esforço para sentido nenhum.

Eu tive essa impressão aos 24, e queria ver se ela se sustentava aos 35 -- infelizmente sim! E foi uma leitura (curta) tão sofrida, que acabou embolando toda a meta de leitura do ano. Não estava conseguindo pegar mais nada com gosto (estou há semanas na introdução de "A Letra Escarlate" e não engato). Tanto que agora eu já começo a dar certa razão para quem diz "abandone essa chatice". Talvez se eu tivesse desistido de vez desse livro, já teria lido bem mais até agora. O orgulho, inevitavelmente tem seu preço.

TBR de Maio (Foco em 3100 páginas... Sonha demais, inocente!)
  1. A Letra Escarlate. Nathaniel Hawthorne (336 páginas).
  2. A Festa de Babete. Karen Blixen (64 páginas).
  3. Madame Bovary. Gustave Flaubert (448 páginas).
  4. On the Road. Jack Kerouac (296 páginas).
  5. 1984. George Orwell (416 páginas).
  6. A Mesa da Ralé. Michael Ondaatje (288 páginas).
  7. A Autobiografia de Alice B. Toklas. Gertrude Stein (288 páginas).
  8. Crianças francesas dia a dia. Pamela Druckerman (128 páginas).
  9. O Poder dos Quietos. Susan Cain (324 páginas).
  10. Comer, Rezar, Amar. Elizabeth Gilbert (344 páginas).